A maltrapilha no lixo

Imagem ilustrativa – reprodução da Internet

Dias atrás vi uma triste cena que ainda não consegui esquecer. Em uma rua do bairro Alto São Manoel – aqui em Araioses – vi uma mulher maltrapilha debruçada sobre um depósito de lixo procurando algo que pudesse comer.

Era por volta das 11 da manhã e aquilo me deixou profundamente amargurado e triste ao mesmo tempo, pois não me recordo de já ter visto algo semelhante em mais de três décadas que mora aqui em Araioses.

Em nossa terra predomina a habitação de gente pobre, porém trabalhadores e não mendigos esfarrapados, como se ver nas grandes cidades.

Descabelada, vestida de trapos e aparentado ter entre 40 e 50 anos aquela mulher não parece ser moradora do bairro, o que leva a crer que tenha vindo de outras localidades.

Infinitamente lamentável aquela situação, que causa revolta e indignação diante de tanta injustiça social.

A estrutura financeira dos órgãos públicos não mudou em nada, como também não mudou a postura dos governantes que praticam uma política de exclusão e abandono social.

Em que pese às dificuldades de viver do povo araiosense casos dessa natureza nunca tinham ocorrido.

Está passando da hora de nos empenharmos em profundas mudanças.

Antes que seja tarde demais…

Coronavírus em esgoto de 5 países antes de surto na China aumenta mistério sobre origem do vírus

Muito se diz que o novo coronavírus foi criado em laboratórios na China com o propósito de propaga-lo em outros países com fins comerciais, entre outros. Reportagem da BBC Brasil (veja abaixo) não confirma essa tese e é um tema, no mínimo para a reflexão.

Por Matheus Magenta

Da BBC News Brasil em Londres

Pesquisadores de pelo menos cinco países, incluindo o Brasil, apontaram a presença do novo coronavírus em amostras de esgoto coletadas semanas ou meses antes do primeiro caso registrado oficialmente na cidade chinesa de Wuhan, epicentro da pandemia de covid-19.

Mas o que essas descobertas de vírus nas fezes mudam sobre o que sabemos do vírus Sars-CoV-2?

Cientistas indicam três eixos principais:

  • monitoramento: detecções no esgoto podem servir como ferramenta ampla e barata de vigilância do avanço da covid-19; há ao menos 15 países onde se estuda ou se adota essa estratégia
  • possível risco à saúde: presença do material genético do vírus nas fezes indica que o esgoto pode ser uma via de contágio
  • origem da pandemia: o vírus pode ter circulado bem antes do que afirma a cronologia oficial

Em relação ao terceiro ponto, o estudo que mais chamou a atenção foi liderado por pesquisadores da Universidade de Barcelona. Segundo eles, havia presença do novo coronavírus em amostras congeladas — coletadas na Espanha — de 15 de janeiro de 2020 (41 dias antes da primeira notificação oficial no país) e de 12 de março de 2019 (nove meses antes do primeiro caso reportado na China).

Mas como um vírus com potencial pandêmico poderia ter circulado sem chamar a atenção ou criar uma explosão de casos, como ocorreu em Wuhan? Especialistas citam ao menos cinco hipóteses.

Uma, é que pacientes podem ter recebido diagnósticos errados ou incompletos de doenças respiratórias, algo que teria contribuído para o espalhamento inicial da doença. Outra é que o vírus não tenha se espalhado com força a ponto de originar um surto.

Há também duas possibilidades de problemas na análise: uma eventual contaminação da amostra ou um resultado falso positivo, por causa da similaridade genética com outros vírus respiratórios ou de falhas no kit de teste.

Por fim, há quem fale em um vírus à espera de ativação. Tom Jefferson, epidemiologista ligado ao Centro de Medicina Baseada em Evidências da Universidade de Oxford, afirmou ao veículo britânico The Telegraph que há um número crescente de evidências que apontam que o Sars-CoV-2 estava espalhado pelo mundo antes de emergir na Ásia. “Talvez estejamos vendo um vírus dormente que foi ativado por condições ambientais.”

Para o virologista Fernando Spilki, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, é preciso aguardar mais estudos sobre o tema antes de tirar qualquer conclusão sobre a incidência do vírus meses antes da origem conhecida da pandemia, em dezembro.

