Antes o entregador de pizza que o entregador de país

Por Fernando Brito no TIJOLAÇO

Existem muitas diferenças entre os brasileiros que saíram daqui para tentar a vida como entregador de pizza nos Estados Unidos e aquele que os chama de “mal-intencionados” e referenda a ideia de que eles, os imigrantes ilegais, são “uma vergonha” para o Brasil.

As moças e rapazes que se atiraram a esta aventura premido pela falta de perspectivas aqui, ao menos, foram pessoalmente corajosos e expuseram-se a riscos e limitações para viver e tentar a sorte de uma vida melhor.

Descreram da mudança em seu país mas, afinal, quando nossa própria elite repete até cansar nossos ouvidos que “o Brasil não tem jeito”, que é que lhes pode ser severo? O que puseram em jogo era seu: suas próprias vidas.

Mas um presidente da República que vai para os EUA oferecer a entrega de seu país, incapaz de falar uma frase sequer sobre os problemas – salvo o delírio de dizer que nos está tirando do “comunismo” – e necessidades do país e que põe em risco, por sabujismo, nossas relações comerciais (anteontem com a China e ontem com a França) não está colocando em jogo o que é seu, mas o que é do Brasil.

Oferece à malta que o segue promessas de que a vida aqui será como lá, se aderirmos cegamente a seus padrões, embora a eles estejamos aderidos há um século ou mais e continuemos a ser o quintal dos fundos, tomado pelo matagal e pelo lixo.

Pretende que os cidadãos brasileiros possam ter como propósito, como diz seu filho, “pegar uns dólares dos americanos”.

Se fosse para entregar pizzas e não o Brasil não seria tão vergonhoso.

 Adeus ao refrigerante, à carne vermelha e ao açúcar

Cerca de 27% dos lares brasileiros têm feito mudanças na alimentação, aumentando o consumo de frutas, sucos, açúcar demerara e produtos zero lactose, segundo estudo da Kantar Wordpanel.

Diário do Comércio

Seguindo a tendência mundial por uma rotina mais saudável, o brasileiro está mudando seus hábitos alimentares dentro de casa. De acordo com dados levantados pela Kantar Worldpanel, 27% dos lares declaram ter feito mudanças na alimentação, aumentando o consumo de frutas, sucos naturais e diminuindo o consumo de carne vermelha, açúcar e refrigerante, por exemplo.

Em linha com essa tendência, o estudo revela que 389 mil domicílios deixaram de comprar açúcar refinado no ano passado. Presente em 51,8% dos lares, o produto teve queda de 0,4% em volume e 19% em valor na comparação com 2017.

LEIA MAIS: É quase um fast food. Mas só de comida saudável

Por outro lado, a versão demerara, menos refinada e sem aditivo químico, saltou de 6,9% para 10,6% de penetração no mesmo período, ou seja, ganhou mais de 2 milhões de domicílios compradores em 2018. Volume e valor também se destacaram positivamente, com alta de, respectivamente, 50,4% e 44,8%.

Ainda com forte presença no país, as carnes também foram impactadas pelos novos comportamentos dos consumidores. Todas – bovina, frango e suína – apresentaram queda de volume em 2018 na comparação com o ano anterior. No entanto, dos lares que declaram ter feito mudanças nos hábitos alimentares, 50% deles dizem ter diminuído o consumo das carnes vermelhas.

Entrando na casa de 97% da população, os refrigerantes também viram o número de compradores cair de 2017 para 2018: 222 mil domicílios deixaram de colocar a bebida na despensa. O mesmo ocorreu com o leite UHT, que perdeu 611 mil lares no período.

Por outro lado, produtos zero lactose começam a ganhar força. De acordo com a pesquisa, 20% das famílias já compraram algum produto zero lactose. A categoria de leites sem lactose, por exemplo, cresceu 7,9% em volume e 12,6% em valor.

“Já faz algum tempo que a saudabilidade tem sido um fator importante na hora das compras não só no Brasil, mas em todo o mundo. Agora, o movimento ganha mais força. A entrada de produtos como o açúcar demerara e zero lactose na lista de compras revela um consumidor mais atento e alinhado às preocupações globais com a saúde”, afirma Giovanna Fischer, diretora de marketing e consumer insights da Kantar Worldpanel.

Foto: Thinkstock

Moradores do Baixão da Lagoinha fazem mutirão para minimizar as buraqueiras de estrada da região

Na tarde de sábado (16), moradores Baixão da Lagoinha e um funcionário da empresa de ônibus Nossa Senhora dos Remédios que faz linha de Parnaíba/PI ao Baixão da Subida – zona rural de Araioses – trabalharam durante todo o dia para minimizar as buraqueiras que se formam durante esse período chuvoso.

A força das águas que rasgam o chão da pista provocando grandes erosões dificultando o acesso aos demais povoados da região.

Já se tornou fato comum, durante o inverno as estradas vicinais de Araioses ficarem quase intrafegáveis.

