“Tchutchuca do centrão”: membros do governo culpam Bolsonaro por episódio com youtuber

Bolsonaro e youtuber. Créditos: YouTube/Reprodução

Por Julinho Bittencourt, na Revista Fórum

Ministros e colaboradores do presidente Jair Bolsonaro (PL) discordam sobre de quem é a responsabilidade sobre o episódio desta quinta-feira (18), envolvendo o youtuber Wilker Leão.

Alguns ministros do governo consideraram falha do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e fizeram duras críticas ao general

A avaliação deles é de que o incidente foi fruto de uma “falha imperdoável” da segurança do presidente, comandada pelo GSI.

Bolsonaro costuma andar com cerca de 20 agentes do GSI para protegê-lo. Auxiliares do presidente consideram que ele jamais poderia ser o “primeiro ponto de contato” com um desconhecido.

General Heleno afirmou à coluna Igor Gadelha no Metrópoles que não se pronunciaria. “Isso é infundado. Fofoca”, limitou-se a responder o ministro do GSI.

Responsabilidade do Bolsonaro

Outros aliados do presidente, apesar de não admitirem publicamente, afirmaram à coluna de Malu Gaspar, no Globo, que a culpa teria sido do próprio Bolsonaro, ao reagir às provocações.

Um integrante da Polícia Federal ouvido reservadamente pela equipe da coluna discorda da avaliação de que o GSI falhou no episódio.

“O erro, em minha opinião, foi o presidente ter descido do carro. Aquele local ali, o tal ‘cercadinho’, é onde Bolsonaro todo dia fala com apoiadores e populares, então na verdade a segurança tem dificuldade em agir pela própria natureza e objetivo da parada. E nesse episódio o presidente que abordou, que partiu para cima do sujeito”, acrescenta.

Relembre o caso

Bolsonaro foi provocado pelo youtuber Wilker Leão, que o chamou, entre outras coisas, de “tchutchuca do centrão”. O presidente não se conteve, saiu do carro e partiu pra cima do youtuber, tentando arrancar seu celular.

A situação foi contornada pela segurança e, após os ânimos se acalmarem, o presidente resolveu dar explicações ao youtuber.

Cidade do Maranhão será a primeira do país a fazer eleição simulada com uso do novo modelo da urna eletrônica

Ao todo, mais de 10 mil eleitores de Bela Vista do Maranhão devem participar da eleição simulada. Votação será uma prévia do primeiro turno das eleições que acontece em 2 de outubro.

Nova urna eletrônica que será usada no Brasil em 2022 — Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

Por g1 MA — São Luís, MA

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) informou, nesta quinta-feira (18), que o município de Bela Vista do Maranhão, cidade localizada a 241 km de São Luís, será o primeiro e único do país a testar a nova urna eletrônica que será usada nas eleições 2022. A votação simulada acontece no domingo (21), das 8h às 12h.

Para esta eleição, foram convocados 10.338 eleitores que votam nas 39 seções eleitorais, distribuídos em 11 locais de votação. A totalização das urnas acontecerá às 13h e a avaliação final, será divulgada às 16h.

A eleição simulada é um projeto realizado pelo TRE-MA desde 2004, que tem como objetivo, testar vários dados em um ambiente simulado ao real do dia da votação, só que com candidatos fictícios. Durante a ação, serão também avaliados a atuação dos mesários, fazer medições do tempo eletrônico de votação, transparência e outros testes que servem de parâmetros para a Justiça Eleitoral.

Para participar, os eleitores devem procurar o seu local de votação habitual, com um documento com foto. Veja, abaixo, os locais de votação e quantidade de eleitores:

  • Colégio Municipal André Lobato Martins – Povoado Tocantins – zona rural – 457 eleitores;
  • Escola Municipal Neuza Pinto Xavier – Povoado Curva da Mata do Boi – zona rural – 1.309 eleitores;
  • Colégio Municipal Lourival Coelho – Centro – zona urbana – 740 eleitores;
  • Colégio Municipal Rezinga – Povoado Rezinga – zona rural – 431 eleitores;
  • Colégio Municipal de Chapadinha – Povoado Chapadinha – zona rural – 386 eleitores;
  • Escola Municipal Gentil Moreira Lima – Povoado Centro do Lulu – zona rural – 226 eleitores;
  • Unidade Integrada de Bela Vista – zona urbana – 1.323 eleitores;
  • Escola Municipal Eliézer Moreira – povoado Aratauy – zona rural – 1.649 eleitores;
  • Escola Municipal Dr. José Ribamar de Matos -Centr- zona urbana – 647 eleitores;
  • Ceefm Cidade de Bela Vista – Vila Aguiar – zona urbana – 1.866 eleitores;
  • Escola Municipal Deputado Pedro Veloso – Centro – zona urbana – 1.304 eleitores.