“Todos estes resultados têm de ser avaliados com cautela. A própria característica do Sars-CoV-2 de induzir casos de bastante gravidade e letalidade relativamente alta na população torna improvável que este vírus circule em uma região sem evidência de casos clínicos.”

O que afirma a pesquisa liderada pela UFSC?

A equipe liderada por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) analisou seis amostras de 200 ml de esgoto bruto congelado, coletadas em Florianópolis de 30 de outubro de 2019 a 4 de março de 2020.

No artigo, que ainda não foi analisado por revisores acadêmicos, os pesquisadores afirmam que a presença do vírus foi detectada a partir de 27 de novembro. Naquela amostra havia, segundo eles, 100 mil cópias de genoma do vírus por litro de esgoto, um décimo da identificada na amostra de 4 de março. Santa Catarina registraria oficialmente os dois primeiros casos em 12 de março, em Florianópolis.

Segundo os pesquisadores, o vírus foi identificado nas amostras de esgoto por meio do teste RT-PCR, capaz de detectar a presença do Sars-CoV-2 a partir de 24 horas após a contaminação do paciente. Esse teste, cuja sigla significa transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase, basicamente transforma o RNA (material genético) do vírus em DNA para identificar sua presença ou não na amostra examinada.

“Isso demonstra que o Sars-CoV-2 circulava na comunidade meses antes de o primeiro caso ser reportado” no continente americano, escrevem os autores do artigo.

A bióloga Gislaine Fongaro, líder da pesquisa e professora do departamento de microbiologia, imunologia e parasitologia da UFSC, afirmou que os primeiros resultados despertaram ceticismo na equipe. Por isso, acionaram outros departamentos da universidade a fim de rechecarem e repetirem todos os testes com diversos marcadores virais (para evitar que outros vírus parecidos confundissem a detecção, por exemplo).

Segundo ela, a presença do vírus meses antes do registro oficial pode ser explicada, por exemplo, pelo fato de que as pessoas podem ou não ter ficado doentes ou atribuído os sintomas a outras doenças. Mas, de acordo com Fongaro, apenas estudos futuros podem explicar como o vírus foi parar no esgoto de Florianópolis em novembro.

Um sequenciamento genético do vírus encontrado no esgoto poderia, por exemplo, ser comparado ao outros sequenciamentos feitos ao redor do mundo a fim de estimar a data de origem precisa do Sars-CoV-2 encontrado.

Quando a pandemia de fato começou?

A cronologia oficial da pandemia de covid-19 tem mudado ao longo do tempo porque ainda há muito a ser descoberto sobre a doença, o modo como ela se espalha e, principalmente, sua origem. Não está claro ainda como e quando o vírus Sars-CoV-2 passou a infectar a espécie humana.

Há consenso entre cientistas de que o primeiro surto ocorreu em um mercado de Wuhan que vendia animais selvagens vivos e mortos. Mas pesquisadores não sabem se o vírus surgiu ali ou “se aproveitou” da aglomeração para se espalhar de uma pessoa para outra. “Se você me pergunta qual é a maior possibilidade, digo que o vírus veio de mercados que vendem animais selvagens”, afirmou Yuen Kwok-yung, microbiologista da Universidade de Hong Kong, à BBC.

As lacunas persistem. Os primeiros casos de covid-19 foram reportados oficialmente no fim de dezembro, mas um estudo de médicos de Wuhan, publicado em janeiro pela revista médica The Lancet, descobriu posteriormente que o primeiro caso conhecido de covid-19 em um humano havia ocorrido semanas antes. Trata-se de um idoso de Wuhan que não tinha nenhum vínculo com o mercado público.

A cronologia da pandemia no Brasil também pode mudar. O primeiro diagnóstico oficial no país ocorreu em 26 de fevereiro, um empresário de 61 anos de São Paulo que retornava de uma viagem à Itália, onde começava a surgir uma explosão de casos.

Mas análises feitas por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam ao menos um caso de Sars-Cov-2 no Brasil um mês antes, entre 19 e 25 de janeiro. O vírus também teria circulado entre os habitantes do país um mês antes do que o governo federal estimava, segundo a instituição.

Para chegar a essas conclusões, a Fiocruz se baseou em dois pontos, principalmente. A análise retroativa de amostras coletadas de pacientes em meses anteriores e a comparação do número de pessoas com doenças respiratórias sem causa aparente em 2020 com anos anteriores.