Sem nenhuma ação executada até agora pela atual administração não alternativa aos moradores e eles próprios tiveram que tomar a iniciativa de tapar buracos e valas que se formaram na via. Para esse fim se valeram de pás, enxadas e carinhos de mão. Mais de 10 homens daquela comunidade colocaram – como s diz – a mão na massa, aliás, a mão no barro para deixar menos ruim  a situação da principal via de acesso a região dos Baixões.

Para os moradores isso é uma demonstração de amor e respeito para com quem trafega no local e precisa muito da estrada.

O poder público municipal precisa olhar para esse povo sofrido e trabalhador, pois essa estrada serve de escoamento da produção de farinha e outros de toda a região, além de deslocamento de ônibus escolares, ônibus de empresas privadas e outros transportes, disse o professor Nunes, morador do local.

Com informações do blog de Antônio Veras e edição de Daby Santos

Posse de Luís Fernando Silva, Simplício Araújo, Luís Porto e Enos Ferreira na equipe de Flávio Dino vira ato de forte conotação política

Flávio Dino emoldurado por Luis Fernando Silva, Mical Damasceno, Enos ferreira, Pedro Lucas Fernandes, Carlos brandão, Luis Fernando Silva, Eliziane gama, Eudes Sampaio, Cleide Coutinho e Luis Porto apos o ato de posse no Henrique la Rocque

Por Ribamar Corrêa

Muito mais que um ato administrativo, a posse dos secretários Luis Fernando Silva (Projetos Especiais), Simplício Araújo (Indústria e Comércio), Enos Ferreira (Relações Institucionais) e Luis Porto (Região Tocantina) e José de Ribamar Mendes (Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial ao Maranhão –  Inmeq), ontem, no Palácio Henrique de la Rocque, foi um evento de forte conotação política. Primeiro porque, com a reforma administrativa, feita por meio de engenhosas mexidas nas pedras da sua base partidária, o governador Flávio Dino (PCdoB) conseguiu abrigar no Governo representantes de todos os partidos da aliança que lidera, exibindo uma musculatura política excepcional. E depois, Luis Fernando Silva foi empossado como uma espécie de quadro diferenciado, em condições efetivas de contribuir o fortalecimento do Governo. E, finalmente, porque o auditório foi tomado por partidários do agora ex-prefeito de São José de Ribamar, numa clara indicação de que ele está longe da aposentadoria política.

Com uma habilidade verbal cada vez mais afinada, o governador Flávio Dino saudou os novos secretários com um discurso no qual usou diversas reflexões para reafirmar os princípios democráticos e o senso de justiça social e a natureza ética do seu Governo, assinalando que cada centavo do contribuinte tem sido destinados a programas voltados para os que de fato precisam da ação do Governo. E nesse sentido destacou, “especialmente, a incorporação do ex-prefeito Luís Fernando, uma liderança política e administrativa atestada e provada há muitas décadas”. E prosseguiu com o cuidado de saudar, com expressões adequadas e palavras de apreço, a todos os novos membros do Governo, notadamente a Simplício Araújo, que deixou a Câmara Federal para comandar pela terceira vez a pasta da Indústria, Comércio e Energia, e ao vice-governador Luis Porto, que foi vice-governador de Jackson Lago (PDT).

Na sua fala, o governador destacou o caráter social do seu Governo, as dificuldades que enfrenta e as conquistas que contabilizou até agora. Flávio Dino não falou como um mero chefe de Governo. Suas palavras foram as de um gestor bem-sucedido e de um líder político que tem plena consciência do papel que exerce num processo de transformação. Falou para um auditório se reuniram a senadora Eliziane Gama (PPS), deputados federais, deputados estaduais – estes capitaneados pela Cleide Coutinho, que representou o presidente Othelino Neto (PCdoB) -, prefeitos e vereadores. E pela entusiasmada reação dos presentes, Flávio Dino tem sua liderança cada vez mais consolidada.

Luis Fernando foi distinguido e falou em nome dos demais secretários

Luis Fernando Silva falou pelos novos secretários. Muito à vontade, e dando mostras de que tirou um fardo das costas ao renunciar a Prefeitura de São José de Ribamar, o novo secretário de Programas Estratégicos (Sepe) declarou: “Eu fico muito honrado com o convite e vamos dar o melhor de nós, como sempre fizemos, para colaborar com este grande Governo, que a cada dia constrói um Maranhão de todos nós”. Fez poucas referências a São José de Ribamar, preferindo centrar sua fala em destacar o governador Flávio Dino, a sua liderança e o sucesso da sua gestão. A prometeu se dedicar ao máximo à tarefa de buscar investimentos com o objetivo de fortalecer a economia estadual e, assim, dar ais força à gestão dinista.

Em nenhum momento o governador Flávio Dino falou sobre o cenário político estadual, dizendo apenas que as circunstâncias e as dificuldades têm-no feito manter permanentemente o foco no Governo, observando que “as eleições de 22 estão muito distantes”, e que trabalha com a realidade segundo a qual “cada dia com sua agonia”. Em outra abordagem sobre político, se disse satisfeito porque, ao contrário do que muitos pensam, acha “muito bom” que na sua base política e partidária existe mais de uma dezena de nomes candidato. “Isso é muito bom. Problema seria se não tivesse nenhum”, disse Flávio Dino, que não emitiu qualquer sinal de que tem reservado um papel político-eleitoral para Luis Fernando Silva, limitando-se a afirmar que esperar “uma grande contribuição”.