O projeto pioneiro é realizado desde 2004 no Maranhão. Desde então, as eleições simuladas já aconteceram nas cidades de Aldeias Altas, Lima Campos, Montes Altos, São João do Sóter, Fernando Falcão, Benedito Leite, Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar.

Nova urna eletrônica

De acordo com o TRE-MA, parte do eleitorado maranhense vai conhecer a nova versão da urna eletrônica, que é a primeira que possui uma aparência diferente desde sua criação.

Segundo a Justiça Eleitoral, ela é mais moderna, segura e traz recursos de acessibilidade em termos de segurança, transparência e agilidade. Ela garante uma maior proteção ao sigilo e integridade do voto.

A nova urna possui baterias que não demandam recargas a cada quatro meses de armazenamento, tem uma vida útil mais longa, o que diminui os custos de manutenção. Além disso, ela passa a usar pen drives como mídias de aplicação, o processador é mais rápido e o teclado possui duplo fator de contato, que permite detectar erros em caso de mau contato.

O terminal do mesário não possui mais teclas, entretanto, conta com uma tela sensível ao toque, como se vê em smartphones e tablets. Isso possibilitará que, no futuro, a foto dos eleitores também apareçam na tela quando a identificação biométrica for realizada.

O novo modelo do terminal do mesário permite ainda maior celeridade no processo de votação, porque o processamento da biometria acontecerá com maior rapidez. Ainda será possível iniciar o processo de identificação da próxima pessoa da fila enquanto a anterior ainda estiver votando.

Acusado de matar mãe e filha a mando de ex-marido é condenado a 56 anos de prisão, em São Luís

Mãe e filha foram mortas em junho de 2022. (Foto: Reprodução)

O Imparcial – O 3º Tribunal do Júri de São Luís condenou Jefferson Santos Serpa a 56 anos de reclusão, nesta quinta-feira (18), pelo crime de duplo homicídio de Graça Maria de Oliveira, de 57 anos, e de sua filha, Talita de Oliveira Frizero, de 27. O julgamento aconteceu no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís.

Jefferson Serpa foi condenado por homicídio qualificado por motivo torpe e cruel, sem possibilidade de defesa para as vítimas. Em depoimento no Tribunal, o réu confessou ter sido contratado por Maycon Douglas de Souza, a mando do ex-marido de Graça de Oliveira, Geraldo Abade.

Casa onde as vítimas moravam no bairro Calhau, em São Luís. (Foto: Reprodução)

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA), o réu trabalhava como pedreiro na casa das vítimas, no dia 7 de junho de 2020, quando por volta das 7h assassinou mãe e filha, que moravam juntas no bairro Calhau, em São Luís. Graça Maria deixou quatro irmãs e um irmão.

Julgamento

Foram ouvidas três testemunhas de acusação e interrogado o réu, que confessou a autoria do crime e afirmou ter sido contratado pelo ex-marido de Graça de Oliveira, recebendo o pagamento de R$ 5 mil. Na sessão de julgamento, estiveram presentes familiares de Graça e Talita.

Juiz Francisco de Lima declara sentença. (Foto: Divulgação/CGJ-MA)

Na sentença, o juiz Francisco de Lima afirmou que a gravidade do crime é maior por ter sido “premeditado, tanto que o mesmo preparou instrumentos utilizados para amarrar as vítimas, tendo, portanto, tempo suficiente para se arrepender e não consumar seu intento criminoso.”