Como então sanar essas lacunas? Há quem defenda investigações à moda antiga. “Esses surtos precisam ser investigados adequadamente com as pessoas in loco, um a um. Você precisa fazer o que John Snow fez. Você questiona as pessoas e começa a construir hipóteses que se encaixam nos fatos, e não o contrário”, defendeu o epidemiologista Tom Jefferson, ligado à Universidade de Oxford, em entrevista ao Telegraph.

O médico John Snow (1813-58) é considerado um dos fundadores da epidemiologia moderna ao sair a campo para investigar um surto de cólera em Londres em 1854 — a doença havia matado dezenas de milhares de pessoas na cidade nas duas décadas anteriores.

Ele não aceitava a teoria mais difundida à época, de que o contágio se dava pelo “ar podre e viciado”. Em sua célebre análise de dados, Snow entrevistou moradores, mapeou caso a caso de modo pioneiro e identificou que a causa do surto era na verdade uma fonte pública de água contaminada por dejetos. A descoberta gerou uma revolução nas investigações de espalhamento de doenças.

É possível haver contágio de Sars-CoV-2 por meio do esgoto?

A presença do novo coronavírus nas fezes levanta a possibilidade de contágio por meio do esgoto. Em 2003, durante a pandemia de outro vírus Sars-CoV, a infecção de centenas de moradores em um mesmo prédio de Hong Kong foi atribuída a vazamentos na tubulação de esgoto.

Na pandemia atual, ainda não há evidências de que isso tenha ocorrido ou de que o Sars-CoV-2 esteja viável para transmissão após ser excretado nas fezes. Tampouco há recomendações oficiais para usar água sanitária a fim de conter o contágio via esgoto, conforme tem circulado em grupos de WhatsApp. A contaminação ocorre basicamente por via respiratória.

Estudos apontam que o sistema de tratamento do esgoto é capaz de eliminar a presença do vírus, mas a precária situação sanitária de países como o Brasil pode levar ao despejo de uma enorme carga viral em rios sem tratamento adequado. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento de 2018, apenas 46% do esgoto gerado no país são tratados. A falta de saneamento no Brasil gera mais de 300 mil internações hospitalares por ano, mas ainda não é possível afirmar que a presença de coronavírus no esgoto represente um risco à saúde da população.

O Sars-CoV-2 pode aparecer nas fezes de até metade dos pacientes de covid-19, entre eles, os que tiveram diarreia, sintoma reportado por 1 a cada 5 pacientes. Alguns estudos apontam que, em geral, o vírus aparece nas fezes cerca de uma semana depois dos sintomas e pode permanecer por mais cinco semanas após a recuperação.

Segundo pesquisadores, o método de monitorar a presença do vírus na rede de esgoto de uma cidade pode alertar a existência de um surto de sete a dez dias antes do registro oficial. Um dos pontos positivos dessa abordagem é monitorar também pacientes sem sintomas ou que não foram testados.

Em Belo Horizonte, por exemplo, um projeto-piloto da Agência Nacional de Águas (ANA) analisa amostras de esgoto e aponta que o número de infectados pode ser 20 vezes maior que o de casos confirmados oficialmente.

O que dá mais para analisar no esgoto? Drogas, disparidade social e remédios

A carreira de “epidemiologista de águas residuais”, que se disseminou nas últimas duas décadas ao redor do mundo, está em expansão nos últimos anos.

Uma das principais funções desse profissional é descobrir, por exemplo, como o nível do uso de drogas ilegais calculado em abordagens tradicionais, como questionários, pode ser comparado com as evidências mais diretas encontradas nos sistemas de esgoto. E assim apontar subnotificações, entre outras informações.

A técnica não mira indivíduos, mas informações sobre localidades, o que poderia alertar autoridades sobre a eficiência de campanhas e serviços de saúde pública em uma determinada região, bem como se estão empregando os recursos policiais adequadamente.

Além do consumo de drogas, essa análise de partículas em esgotos pode servir para análise de hábitos ligados a alimentos e remédios.

Um laboratório da Universidade de Queensland, na Austrália, por exemplo, realizou coletas em estações de tratamento de esgoto de todo o país a fim de analisar hábitos alimentares e de consumo de medicamentos de diferentes comunidades.