É fake news a informação de que Bolsonaro destinou mais de R$ 130 milhões para a saúde do Maranhão

Mais uma fake news relacionada ao presidente Jair Bolsonaro foi amplamente difundida nos últimos dias. Desta vez relacionada ao Maranhão. Espalharam que Bolsonaro teria destinado mais de R$ 130 milhões para a saúde do estado.

Mas isso não é uma verdade. O recurso faz parte das emendas impositivas de bancada a serem liberadas no segundo semestre. Ela é repartida entre os deputados federais. Ou seja, não é um recurso extra que o presidente resolveu destinar para o Maranhão, como faz crer a mídia alinhada a Bolsonaro no estado.

A notícia foi plantada e difundida após reunião de deputados federais maranhenses com o ministro da Saúde, Ricardo Mandetta, ocorrida na última quarta-feira.

Ele somente garantiu as emendas dos parlamentares para o segundo semestre. No próprio site do Ministério da Saúde não há registro algum de repasses extras para ações de saúde no Maranhão.

Aliados do presidente estão tentando fazer parecer que esse recurso, que se trata de emenda impositiva, seja algum favor que Bolsonaro estaria fazendo para o Maranhão. O que não é.

Fonte: Blog do Jeisael

Vereador Assis do Pirangi se diz encurralado e que vai reagir

Vereador Assis do Pirangi diz que vai reagir

A vida do vereador Assis do Pirangi não tem sido fácil após seu retorno a Câmara de Vereadores, fato ocorrido no final do ano passado com a morte prematura do vereador Élson do Dadá.

Sem gozar de uma boa saúde situação normal em função da sua idade, já que não é mais nenhuma criança, Assis é um dos personagens centrais dessa crise que se abateu sobre o Poder Legislativo Araiosense, que não se sabe quando terminará nem do que vai dar.

Assis virou alvo de critica de parte da mídia que cobre os fatos políticos araiosenses e até de companheiros de bancada, sendo ridicularizado até.

Quis saber dele sobre a suposta agressão que ele teria feito a Jonatan do Portal Panorama, Assis respondeu que nunca foi agressivo com ninguém e diz que seu ato não passou de reação de uma pessoa acuada, perseguida, que nem no seu estabelecimento comercial foi respeitada a sua privacidade.

– “Naquele dia me encurralaram desde a minha saída do Plenário pelo lado da cozinha até o corredor”. Sobre o episódio, disse ainda que também fui agredido e só não fui parar no chão porque o vereador Telso Leal o segurou.

Sobre a acusação de que é um dos vereadores do prefeito, Assis diz que isso não tem fundamento e que jamais se posicionará contra algo que possa beneficiar o povo araiosense. Sobre a votação do relatório da CP disse que ninguém tem o direito de dizer se ele votaria a favor ou não, porque essa oportunidade não foi posta à prova, já que essa votação nunca ocorreu.

Sobre como será doravante, Assis disse que não é de falar muito, mas que agora vai ter outra postura e que vai reagir e que os ataques a sua pessoa não mais ficarão sem resposta a altura.

“Quase genocídio dos mais pobres”, diz governador sobre mudança no BPC

Por Leonardo Sakamoto

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), criticou duramente as propostas de mudanças tanto no benefício assistencial pago aos idosos em situação de miséria quanto na aposentadoria rural que fazem parte da Reforma da Previdência.

“Socialmente seria quase genocídio dos mais pobres no Brasil, e economicamente, um desastre para muitas cidades brasileiras, uma vez que isso significa a subtração de renda, impactando o mercado interno.” De acordo com ele, em entrevista ao blog, os governadores da região Nordeste vão agir contra essas duas propostas que, em sua opinião, “não têm a menor chance de serem aprovadas na Câmara e no Senado”.

O Maranhão conta com a maior concentração de pobres no país: 54,1% de seus habitantes vivem com menos de R$ 406,00 por mês – a média nacional é de 26,5%. Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo IBGE em dezembro de 2018. O Nordeste concentra o maior percentual entre as regiões, 44,8%.

Isso vai de encontro às declarações de membros do governo Bolsonaro que afirmam contar com o apoio dos governadores para o seu projeto encaminhado ao Congresso Nacional. “Com essa configuração, os 153 deputados federais e os 27 senadores do Nordeste, e acredito os do Norte, de modo geral, não aprovarão essa proposta.”

Segundo Dino, melhor faria o governo retirá-las de uma vez, pois isso “atrapalha o debate da Previdência”. Reunidos em São Luís (MA), na última quinta (14), os nove Estados da região, representados por oito governadores e um vice, lançaram uma carta com uma série de diretrizes de ação conjunta, como a cooperação em áreas como a Segurança Pública. Mas que também traz críticas a propostas da Reforma da Previdência, à desvinculação de receitas do orçamento federal e à revisão do Estatuto do Desarmamento.