O juiz também considerou para a decisão a pouca idade de Talita, que tinha apenas 27 anos. O autor do crime tem antecedentes criminais, e após o julgamento retornou ao presídio onde já estava preso. A pena deve ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Datafolha: Lula mantém vantagem e venceria no primeiro turno com 51% dos votos válidos

Bolsonaro oscilou 3 pontos para cima, dentro da margem de erro, e Lula manteve índice suficiente para liquidar o pleito já no primeiro turno

Lula. Créditos: Ricardo Stuckert

Por Ivan Longo, na Revista Fórum

Pesquisa presidencial Datafolha divulgada nesta quinta-feira (18) mostra que o ex-presidente Lula (PT) segue na liderança com ampla vantagem e possibilidade de vencer o pleito já no primeiro turno.

Segundo o levantamento, o petista manteve o mesmo índice de 47% em intenções de voto registrado na última pesquisa do instituto, do final de julho. Em votos válidos, isto é, excluindo os brancos e nulos, Lula soma 51%, suficiente para que liquidar o pleito já na primeira volta.

Jair Bolsonaro (PL), por sua vez, oscilou positivamente 3 pontos, dentro da margem de erro, e atingiu 32% dos votos totais – o que representa 35% nos votos válidos. Com isso, a diferença entre os dois candidatos, que era de 18 pontos percentuais, agora é de 15.

Terceiro colocado, Ciro Gomes (PDT) oscilou um ponto para baixo e registra, no novo levantamento, 7% das intenções de voto. Simone Tebet (MDB) fecha a lista com 2%.

O Datafolha realizou 5.744 entrevistas 281 cidades brasileiras entre os dias 16 e 18 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores, Lula também lidera com vantagem folgada. O petista soma 40% das intenções de voto, contra 28% de Bolsonaro.

Ciro Gomes, por sua vez, tem índice de 2% no levantamento espontâneo. Já Simone Tebet marca 1%.

Segundo turno

Em um eventual segundo turno, segundo o Datafolha, Lula venceria Bolsonaro. O petista, nesta situação, tem 54% das intenções de voto – um ponto a menos do que o registrado no último levantamento do instituto.

Bolsonaro, por sua vez, soma 37%, oscilação positiva de 2 pontos com relação ao estudo do final de julho. Votos em branco e nulos representam 8%, enquanto 2% dos eleitores não sabe em quem vai votar ou não respondeu.

Empresários que integram grupo pró-golpe têm empréstimos do BNDES e dívidas com a União

Empreendedores que obtiveram crédito estatal durante governo Lula não querem sua volta à Presidência; saiba quem são

Luciano Hang é um dos empresários mais conhecidos do grupo de WhatsApp que sugere golpe de estado em caso de vitória de Lula – Reprodução/Twitter

Por Vinicius Konchinski/Brasil de Fato

Entre os empresários que integram um grupo de WhatsApp em que se faz a defesa de um golpe de estado caso o ex-presidente Lula (PT) vença as eleições de outubro, estão devedores à União e proprietários de empresas que pegaram empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES). As ameaças golpistas foram reveladas em reportagem do jornalista Guilherme Amado publicada no site Metrópoles, na tarde de quarta-feira (17).

Apesar das duras críticas feitas ao PT e à esquerda e da defesa ferrenha de ideias de direita, suas trajetórias empresariais demonstram, de acordo com levantamento feito pelo Brasil de Fato, uma constante relação com o Estado, colhendo benefícios dessa proximidade.

De acordo com o monitoramento da reportagem, o grupo tem ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exaltação às Forças Armadas e até sugestões de atos violentos para impedir um retorno de Lula ao Palácio do Planalto. Os integrantes mais conhecidos são Luciano Hang, dono da rede de lojas de departamentos Havan, e Afrânio Barreira, da rede de restaurantes Coco Bambu, marcados pelo apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) desde 2018.

A matéria cita ainda outros empresários que integram o grupo e que trocaram mensagens com teor antidemocrático, ligados a diferentes setores da economia, como José Isaac Peres, dono da gigante de shoppings Multiplan; José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro; Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia; Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, dono da marca de surfwear Mormaii.

Outras figuras, estas menos conhecidas, também aparecem nas revelações feitas pela reportagem do Metrópoles. São eles: Mayer Nigri, da empreiteira Tecnisa; André Tissot, do Grupo Sierra; Vitor Odisio, executivo da Thavi Construction, Carlos Molina, dono da autoria Polaris; e Marlos Melek, juiz federal do trabalho.