E o resultado? Em linhas gerais, os pesquisadores descobriram que, quanto mais rica a comunidade, mais saudável é sua dieta. Nos estratos socioeconômicos mais altos, o consumo de fibras, cítricos e cafeína era maior. Nos mais baixos, medicamentos prescritos apresentaram uso significativo.

Por outro lado, o uso de antibióticos é distribuído de maneira bastante uniforme entre diferentes grupos socioeconômicos, indicando que o sistema de saúde subsidiado pelo governo está fazendo seu trabalho.

Covid-19 faz mais uma vítima em Araioses

De acordo com o Boletim Epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde divulgado nesta quinta-feira (9) às 20 horas a Covid-19 fez mais uma vítima em Araioses totalizando agora 8 pessoas que perderam suas vidas em decorrência de contaminação pelo vírus.

Como em outras oportunidades a prefeitura de Araioses não divulgou nenhuma nota de pesar nem o nome da vítima da Covid-19.

Quem acompanha os boletins e outras publicações da secretaria vai perceber que dia 2 o número de óbitos era 7 e na de agora subiu para 8.

Números atualizados em 9/7/2020 da Covid-19 em Araioses:

Notificados 990 casos;

Descartados 524;

Confirmados 463;

Suspeitos 3;

Casos em isolamento 76;

Recuperados 379; 8 óbitos e 3 internados.

O isolamento social extremamente importante na prevenção e no combate ao Covid-19. Faça sua parte. Se for sair de casa use máscara.

O Brasil virou um país “fake”

Por Fernando Brito, editor do TIJOLAÇO

Em poucos lugares do Brasil – diria que só nas comunidades bolsonaristas – não houve gente cética quanto ao fato de que o presidente da República ter contraído o novo coronavírus.

Até no exterior, nos conta Jamil Chade, no UOL, a pergunta “será verdade que ele está contaminado?” corre solta entre os diplomatas acreditados na ONU.

Não sou adepto, claro, deste ceticismo, até porque Jair Bolsonaro fez tudo o que estava ao seu alcance para contrair a doença.

É curioso, entretanto, como tudo no Brasil virou duvidoso. Duvida-se dos políticos, dos médicos, dos jornalistas, dos juízes, duvida-se das vacinas, da esfericidade da Terra, da máscara cirúrgica (afinal, ‘coisa de viado’, segundo o Presidente), duvida-se até que haja mortos no desfile de caixões que vemos em algumas cidades.

Não se crê no isolamento social, acha-se que a tal “gripezinha” é uma bobagem, não se acredita nas imagens de satélite que mostram o desmatamento da Amazônia, juram que se distribuía kit gay e “mamadeira de piroca” nas escolas infantis e que Frederick Wassef escondeu Queiroz até de Jair e Flávio Bolsonaro e que Sergio Moro era um juiz imparcial que tirou das eleições o candidato favorito e, logo depois, foi ser seu ministro de Estado.

A lista podia seguir quase indefinidamente, mas basta para entender o quanto isso é tóxico para nossa vida coletiva, seja no comportamento pessoal, seja na política, seja na economia.

O Brasil é um país devastado pela incapacidade de agir com racionalidade que nos vem do primeiro escalão de poder nacional. Tudo o que se faz é negar, confrontar, a partir de um desqualificado que, como regra, adota a desclassificação alheia como argumento.

Bolsonaro e sua forma de nos (des)governar é um empecilho ao reerguimento da vida brasileira. Não haverá frente, pacto, união, acordo, nada que possa fazer com que se reme na mesma direção com a sua presença nos intoxicando.

Prefeita Thalita Dias tem apoio popular porque está trabalhando

Obras do asfalto no bairro São Pedro

Difícil entender como a prefeita de Água Doce do Maranhão Thalita Dias possa ter realizado tanto por aquele município, nesse período em que só se fala de crise, e com recursos muito além do que realmente se faz necessário.

Essa observação tem sentido se levarmos em conta o que ocorre com a prefeitura de Araioses que recebe mais que o dobro dos recursos de Água Doce e a população não encontra uma só obra – nem das menos importantes – que já tenha sido realizada pelo gestor da cidade Cristino Gonçalves.