Na entrevista a este blog, Flávio Dino tratou desses temas e também do acordo com os Estados Unidos para a utilização do Centro de Lançamento de Alcântara, que fica no Maranhão, e sobre as alianças do seu partido, o PC do B – que apoiou a eleição do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. “Temos que fazer essa flexibilidade tática porque estamos vivendo num momento de sucessivas derrotas. Não adiante ter uma boa hashtag e colocar em primeiro lugar. Você não faz política para dormir em paz com você mesmo”, afirmou. E criticou a “timidez” do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, em questões de integração e inteligência visando ao combate à criminalidade. Tanto Dino quanto Moro são ex-juízes federais que largaram a toga para entrar na política.

Reforma da Previdência: Mudanças propostas no BPC e aposentadoria rural não passam

O governo propôs que a idade mínima para que idosos em condição de miserabilidade possam receber o salário mínimo mensal do Benefício de Prestação Continuada (BPC) passe de 65 para 70 anos. Em contrapartida, quer desembolsar uma fração desse total – R$ 400,00 – dos 60 aos 69 anos. Quanto aos trabalhadores rurais, a Reforma da Previdência demanda uma contribuição anual mínima de R$ 600,00 por família durante 20 anos, ao invés de apenas comprovar o trabalho no campo por 15 anos, como é hoje. Também eleva de 15 a 20 anos a contribuição mínima de assalariados rurais, que deve ser feita mensalmente, o que dificulta a vida deles dada à alta informalidade no campo.

O documento dos governadores também pede que seja retirada da reforma a previsão de adoção do sistema capitalização (em que cada um faz uma poupança individual) no lugar do atual sistema de repartição (em que os trabalhadores da ativa contribuem para os aposentados). “É um regime para os mais ricos, incompatível com um país desigual como o Brasil”, afirma Dino.

Também defende que alguns setores, como o financeiro, que não são intensivos em mão de obra, sejam chamados a contribuir mais com o caixa da Seguridade Social. O governador ressalta que a Constituição prevê que o sistema de seguridade seja bancado não apenas por empregados e empregadores, mas também por tributos e contribuições. “O certo é você calibrar isso com a Cofins ou uma espécie de Cide [Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico].”

Segurança pública: Ministro Sérgio Moro está devendo

“Desejo que o ministro Sérgio Moro [Justiça e Segurança Pública] acerte, desejo que o governo federal dê certo. Eu sou brasileiro, quero que as coisas andem bem”, afirma Flávio Dino. Mas, segundo ele, estamos vendo timidez no enfrentamento de temas concretos, como, por exemplo, o das milícias. O governador reclama que não houve um pronunciamento forte com relação à apreensão de 117 fuzis que pertenceriam a um miliciano, ex-policial militar, acusado de executar a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ).

“As armas, diferentes dos liquidificadores e dos automóveis, foram programadas para matar, causar danos.” A frase do governador ironiza declarações anteriores do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que minimizaram a responsabilidade das armas de fogo, comparando-as com outros objetos. Para ele, os nove governadores do Nordeste acreditam que flexibilizar a posse e o porte vai dificultar o trabalho da polícia, pois a arma legal, ao ser furtada e extraviada, alimenta o mercado ilegal.

Flávio Dino cita que o ex-ministro da Segurança Pública do governo Temer, Raul Jungmann, vinha percorrendo uma agenda correta, mas que foi paralisada. “A agenda da cooperação, da integração, para que tenhamos mais eficiência do sistema policial ao invés de ficar debatendo propostas equivocadas, como a de armar as pessoas, em uma espécie de faroeste.”

Desvinculação do Orçamento: Proposta antissocial e hiperconcentradora

o governador Flávio Dino, a proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, de desvincular cerca de R$ 1,5 trilhão do orçamento da União produz efeito positivo para o governo federal, mas pode aprofundar o subfinanciamento da Saúde e da Educação – executadas prioritariamente por Estados e municípios. “Essa proposta significa desobrigar a União de ajudar aqueles que têm que atender ao cidadão.” Para ele, a proposta é antissocial e hiperconcentradora de recursos, do ponto de vista federativo e social.

Aliados do PC do B: É necessário dialogar com o centro democrático

A conjuntura de derrotas para o campo da esquerda desde o impeachment de Dilma Rousseff leva à necessidade de dialogar com outras forças políticas, defende o governador. Cita como exemplo as articulações com o que chama de “centro democrático” e diz que elas levaram à garantia dos direitos presentes nos artigos 5o e 7o da Constituição Federal de 1988. E dá como exemplo o papel desempenhado por Mário Covas e Ulysses Guimarães na Assembleia Constituinte. “Nosso partido mira isso: unidade no nosso campo, mas amplitude.”