Leia um breve perfil de cada um deles abaixo:

Luciano Hang

O empresário é dono da rede de lojas de departamento Havan, fundada em 1986. É apoiador declarado do presidente Jair Bolsonaro (PL) e crítico do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que lidera a corrida eleitoral deste ano.

Procurado pelo Brasil de Fato, Hang informou que é a favor da “democracia, liberdade, ordem e progresso”. Disse também que não tem nada a ver com mensagens sobre golpe trocados no grupo e que nunca se manifesta ali.

Segundo reportagem do Metrópoles, porém, já postou no grupo previsões sobre as próximas eleições presidenciais. Disse que espera que Bolsonaro seja eleito neste ano e que seu ex-ministro Tarcísio de Freitas (Republicanos), hoje candidato a governador de São Paulo, seja eleito nos pleitos de 2026 e 2030.

De 2005 a 2014 –durante os governos do Lula e da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT)–, a Havan obteve 50 empréstimos de linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao todo, as operações envolveram mais de R$ 20 milhões.

Afrânio Barreira

Afrânio Barreira é dono da rede de restaurante Coco Bambu, fundada em 1989 e que hoje tem 64 unidades. Barreira também é apoiador de Bolsonaro. Na eleição de 2018, ele inclusive doou R$ 20 mil para a campanha do atual presidente.

Barreira declarou ao Metrópoles que nunca se manifestou a favor de qualquer conduta que não seja institucional e democrática. Ele, porém, enviou uma figura de um homem fazendo gesto de positivo quando um outro membro do grupo falou em ruptura.

“Participo de vários grupos com colegas e amigos que tratam de diversos assuntos, e, às vezes, de política. Com frequência me manifesto com reações em ’emoticon’ a alguma mensagem, sem necessariamente estar endossando seu teor”, declarou.

De acordo com lista de devedores mantida pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), sete empresas ligadas à rede Coco Bambu têm dívidas com a União. Só uma delas deve mais de R$ 470 mil reais ao poder público.

Marco Aurélio Raymundo – “Morongo”

Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, é fundador e dono da marca de roupas de surf Mormaii, fundada em 1976. De acordo com mensagens obtidas pelo Metrópoles, ele é um dos empresários mais extreministas do grupo.

Ele apoiou em mansagens o ato militar convocado pelo presidente Bolsonaro para o feriado do dia 7 de setembro, em Copacabana, no Rio; disse que foi um golpe terem soltado “o presidiário” e que o “supremo” age contra a Constituição.

A Mormaii, de 2010 a 2013 –durante os governo Lula e Dilma–, obteve quase R$ 4 milhões em empréstimos no BNDES.

José Isaac Peres

José Isaac Peres é fundador e sócio-majoritário da Multiplan, uma das maiores empresas de shoppings do Brasil. A empresa controla 19 centros comerciais, em sete Estados.

De acordo com o Metrópoles, Peres atacou pesquisas eleitorias no grupo com empresários. Disse que elas são manipuladas para confirmar resultados das “urnas secretas”.

No BNDES, constam empréstimos às empresas Multiplan Empreendimentos Imobiliários e Multiplan Engenharia e Construções firmados durante o governo Lula.

Peres não respondeu ao Metrópoles. O Brasil de Fato não conseguiu contato com o empresário até o fechamento desta reportagem.

José Koury

José Koury é dono do Barra Shopping, no Rio de Janeiro. o espaço é um dos primeiros shoppings temáticos do Brasil e conta com mais de 400 lojas.

Ele, segundo o Metropóles, iniciou a discussão sobre o eventual golpe no Brasil no grupo de empresários. Disse que preferia uma ruptura à volta do PT. Defendeu ainda que o Brasil voltar a ser uma ditadura não impediria o país de receber investimentos estrangeiros.

Ele também sugeriu o pagamento de bônus a empregados durante o período eleitoral, o que poderia configurar compra de votos.