A gestão da prefeita Thalita Dias tem apoio popular

A prefeita Thalita Dias já troche asfalto para bairros da cidade, como em São Pedro; construiu estradas vicinais, entre elas a que liga o distrito de Freixeiras ao povoado Curvinha; sistema de abastecimento de água e até uma ponte no distrito de Canabrava foi construída em sua gestão.

É uma prefeita presente e atuante sempre pronta a encarar os desafios cotidianos daquela cidade.

Tem seus opositores é verdade, mas esses estão nas agremiações políticas e serão seus adversários no pleito do dia 15 de novembro.

Entre o povo o que é comum são significativas vozes de apoio ao seu governo.

Áudio pode ser o fio da meada

Reprodução da Internet

Pouco se ouviu falar sobre as providências – junto às autoridades policiais estaduais e federais – que já tenham sido tomadas pelas vítimas, no sentido de investigar e se chegar ao autor ou autores do criminoso “Dossiê dos Pré-Candidatos de Araioses para orientar o eleitor em 2020” que pôs em um mar de lama todos os pré-candidatos a prefeito de Araioses nas eleições deste ano, ficando fora deste contexto apenas Valéria do Manin.

Sabe-se que algumas das vítimas registraram recentemente BO na delegacia de Polícia de Araioses, o que seria o primeiro passo a ser dado pelos prejudicados.

A demora parece ter a ver com a falta de material – print ou mídia em áudio – como prova que ajude nas investigações.

Um áudio posto no mesmo grupo de WhatsApp onde foi publicado o suposto dossiê, que já foi compartilhado entre várias pessoas, pode ser o fio da meada que faltava para ser chegar aos autores da infâmia.

Nele uma vós feminina rindo diz que a negrada do – aí ela diz o número do partido de um grupo político, que por hora não será divulgado – está fazendo um dossiê de todos os políticos…

Vetos genocidas aproximam Bolsonaro do Tribunal Penal Internacional

Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia

Ao vetar alguns artigos da lei 14.021 que fala da proteção dos povos indígenas em relação à epidemia do Covid-19, Bolsonaro tornou-se forte candidato a ser julgado por genocídio no Tribunal Penal Internacional.

Ele vetou três itens fundamentais à sua sobrevivência em tempos de pandemia: obrigação do governo de fornecer água potável; oferta de leitos e de UTI e acesso a auxílio emergencial e a outros benefícios previdenciários.

Vetou tudo isso, o que indica uma evidente intenção de privá-los de qualquer proteção à maior epidemia dos últimos cem anos.

Como se indígenas não fossem brasileiros e o governo não tivesse de protegê-los como a todos os demais!

E são brasileiros há mais tempo que nós!

Nós somos os invasores.

Ainda que o Congresso venha a derrubar esses vetos, o que deverá fazer, eu me pergunto como é que um presidente da República tem coragem de propô-los. Além da crueldade explícita demonstra total desconhecimento das leis internacionais!

Quem diria que um dia esses vetos que ameaçam a existência dos povos originais do Brasil fossem desferidos por um ex-oficial do Exército, o mesmo exército do Marechal Rondon que em relação aos indígenas legou uma frase lapidar:

“Morrer, se preciso for; matar, nunca”.

Num artigo esclarecedor publicado hoje na imprensa escrita, o doutor em ciências políticas e em Direito, Conrado Hubner Mendes relata que Bolsonaro já está na mira do Tribunal Penal Internacional, corte que julga os crimes de genocídio – aqueles praticados por governos com a finalidade intencional de exterminar grupos étnicos, religioso ou raciais – e publica declaração de Sylvia Steiner, ex-juíza do TPI, a respeito da política de Bolsonaro em relação aos indígenas:

“Alguns elementos podem levar à conclusão de que essa é uma política deliberada e proposital para limpar uma área e remover os indígenas”.

Segundo Hubner, “a omissão de Bolsonaro pode configurar uma política genocida semelhante a Darfur”.

Apontado como exemplo de genocídio na atualidade, o caso Darfur ocorre nessa região  do Sudão de 500 mil quilômetros quadrados, habitada por 9,2 milhões de pessoas,5,5 milhões das quais africanos de religião muçulmana que vem sendo atacados por milícias do governo sudanês desde 2003, com o intuito de exterminá-los para desocuparem o território, o que já produziu 400 mil mortos.

A ex-juíza fez a declaração antes dos vetos genocidas de hoje. Referia-se às medidas de estímulo a invasão de terras indígenas e outras da política do “adaptem-se ou desapareçam”, segundo Hubner.