“Se nos congelarmos a correlação de forças da política para o dia do impeachment, significa que vamos perder sempre. Se queremos concretizar medidas que interessam à população, não podemos desejar o gueto, desejar a derrota, precisamos desejar vitórias”, afirma. “Temos que fazer essa flexibilidade tática porque estamos vivendo num momento de sucessivas derrotas. Não adiante ter uma boa hashtag e colocar em primeiro lugar. Não discordo da ideia de marcar posição, mas ela é insuficiente. Você não faz política para dormir em paz com você mesmo, mas como prestação de serviços a milhões de pessoas que têm seus direitos previdenciários, sua saúde e educação ameaçados ou que têm um filho que vai ser vítima de uma arma de fogo amanhã.”

Centro de Lançamento de Alcântara: Comunidades esperam políticas compensatórias

Para o governador, é importante a retomada do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, que deve ocorrer com a assinatura do acordo de salvaguardas tecnológicas pelo presidente Jair Bolsonaro, em sua visita aos Estados Unidos. Mas, segundo ele, o ônus social já foi pago pela população quilombola e ribeirinha de Alcântara. “Não concordamos com nenhuma ideia de ampliação territorial [do centro] ou remoção de populações, como já ocorreu.”

Defende que após o Congresso Nacional ratificar o acordo, haja um outro, de salvaguardas sociais. “O governo do Estado e, principalmente, a prefeitura da Alcântara, têm que ser destinatários de politicas compensatórias do ponto social e ambiental para que essas populações já tão sacrificadas possam elevar sua qualidade de vida.

Situação no Maranhão: O clã Sarney volta ao poder?

O governo do Maranhão, segundo Flávio Dino, tem concentrado as políticas públicas nas cidades menores, com mais baixo IDH [Índice de Desenvolvimento Humano], e a construção e requalificação de escolas. Os resultados disso deve aparecer quando as Nações Unidas divulgarem o próximo índice para os municípios. Para ele, esse desenvolvimento social vai dificultar o retorno ao poder de antigos grupos políticos, como a família Sarney.

Escola da comunidade Torto, mais uma abandonada pelo poder público

Foto: arquivo

A Unidade Escolar José Fonseca Aires localizada na comunidade Torto – Ilha das Canárias – só está funcionando por conta da boa vontade de seus servidores.

Lá, entre outras coisas, está faltando material de limpeza. Quem cuida para que o pior não aconteça são as zeladoras que compram com seus dinheiros esses materiais para manter a escola limpa.

Até fósforo é elas que levam.

Passando o rodo…

Infelizmente, o que ocorre hoje na Unidade Escolar José Fonseca Aires é fato corriqueiro, pois casos dessa natureza também estão ocorrendo em outras escolas do Município de Araioses.

E que fique bem claro que essa irresponsabilidade administrativa faz parte do histórico das gestões araiosenses do presente e do passado. Não é privilégio apenas de el gran bigote.

O que ocorre com o material de manutenção também acontece com a merenda escolar. Entra prefeito e sai prefeito e a rotina se mantém.

Já está passando da hora de se passar o rodo nesse tipo de gente, tanto os que já foram e querem voltar, como nos aventureiros, nos sem noção, nos que nunca se importaram com isso e sempre agiram como se nada disso tivesse acontecendo.

Prestação de conta de Luciana Trinta referente a 2009 será votada em breve na Câmara de Araioses

Luciana Trinta

O parecer da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara Municipal de Araioses sobre a prestação de conta da ex-prefeita Luciana Marão Feliz – Luciana Trinta, referente ao ano de 2009, o primeiro de sua gestão foi aprovado por unanimidade pelos vereadores araiosenses na sessão de ontem (15). O parecer aprovado seguiu a recomendação do TCE que deliberou pela desaprovação dessa prestação de conta.

O rito agora diz que Luciana Trinta vai ser notificada para apresentar sua defesa dentro do prazo que prevê a lei e em seguida será votada em uma das sessões da Câmara de Vereadores.

Para derrubar o parecer – que pede a reprovação de sua conta, exercício 2009 – do TCE/MA, Luciana Trinta precisará de pelo menos 9 votos dos 13 que compõe a Câmara de Vereadores de Araioses, já que esse tipo de votação exige quórum qualificado. Ao contrário de outras, essa votação será secreta.

No relatório assinado em 11 de março, pelo Dr. Luís Antonio Furtado da Costa – Assessor Jurídico da Câmara – ele destaca que o Tribunal de Contas exerce a função de auxiliar o Legislativo no exercício do controle externo sobre atividade financeira e orçamentária da Administração Pública. Para tanto emite parecer prévio sobre as contas prestadas, anualmente, pelo Chefe do Executivo, segundo determina o art. 71, I da Constituição Federal, não podendo o Legislativo prescindir dele, no exercício da função fiscalizadora.

Sendo que a ex-prefeita municipal teve todo direito à ampla defesa e a contraditório no processo nº 3618/2010 – TCE/MA, que deliberou sobre a desaprovação da conta.