Ao Metrópoles, Koury confirmou que preferia um golpe à volta do PT à Presidência. “Vivemos numa democracia e posso manifestar minha opinião com toda liberdade. Não disse que defendo um golpe de Estado, e sim que talvez preferiria isso a uma volta do PT. Para mim, a volta do PT será um retrocesso enorme para a economia do país”, disse.

Ivan Wrobel

Ivan Wrobel é dono da W3 Engenharia, construtora carioca especializada em imóveis de alto padrão. No grupo de empresários, ele diz ser eleitor de Bolsonaro desde a época em que ele ainda era candidato a deputado federal.

No grupo, ele também fala sobre uma suposta fraude na eleição deste ano. “Quero ver se o STF tem coragem de fraudar as eleições após um desfile militar na Av. Atlântica com as tropas aplaudidas pelo público”, citando o ato programado para 7 de setembro.

Wrobel não respondeu ao Metrópoles. O Brasil de Fato não conseguiu contato com o empresário até o fechamento desta reportagem.

Meyer Nigri

Meyer Nigri é fundador da construtora Tecnisa, fundada em 1977 e considerada uma das maiores empresas do mercado imobiliário do Brasil. Atua no mercado de forma integrada, fazendo incorporação, construção e vendas de imóveis.

No grupo de empresário, Meyer faz ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF). “O STF será o responsável por uma guerra civil no Brasil.”

Nigri é considerado um dos empresários mais próximos de Bolsonaro e responsável por aproximar o presidente de diferentes personagens.

Ao Metrópoles, Nigri disse que pode ter encaminhado alguma mensagem que recebeu ao grupo de empresários que recebeu, mas “Isso não significa que eu falei ou concorde”.

André Tissot

André Tissot, é presidente do Grupo Sierra, empresa gaúcha especializada na venda de móveis de luxo. Tissot, segundo o Metrópoles, defendeu em mensagens que o golpe no Brasil deveria ter ocorrido em 2019.

“O golpe teria que ter acontecido nos primeiros dias de governo. [Em] 2019 teríamos ganhado outros 10 anos a mais”, publicou.

Tissot não respondeu ao Metrópoles. O Brasil de Fato não conseguiu contato com o empresário até o fechamento desta reportagem.

Vitor Odisio

Vitor Odisio se apresenta no Instagram como engenheiro, construtor licenciado na Flórida (Estados Unidos), mentor e investidor. Ele também é presidente da Thavi Construction, construtora que atua nos EUA.

No grupo com empresários, Odisio prevê que Bolsonaro não vencerá está eleição por conta do Tribunal Superior Eleitoral e por conta da urna eletrônica. “Tem que intervir antes, esquecer o TSE, montar uma comissão eleitoral (como quase todos os países do mundo fazem), votação em papel e segue o jogo! Simples assim”, escreveu.

Em seu Instagram, Odisio tem foto com o blogueiro Allan dos Santos, considerado foragido pela polícia brasileira depois de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal.

Odisio não respondeu ao Metrópoles. O Brasil de Fato não conseguiu contato com o empresário até o fechamento desta reportagem.

Carlos Molina

Carlos Molina é português, mas mora no Rio. Ele é sócio-diretor da Polaris Auditores, empresa beneficiada por um empréstimo de R$ 250 mil operado pelo BNDES em 2020, ou seja, já durante o governo Bolsonaro. O empréstimo ainda não foi quitado.

No grupo de empresários, Molina se refere ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, como skinhead. Em 7 de julho, ao comentar a notícia sobre a explosão de um artefato com fezes humanas em um ato lulista no Rio, Molina: “É totalmente desnecessário. Não vai faltar muito para o Alex Skinhead decretar isso como atentado terrorista com arma biológica.”

Molina não respondeu ao Metrópoles. O Brasil de Fato não conseguiu contato com o empresário até o fechamento desta reportagem.

Edição: Rodrigo Durão Coelho

Brandão critica Difusora ao justificar ausência em debate

Por Gilberto Léda

O governador Carlos Brandão (PSB), candidato da coligação “Para o bem do Maranhão” à reeleição para o Governo do Estado, explicou há pouco, nas redes sociais, por que decidiu não comparecer ao debate da TV Difusora, realizado nesta quarta-feira, 18.