Espero que o TPI não espere morrerem 400 mil indígenas brasileiros para intimar Bolsonaro.

Governo dá liderança ao Centrão e irrita deputado bolsonarista

Deputados do Centrão – Foto: Luis Macedo/Agência Câmara

Por Lauriberto Pompeu

Congresso Em Foco

O presidente Jair Bolsonaro vai trocar alguns dos deputados que são vice-líderes do governo na Câmara. Um dos que devem sair do posto é Daniel Silveira (PSL-RJ), alvo dos inquéritos das fake news e de incitação a atos pró-ditadura.

Aliados do presidente disseram ao Congresso em Foco que a ideia é que as vice-lideranças passem por um rodízio. Daniel Silveira comentou, por meio do Twitter, a movimentação de troca de vice-líderes e criticou o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, responsável pela articulação política do governo.

A intenção é que sejam nomeados deputados do Centrão, bloco informal de centro e direita que o presidente tem se aproximado. O bloco já tem alguns representantes como Evair de Melo (PP-ES).

Um deputado do grupo ouvido pelo site disse que também há negociações para a troca do líder do governo na Câmara, Major Vítor Hugo (PSL-GO). As discussões sobre isso acontecem há pelo menos 30 dias, mas não foram concretizadas.

Já foi indicado o nome do deputado Ricardo Barros (PP-PR), vice-líder do governo no Congresso. Ele contava com o aval do presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), mas divergências dentro da sigla acabaram pela retirada de seu nome. O principal insatisfeito foi o líder do PP, deputado Arthur Lira (AL), que é rival de Barros dentro do partido.

Polícia apreende armas e 120 kg de maconha em Vitória do Mearim, no MA

Tabletes de maconha e armas apreendidas em Vitória do Mearim, no Maranhão — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Por G1 MA – São Luís

A Polícia Civil apreendeu na madrugada desta quarta-feira (8) cerca de 120 kg de maconha em um povoado de Vitória do Mearim, na baixada maranhense, a cerca de 178 km de São Luís.

Segundo a polícia, uma denúncia apontou que haveria um grande transporte de drogas na região. Com as informações, os policiais realizaram uma barreira e revistaram veículos.

Um homem tentou fugir, mas foi preso portando um revólver calibre 38, com seis munições, além de dois tabletes de maconha. Em seguida, uma motociclista foi encontrado com um revólver calibre 38 com três munições.

Motos apreendidas pela polícia na operação em Vitória do Mearim — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Em uma terceira motocicleta, com dois homens, a polícia encontrou um saco contendo oito peças de maconha, sendo que um dos ocupantes portava revólver calibre 38.

Por fim, a polícia encontrou um carro com três sacos de nylon que tinha 106 tabletes de maconha. Ao todo, 117 tabletes de maconha foram apreendidos, além de três armas de fogo e cinco veículos.

Todos os envolvidos foram presos e levados para serem autuados em São Luís pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de fogo. Depois, foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Embarcação suspeita de pesca predatória é apreendida em Atins

Foto: Divulgação/SSP

O Imparcial

O Batalhão de Policia Militar de Turismo (BPTur) apreendeu uma embarcação suspeita de pesca predatória na última segunda-feira (6), no Rio Preguiças, povoado Atins, na cidade de Barreirinhas.

Segundo informações da Polícia Militar, a guarnição de serviço do BPTur com apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, realizou fiscalização à embarcações com o objetivo de prevenir e reprimir a pesca predatória e irregular, coibindo os mais diversos tipos de práticas ilícitas, cujo a competência, esteja relacionada aos referidos órgãos públicos.

As fiscalizações continuarão sendo realizadas no Rio Preguiças, município de Barreirinhas e áreas próximas.

Reuters, maior agência de notícias do mundo, desconfia de Bolsonaro e afirma que ele “diz ter” coronavírus

Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

247 – Após fazer das fake news uma espécie de mantra do governo Jair Bolsonaro, até mesmo o anúncio feito por ele de que está contaminado pela Covid-19 causou desconfiança. A agência de notícias Reuters destacou em seu título sobre o assunto que “Bolsonaro afirma que está com Covid-19”, atribuindo a responsabilidade da informação à declaração feita pelo próprio Bolsonaro durante entrevista nesta terça-feira (7).