Pelo exposto, respondendo ao questionamento formulado na consulta, entendemos que adote o parecer prévio do TCE/MA pela desaprovação da conta do exercício financeiro 2009 da ex-gestora municipal, tramitando do julgamento da conta seja obedecido o rito estabelecido no artigo 71 – A da LOM de Araioses.

A conclusão da Comissão de Finanças, Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara Municipal de Araioses vai ao mesmo rumo, onde diz: considerando, portanto os fundamentos legais e condicionais esta Relatoria resolve exarar Parecer de forma favorável a que adote o parecer prévio do TCE/MA pela desaprovação da conta do exercício financeiro 2009 da ex-gestora municipal e que o julgamento da conta seja obedecido o rito estabelecido no artigo 71 – A LOM de Araioses da matéria apresentada.

Assinam esse relatório os vereadores Ingram de Tarso Ferreira da Silva – Relator, Felipe Vaz Pires – Presidente e Abigail Coutinho Souza – Membro.

Vaja abaixo as razões pelas quais os conselheiros do TCE/MA deram parecer prévio pela desaprovação da conta de Luciana Trinta, referente ao ano de 2009:

Parecer Prévio PL-TCE Nº 92/2016

O Tribunal de Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, no uso da competência que lhe conferem o art. 172, I, da Constituição do Estado do Maranhão e o art. 1º, I, c/c o art. 8º, § 3º, III e o art. 10, I, da Lei Nº 8.258/2005 (Lei Orgânica do TCE/MA) decide, por unanimidade, em sessão plenária ordinária, nos termos do relatório e voto do Relator de acordo com o parecer do Ministério Público de Contas:

  1. emitir parecer prévio pela desaprovação das contas do governo da prefeita Luciana Marão Félix, Município de Araioses, exercício financeiro de 2009, em razão das seguintes irregularidades, que revelam prejuízos nos resultados gerais da gestão orçamentária, financeira e patrimonial, resultantes de falhas da Prefeita no exercício das funções políticas de planejamento, organização, direção e controle da atuação governamental, além de expressar inobservância aos princípios da legalidade, legitimidade e economicidade (Relatório de Informação Técnica nº 133/2011 UTCOG-NACOG:
  2. intempestividade no envio da prestação de contas ao TCE;
  3. não encaminhamento de documentos legais ao TCE: relação de bens móveis e imóveis incorporados ao patrimônio até o exercício anterior; relação de precatórios judiciais; demonstrativo dos convênios, acordos, ajustes e congêneres: programações financeiras bimestrais e cronogramas mensais e desembolsos; leis municipais que tenham concedido o ampliado incentivos aos ou benefício de natureza tributária das quais resultam renúncia de receita; relação contendo número de servidores de dispostos no município; relação das contribuições previdenciárias; relatório do titular do órgão responsável pela educação contendo os principais indicadores; identificação das escolas construídas ou reformadas; identificação dos veículos vinculados à educação; plano de saúde e relatório de gestão devidamente aprovados pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS); protocolo de entrega da programação pactuada integrada; cópia dos pareceres do CMS sobre as fiscalizações; resumo anual da folha de pagamento da saúde visada pelo CMS; relação das unidades de atendimento; relação dos hospitais e posto de saúde construídos ou reformados; relação dos veículos vinculados à saúde; informação sobre os ordenadores de despesas; demonstrativo das alienações de bens móveis e imóveis; guias de repasses referente aos meses de fevereiro, maio e dezembro; documentos relativos aos processos de admissão de servidores; parecer e atas do Conselho de Acompanhamento e o Controle Social (CACS); leis de criação do Fundo Municipal de Assistência Social (FMAS) e do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS); plano de assistência social e relatório de gestão do FMAS;
  4. falta de aplicação de 25% (vinte e cinco por cento) da receita de impostos e transferências da manutenção e desenvolvimento do ensino (Apurado 4,40%);
  5. falta de aplicação de 60% (sessenta por cento) dos recursos do FUNDEB na valorização dos profissionais do magistério (Apurado 56,20%);
  6. falta de aplicação de 15% (quinze por cento) da receita de impostos e transferências nas ações e serviços públicos de saúde (Apurado 13,95%);
  7. inconsistência do balanço financeiro, tendo em vista que a receita extraordinária não contém os valores escrito em restos a pagar;
  8. envio intempestivo ao TCE, sistema Finger dos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária relativos ao 2º e 5º bimestre;
  9. falta de comprovação da a realização de audiências públicas no município;
  10. enviar a cópia deste parecer prévio à Procuradoria-Geral de Justiça, para os fins previstos na Lei Complementar Estadual nº 13/199, art. 26, IX, em cinco dias após o trânsito em julgado (Instrução Normativa TCE/MA nº 9/2005, art. 11.

Presentes à sessão os Conselheiros João Jorge Jinkings Pavão (Presidente), Raimundo Oliveira Filho Edmar Serra Cotrim, José de Ribamar Caldas Furtado (Relator) e Joaquim Washington Luiz de Oliveira, o Conselheiro Substituto Osmário Freire Guimarães e o Procurador Paulo Henrique Araújo dos Reis representante do Ministério Público de Contas.