Segundo ele, a TV Difusora – atualmente arrendada a um grupo ligado ao senador Weverton Rocha (PDT), seu adversário – não tem sido isenta, nem neutra, na cobertura das eleições de 2022.

“Debate democrático exige isenção e neutralidade para servir bem ao eleitor. A Difusora não é neutra. Basta acompanhar a linha editorial que há meses consiste em críticas infundadas e interpretações enviesadas. Vamos debater em espaços imparciais mostrando trabalho e propostas”, disse.

Formação, experiência e DNA político embalam candidatura de Rodrigo Lago à Alema

Por Ribamar Corrêa/Repórter Tempo

Rodrigo Lago: quadro de excelência tenta AL

Se tudo ocorrer como esperam familiares, amigos e apoiadores, a Assembleia Legislativa ganhará um quadro de excelência técnica e indiscutível estatura política, o advogado Rodrigo Lago (PSB).

Rodrigo Lago tem tudo a ver com a seara política, começando pelo fato de que é especializado em Direito Eleitoral, o que lhe dá uma visão privilegiada desse universo complexo e desafiador. Já como homem público, traz no currículo a experiência de ter sido secretário de Transparência, de Comunicação e Articulação Política, e ainda de Desenvolvimento Agrário no Governo Flávio Dino.

Integrante de proa do grupo mais próximo do então governador Flávio Dino, foi escalado pelo governador, em 2015, para implantar o que se tornou uma das fortes marcas do Governo que começava naquele momento: a Secretaria de Transparência, que transformou a gestão em dois mandatos como uma das mais transparentes de todo o País. Em seguida, deixou também boa impressão nas outras pastas.

No campo político propriamente dito, além de ter o aval do ex-governador Flávio Dino e o apoio do governador Carlos Brandão, Rodrigo Lago caminha para as urnas embalado pelo DNA dos Lago, um dos sobrenomes políticos mais importantes do Maranhão, e com o que aprendeu com o pai, o respeitado ex-deputado Aderson Lago.

PF realiza operação contra grupo suspeito de assalto a agências dos Correios no Maranhão

Policiais federais cumprem mandado de prisão contra suspeito de participação em grupo de assaltantes de agência dos Correios — Foto: Divulgação/PF

Por g1 MA — São Luís

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (17) uma operação batizada de ‘Road Trip’, que visa desarticular um grupo investigado por roubo contra agências dos Correios.

Os policiais federais estiveram em São Luís e São José de Ribamar para cumprir três mandados de busca e apreensão e uma pessoa foi presa, após um mandado expedido pela Justiça.

Agência dos Correios de Codó que foi assaltada — Foto: Acélio Trindade

Segundo a PF, os investigados teriam assaltado duas agências dos Correios, sendo uma em Matões e outra em Codó, onde três assaltantes entraram agência dos Correios com armas de fogo abordando o vigilante, clientes e funcionários do local.

Depois, os assaltantes colocaram os clientes no setor de encomendas e roubaram todo o dinheiro da agência. Três envolvidos foram identificados e se constatou que eles viajavam de São Luís para outros municípios do Maranhão, também para roubar agências dos Correios.

Todos os investigados poderão responder pelos crimes de roubo e associação criminosa, com penas que podem chegar a 21 anos de prisão.

A culpa é do Lula

Quaest confirma Ipec e mostra vitória de Lula no primeiro turno                    Créditos: Ricardo Stuckert

Não acreditem em bondade de Bolsonaro com as ações sociais que ele se viu obrigado a implantar nessa reta final de mandato, de olho na eleição de 2 de outubro, onde de tudo fará para continuar no poder.

600 reais por mês até 31 de dezembro, combustíveis mais baratos, vale gás, ajuda de custa para caminhoneiros e taxistas, entre outras ações tem tudo a ver com o ex-presidente Lula.

Se não existisse a séria e mortal ameaça de Lula ganhar a eleição como pesquisas atuais apontam de que pode ela ser decidida já no primeiro turno – Bolsonaro não estaria nem aí para a desgraça do povo brasileiro.

Achou ele que o povo brasileiro – os mais humildes, principalmente – não raciocinam a ponto de não verem que essas “ajudas” eleitoreiras de Bolsonaro não passam de um engodo.