Confira a reportagem da agência de notícias Reuters:

Bolsonaro afirma que está com Covid-19

Lisandra Paraguassu, Reuters – O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta terça-feira que teve resultado positivo em teste para Covid-19.“Todo mundo sabia que ele (vírus) mais cedo ou mais tarde iria atingir uma parte considerável da população, como tem muita gente… eu, por exemplo, se eu não tivesse feito o exame não saberia do resultado, e ele acabou de dar positivo”, disse Bolsonaro em entrevista transmitida ao vivo pela televisão.

O presidente realizou o teste na segunda-feira, depois de começar a ter sintomas leves no domingo. Na segunda-feira, Bolsonaro teve dor no corpo e febre de 38 graus.

No final da tarde de segunda, o presidente disse a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada, que estava com sintomas e que foi ao Hospital das Forças Armadas fazer uma radiografia de pulmão, mas que não apareceu nenhum problema.

Bolsonaro também fez questão de informar que já havia começado a tomar hidroxicloroquina, medicamente que não tem comprovação de eficácia contra a Covid-19, mas é defendido pelo presidente.

Desde a sexta-feira, dois dias antes de apresentar os primeiros sintomas da Covid-19, o presidente teve oficialmente contato com pelo menos duas dezenas de pessoas, de acordo com suas agendas, além de um número não calculado de assessores e assistentes.

Na lista de pessoas que estiveram com Bolsonaro recentemente estão, por exemplo, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que almoçou com ele no Palácio da Alvorada. Estavam também no encontro organizado por Skaf, entre outros, Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco, Francisco Gomes, da Embraer, Rubens Ometto, da Cosan, e Lorival Nogueira, da BRF.

No sábado pela manhã, Bolsonaro sobrevoou rapidamente áreas atingidas pelo ciclone em Santa Catarina. Ao chegar a Florianópolis, foi recebido pela vice-governadora Daniela Reinehr, além dos senadores Dário Berger (MDB), Esperidião Amin (PP) e Jorginho Mello (PL).

O presidente também participou no mesmo dia de evento na embaixada dos Estados Unidos em Brasília, com a presença do embaixador norte-americano, Todd Chapman, para comemorar a independência dos EUA.

Antes de ser submetido ao exame na segunda-feira, o presidente se reuniu com diversos ministros, incluindo Paulo Guedes (Economia), Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).

Ainda vai longe o uso de máscaras

Ainda sem previsão de quando a Covid-19 poderá ser controlada, o que se tem como certo é de que ainda vai longe o uso de máscaras

Em dias de pandemia do novo coronavírus essa peça – de uso obrigatório – está mais presente na vida das pessoas do que outros adereços como chapéus, lenços, joias ou bijuterias.

Diante das dimensões do País e da falta de comando disciplinar da parte dos governantes, impossível se prever o fim dos contágios e apenas a partir da aplicação de vacinas – que já estão em testes – esse tormento terá controle.

O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira que os testes da vacina contra o novo coronavírus que o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac estão desenvolvendo começará no dia 20 de julho.

Porém, a previsão é de que se aprovadas a vacinação em massa só ocorrerá no final de 2021.

Portanto, até lá o jeito será todas e todos continuarem mascarados.

Covid-19 já matou 27 indígenas em seis regiões do Maranhão, afirma entidade

Empresa norte-americana planeja construir refinaria no Maranhão

Além do Maranhão, os estados do Rio de Janeiro, como o Porto do Açu, e Espírito Santo devem receber o investimento. (Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo)

O Imparcial

A empresa norte-americana Oil Group anunciou que planeja construir seis refinarias de pequeno porte no Brasil. Uma delas pode ser implementada aqui no Maranhão nos próximos anos.

A empresa pretende construir quatro unidades de pequeno porte, com capacidade para 20 mil barris a 30 mil barris diários, que sejam próximas a portos, e duas menores, com capacidade de produção de 3 mil a 5 mil barris diários, instaladas próximas à produção terrestre de petróleo.

Dentre as quatro maiores, a primeira refinaria está prevista para ser construída no Porto do Açu, no norte fluminense, no Rio de Janeiro; avalia-se também a construção de duas refinarias desse porte, por conta da viabilidade econômica, no Maranhão e também no Espírito Santo.