Publique-se e cumpra-se.

Sala das Sessões do Tribunal de Contas Estado Maranhão, em São Luís, 3 de agosto de 2016.

Conselheiro Jorge João Jinkings Pavão – Presidente

Conselheiro José de Ribamar Caldas Furtado – Relator

Paulo Henrique Araújo dos Reis – Procurador de Contas.

Ofício no mesmo termo deste encaminhado a Luís Gonzaga Martins Coelho – Procurador-Geral de Justiça, também foi enviado a Presidência da Câmara de Vereadores de Araioses, 19 de dezembro de 2018

“Governo precisa limpar a área”, diz Dino

Fórum de Governadores do Nordeste (Gilson Teixeira)

Por Marina Falcão

Do Recife

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou que governo precisa “limpar a área do que é aresta, conflito e confusão” para poder ter condições de aprovar a reforma da Previdência.

Para o governador, que se reuniu ontem com os demais oito governadores do Nordeste, a desvinculação do orçamento proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, é uma agenda “completamente equivocada”, assim como a ideia de capitalização na Previdência e flexibilização do porte de arma.

Para Dino, o governo pode ter boas propostas para a Previdência, mas que, misturadas com esse “balaio”, acabam de se perdendo. “A pauta tem que ser reforma da Previdência e Pacto Federativo, via reforma tributária. O resto é para atrapalhar e para criar confusão”, disse.

O governador disse que “está muito clara” a dificuldade do governo de Jair Bolsonaro em pautar de modo produtivo o debate nacional. “Há uma imensa confusão alimentada pelo próprio governo todos os dias”, afirmou Dino, ao Valor, após o encontro de governadores em São Luís.

Segundo o governador, há um consenso entre os governadores nordestinos em uma posição contrária à capitalização, à “desconstitucionalização” da Previdência e às mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria rural. Estes seria pontos inegociáveis para eles.

“Se é um bode na sala, o governo errou no tamanho do bode. Está tão crescido que está afastando todo mundo”, afirmou Dino. “Do jeito que está, o Congresso não aprova. Já estamos em março e não há sinais que o processo esteja andando”, disse.

Para o governador, seria uma atitude inteligente o governo retirar esses pontos da discussão e apresentar logo uma proposta para aposentadoria dos militares para criar um clima mais saudável. Ele avalia que as dificuldades se soma ao ambiente contaminado pela desarticulação política do governo, que, segundo o governador, tem uma visão de conflito permanente.

“É difícil até dizer o tema que o presidente não cria confusão. É uma vocação inata de alguém que consegue brigar com o carnaval”, disse. “[Ele] cria disputa o tempo inteiro, dentro do próprio governo, e não resolve os problemas. Basta olhar a situação lamentável do Ministério da Educação. Bebianno ficou sangrando dez dias. O ministro do turismo na iminência de fazer turismo em outro canto e não vai”.

O governador disse a desvinculação do Orçamento, sugerida pelo ministro da economia, Paulo Guedes, é algo que interessa praticamente somente à União. O ministro sugeriu a proposta como se fosse algo que agradaria os governadores e que poderia até ajudar na tramitação na reforma da Previdência. “Acho que ele só ouviu dois ou três governadores [antes de propor a desvinculação]”, disse Dino.

Na atual conjuntura, nenhum governador iria reduzir suas despesas com educação e saúde, porque esses gastos não existem por conta da vinculação do orçamento, mas por conta da demanda social, afirmou o governador. Há ainda um temor, por parte dos governadores, de que a desvinculação termine por reduzir os recursos de políticas de cooperação entre União e estados e municípios, como SUS e Fundeb, prejudicando a prestação serviços cruciais.

Durante encontro ontem, em São Luís, os governadores nordestinos oficializaram a criação de um consórcio para compras públicas. A ideia é ganhar escala, eficiência e reduzir gastos. Além disso, o consórcio funcionará para agilizar ações de cooperação entre os estados em casos de crise na segurança ou no sistema penitenciário, como o compartilhamento agentes de segurança.

Vereadores insatisfeitos com Alex do Giquiri querem o seu mandato

vereador Arnaldo Machado

O vereador Arnaldo Machado encaminhou informação ao blog dizendo que o vereador Alex do Giquiri – Presidente da Câmara atendendo ao Regimento Interno daquela casa, mandou o Recurso 01/2019, que pede o desarquivamento da Comissão Processante, pra a comissão da Câmara, que trata do assunto, mas segundo ele, ainda estão pendentes de encaminhamento dois requerimentos verbais feitos pelos vereadores da oposição na sessão do dia 01 de Março 2019, que estão previstos no artigo. 122, parágrafo 2º. inciso VI do Regimento Interno.

Também informou ainda que está pendente de tramitação o Projeto de Resolução 02/2019 e 03/2019, apresentado pelos vereadores da oposição e o requerimento de urgência, apresentado na quinta feira, dia 07.