E a resposta foi dada nas últimas pesquisas de intenção de votos, onde mostra que entre os que recebem o Auxilio Brasil, os que votam em Lula são mais que o dobro dos que votam em Bolsonaro.

Bolsonaro vai se moderar? A resposta é “não”

Por Fernando Brito, editor do TIJOLAÇO

Nos jornais de hoje, além da descrição do massacre sofrido por Jair Bolsonaro na goleada acachapante que levou no TSE, diz-se que ele, agora, estaria procurando “esvaziar peso político do 7 de setembro“, diante da visível impossibilidade de fazer dele a porta para uma aventura de intervenção no sistema eleitoral.

Não vejo isso como possível, porque Bolsonaro não tem um projeto para defender: ao contrário, seu discurso é sempre e unicamente, o do ataque, o da provocação.

Bolsonaro precisa tensionar, dividir, opor, criar inimigos porque é nisso em que se apoia, por absoluta falta de projetos minimamente palatáveis à população e com propostas que, embora agradem à parte mais atrasada da elite econômica, apontam apenas para uma liberdade selvagem do capital que os aproxima dos escravocratas, em pleno século 21.

Ele precisa de mobilização e mobilização feroz, com ímpetos de ruptura, conduzida pela certeza de que são a maioria (ainda que pelo silêncio dos intimidados) e que, por isso, têm o direito de se impor, não importa por que meios.

Se ontem foi um momento de dissuasão de aventureiros pela via institucionais – e o apoio efusivo e maciço o mostrou – Bolsonaro não pode baixar o tom diante das suas falanges, sob pena de que estas percam sua capacidade de intimidação.

Se há alguma alteração possível no discurso da campanha de Bolsonaro, são as que já estão em curso.

O homem “preocupado” com os mais humildes, com o auxílio “turbinado”, que não registrou alteração nas pesquisas eleitorais e a “ofensiva religiosa”, não apenas com a transformação em “cultos” os seus eventos de campanha mas, sobretudo, fazendo espalhar “fake news” sobre uma pretensa intenção de Lula em promover perseguições a evangélicos.

Quanto a esta última, talvez pela necessidade de obter “resultados rápidos” nas pesquisas, houve um evidente erro tático: é que há tempo, fatos e meios (com a televisão) para que seja revertida e acabe, até, provocando uma perda grave para Bolsonaro pelo fato de que as pessoas percebam estarem sendo manipulados.

Não espere “moderação” de Bolsonaro, portanto.

Mulher é presa suspeita de queimar o corpo do filho recém-nascido no interior do Maranhão

Segundo informações da Polícia Militar, ainda não se sabe com quanto tempo de gestação a mulher estava e se o bebê nasceu vivo. (Foto: Reprodução)

O Imparcial, com informações da Polícia Militar

Nessa terça-feira (16), uma mulher, que não teve a identidade revelada, foi presa suspeita de queimar o próprio filho recém-nascido, na cidade de Sítio Novo. Segundo informações da Polícia Militar, ainda não se sabe com quanto tempo de gestação a mulher estava e se o bebê nasceu vivo.

O caso ainda está sendo investigado pela Polícia Civil e analisado pela perícia.

Segundo a polícia, a mulher estava grávida, mas tentou esconder a gravidez, o que chamou a atenção dos vizinhos. Eles revistaram a casa da suspeita e encontraram o corpo carbonizado em uma área de mato.

O corpo do recém-nascido foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML). A mulher ainda vai ser ouvida pela Polícia Civil.

A arapuca em que Bolsonaro caiu: em silêncio, ouviu o que não queria

As cartas em defesa da democracia, que ele chamou de “cartinhas”, deram vez a uma cerimônia que atraiu a nata da República

Bolsonaro – (Reprodução TSE)

Por Ricardo Noblat/Metrópoles

Encontrar-se com Lula e Dilma não era coisa que Bolsonaro julgava possível quando o ministro Alexandre Moraes o convidou para sua posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Mas o pior para ele foi ouvir o que ouviu sem ter direito ao uso da palavra, e ver a cerimônia que reuniu a nata da República tornar-se uma extensão dos atos recentes em defesa da democracia.