A quarta unidade e as outras duas refinarias menores ainda não tem localização definida, mas as possibilidades indicam construção no estado da Bahia e também Sergipe. O investimento total é de US$ 2 bilhões, a serem aplicados nos próximos sete anos.

O governo do Maranhão informou que o secretário de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), Simplício Araújo, intensifica diálogos com a empresa americana Oil Group. Ainda segundo o governo, as tratativas acontecem desde 2017 e no fim do ano passado, Simplício Araújo esteve na França para conhecer e debater pessoalmente a viabilidade do projeto com representantes da empresa.

Os portos situados no Maranhão possuem uma boa localização geográfica, já que se posicionam estrategicamente próximos ao Golfo do México, grandes descobertas da Guiana e entre potenciais bacias petrolíferas da margem equatorial brasileira como Foz do Amazonas, Pará-Maranhão e Barreirinhas.

Refinaria em Bacabeira

Em 2010, o anúncio da construção da Refinaria Premium I da Petrobras em Bacabeira, foi vista com bons olhos por diversos maranhenses, no entanto, cinco anos depois quem apostou no empreendimento teve que lidar com muitos prejuízos.

A proposta inicial é que cerca de 25 mil empregos diretos e indiretos seriam criados no estado com a construção da refinaria. O investimento da Petrobras nesse empreendimento  foi de R$ 2,7 bilhões. A construção estava projetada para refinar 600 mil barris de petróleo leve (do pré-sal) e pesado.

À época, a desistência da construção da refinaria de Bacabeira, segundo a Petrobrás, se deu pela falta de parceiros e também por um reestudo das expectativas de crescimento do mercado de combustíveis.

Vacina chinesa contra Covid-19 será testada no Brasil a partir de 20 de julho

Se comprovada sua eficácia, distribuição ocorreria a partir de meados de 2021, segundo diretor do Instituto Butantan

Governador João Doria anuncia medidas de combate ao coronavírus no estado Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Por Dimitrius Dantas

Newsletters/O Globo

SÃO PAULO — O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira que os testes da vacina contra o novo coronavírus que o Instituto Butantan e o laboratório chinês Sinovac estão desenvolvendo começará no dia 20 de julho. Ao todo, 9 mil profissionais de saúde serão voluntários no estudo, como médicos, paramédicos e enfermeiros, em cinco estados, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. No sábado, o protocolo da vacina foi autorizado pela Anvisa.

A partir da semana que vem, o Instituto Butantan irá começar o recrutamento dos voluntários por meio de um aplicativo que ainda será colocado à disposição dos interessados. De acordo com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, a expectativa é de que, caso a vacina seja bem-sucedida, sua disponibilização ocorra a partir de meados de 2021.

— No mundo, são 136 vacinas sendo testadas, 12 delas em estudos clínicos. Dessas, três estão na fase 3, a mais avançada. Uma dessas é a que o Butantan fez esse acordo e é uma das que têm grande chance de chegar ao público — afirmou Dimas Covas.

Na fase 2, realizada com mil voluntários na China, foi observada a eficiência da vacina em mais de 90% dos participantes do estudo. No Brasil, Covas afirmou que a expectativa é de que uma análise preliminar dos resultados ocorra ainda este ano, o que possibilitaria o uso da vacina em meados do ano que vem.

— Essa é uma das vacinas mais promissoras e daí vem o meu entusiasmo. Estou muito entusiasmado que essa será uma das vacinas que chegará ao mercado com muita eficiência rapidamente — afirmou.

Para participar do estudo, o profissional terá que estar trabalhando no atendimento de pacientes com Covid, não ter sido infectado pela doença, não participar de outros estudos de vacinas, não estar grávida ou planejar engravidar nos três meses de estudo, não ter doenças instáveis ou que afetam o sistema imunológico e, por fim, não ter outras alterações que impeçam o cumprimento dos procedimentos do estudo, como alterações mentais ou distúrbios de coagulação.

Segundo Dimas Covas, o governo já tem reservada 60 milhões de doses da vacinas caso sua eficácia seja comprovada pelos estudos que estão sendo realizados no país e em outros países. As doses serão entregues ao Ministério da Saúde, que determinará como será sua distribuição.

Além da vacina da Sinovac, também está sendo testada no Brasil uma potencial vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a mais avançada até o momento.