Foi demais para ele, descontraído a princípio quando trocou confidências com Moraes e até sorriu, carrancudo mais tarde. Não ficou para o coquetel. Saiu do tribunal pelas portas dos fundos.

Os momentos de constrangimento foram muitos. O maior, talvez, aquele em que grande parte da plateia estimada em 2 mil pessoas se pôs de pé e aplaudiu Moraes longamente ao ouvi-lo dizer:

“Somos 156.454.011 eleitores aptos a votar. Somos uma das maiores democracias do mundo em termos de voto popular, estando entre as quatro maiores democracias do mundo. Mas somos a única, a única democracia do mundo que apura e divulga os resultados eleitorais no mesmo dia, com agilidade, segurança, competência e transparência. Isso é motivo de orgulho nacional.”

Ao retornar ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro soube do comentário feito por Lula sobre a fala de Moraes:

“O discurso do Alexandre foi a confirmação da democracia neste país.”

Não só o discurso de Moraes, mas de todos os oradores da cerimônia que atraiu 22 dos 27 governadores, senadores, deputados e ministros e ex-ministros dos tribunais superiores.

Além de Lula e Dilma, outros dois ex-presidentes: Sarney e Temer. Lula trocou de lugar com Sarney para cochichar com Temer. Foi a primeira vez que conversaram desde o impeachment de Dilma.

A bancada governista pareceu atônita em certos momentos. Não sabia se deveria aplaudir os discursos ou cruzar os braços. Paulo Guedes, ministro da Economia, cumprimentou Dilma.

Ao chegar ao prédio do tribunal, Bolsonaro e sua comitiva foram conduzidos a uma sala exclusiva. Moraes foi resgatá-los e os levou para o espaço onde os convidados circulavam livremente.

Enquanto Lula era assediado por dezenas deles, Bolsonaro manteve-se cercado só por sua turma. Ao fim da cerimônia, dois militares da Aeronáutica cumprimentaram Lula efusivamente.

Pergunta que não quer calar: depois de tudo que ouviu de Moraes, Bolsonaro seguirá atacando a Justiça da maneira como o faz e tentando desacreditar a segurança das urnas eletrônicas?

Outra pergunta: em caso de derrota nas eleições, recusará os resultados e desencadeará o golpe cujo ensaio está programado para o próximo 7 de setembro? Façam suas apostas, senhores.

Brandão comenta pesquisa Econométrica

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), comentou mas redes sociais o resultado da pesquisa Econométrica, que o aponta com larga vantagem sobre os adversários.

Segundo o levantamento, o socialista já passou dos 40%.

“A pesquisa é um retrato do momento. E a opinião popular mostra que estamos no rumo certo. Isso é motivo para trabalharmos mais, conversamos mais, levar nossa mensagem de otimismo, de fé no Maranhão, de mais prosperidade para todos”, disse.

Fonte: Blog do Gilberto Léda

“Santinho” do Lago

Após o registro de candidaturas e o início oficial para a começar a campanha, candidatos se mobilizam em busca dos votos.

Rodrigo Lago – candidato a deputado estadual – vem lidando com uma agenda concorridíssima de eventos que passam por reuniões nos municípios onde ele já tem bases políticas e também para atender outras com lideranças, em novas manifestações de apoios.

Nas redes sociais já começou a divulgação do “Santinho do Lago” com o nº 65400 e o slogan MINHA LUTA É POR JUSTIÇA.

Se não tem reclamam e se tem reclamam também

(Reprodução do TouTube)

Na sessão da Câmara Municipal de Araioses realizada na manhã desta terça-feira (16) vereadores da oposição fizeram duras críticas à chegada dos ônibus escolares recentemente mostrados ao público pela prefeita Luciana Trinta, para servir ao transporte dos estudantes araiosenses.

Não há nenhuma novidade no que disseram os vereadores, pois o posicionamento desses – nesse sentido – já era esperado.

Quem criticou são os mesmos que da administração cobravam uma postura sobre o transporte escolar, que se encontrava deficitário.

Na ocasião do ato de apresentar os ônibus a prefeita anunciou a chegada de mais veículos para garantir – um transporte de qualidade – para os alunos araiosenses.

Como disse o vereador Luisão em sua fala, se não tem os ônibus reclamam e se os tem reclamam também.