Segundo Arnaldo, em virtude desta omissão do presidente em dar andamento às proposições dos vereadores da oposição, o Ministério Público foi acionado por eles com denúncia por crime de improbidade administrativa, onde os vereadores pedem a perda da função atualmente exercida, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, a proibição de contratar com o Poder Público dentre outras punições.

O Processo já estaria no Ministério Público, e que o Alex deverá brevemente ser chamado pra apresentar seus esclarecimentos.

Presidente agiu de acordo com a lei

Antes de ter conhecimento dessa informação do vereador Arnaldo, o vereador Alex após a sessão da Câmara de hoje (15), me informou sobre o ocorrido e disse está tranquilo, pois segundo ele todos os seus atos foram de acordo com a lei.

Disse inclusive que os membros da Comissão Processante não poderiam ter entrado com nenhuma ação contestadora do arquivamento dessa, porque eles são julgadores também e sim o denunciante ou o denunciado, dependendo da situação favorável ou desfavorável, a um ou a outro.

Em tempo: caso os vereadores que querem ver o Alex sem mandato consigam o que pretendem, quem assume sua vaga e a suplente Carol, esposa do ex-vereador Camarão e cunhada do vice-prefeito Manoel da Polo.

Coaf identifica depósito de R$ 100 mil em dinheiro na conta de acusado de matar Marielle

O Ministério Público citou relatório do Coaf em pedido de bloqueio dos bens de Lessa e do ex-PM Élcio Queiroz, também preso

Revista Fórum

Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou um depósito de R$ 100 mil, em dinheiro, na conta do policial reformado Ronnie Lessa, denunciado pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. O Ministério Público citou esse relatório em um pedido de bloqueio dos bens de Lessa e do ex-PM Élcio Queiroz, também preso.

O depósito foi feito na boca do caixa, no dia 9 de outubro de 2018, sete meses depois do crime.

Além do relatório, o MP cita no pedido a lancha, apreendida em Angra dos Reis em nome de uma pessoa que seria “laranja” de Ronnie Lessa, os automóveis do PM reformado (um deles, um Infinity avaliado em R$ 150 mil), e a casa dele, localizada em um “condomínio luxuoso na Barra da Tijuca”. Tudo isso, segundo o Ministério Público, seria incompatível com a renda de um policial militar reformado.

O MP pediu o bloqueio para garantir a indenização por danos morais e materiais às famílias da vereadora e do motorista.

Depoimento

Lessa e Queiroz devem ser levados para depor nesta sexta-feira (15) sobre o atentado a Marielle. Na quinta (14), ambos foram levados para audiência de custódia em Benfica por terem sido presos em flagrante, na terça-feira (12), por posse ilegal de arma. Na casa de um amigo de Ronnie a polícia encontrou 117 fuzis incompletos desmontados. Já Queiroz foi preso com uma pistola, e Lessa tinha armas em casa.

Após o depoimento desta sexta, Lessa e Queiroz devem ser levados para Bangu 1, onde aguardarão transferência para um presídio federal, como determinado pela Justiça.

Massacre de Suzano é o oitavo em escolas do Brasil desde 2002

Ataque anterior aconteceu em 2017, em um colégio de Goiânia. Atirador disse ter se inspirado no caso de Realengo

Por Ana Luíza Basílio

Carta Capital

O ataque a tiros ocorrido na manhã desta quarta-feira 13 na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, é o oitavo em escolas brasileiras desde 2002. E o segundo em número de vítimas, dez ao todo, sendo sete ligadas diretamente à instituição escolar – o episódio só não supera o massacre em Realengo, em 2011, que levou a óbito 11 estudantes.

Cinco estudantes da escola morreram, todos do Ensino Médio: Pablo Henrique Rodrigues, Cleiton Antônio Ribeiro, Caio Oliveira, Samuel Melchiades Silva de Oliveira, todos mortos na escola, e Douglas Murilo Celestino, que faleceu dentro de uma unidade do Samu, a caminho do hospital.

Também foram vítimas duas funcionárias da instituição: Marilena Ferreira Vieira Umezo, coordenadora pedagógica, a primeira a ser vitimada pelos atiradores e Eliana Regina de Oliveira Xavier, agente de organização escolar.

Os atiradores também morreram: Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos, e Luiz de Castro, 25, ambos ex-alunos da unidade, cometeram suicídio após o ataque. Outra vítima é o comerciante Jorge Antônio de Moraes, tio de Guilherme, alvejado por três tiros em seu estabelecimento.

➤ Leia também: Discurso pró-arma é gatilho para tragédias como a de Suzano, dizem especialistas

O episódio em Suzano é infelizmente, um entre outros ataques em escolas brasileiras – diferentemente do que afirmou o vice-presidente Hamilton Mourão, “de que essas  coisas não aconteciam no Brasil”. O caso anterior mais recente foi em 2017, em Goiânia, no Colégio Goyases, quando um aluno de 14 anos portando uma pistola de uso restrito da Polícia Militar abriu fogo contra a escola, deixando dois adolescentes mortos, quatro feridos e uma jovem paraplégica. À época, o garoto afirmou que se inspirou no massacre de Realengo, ocorrido em 2011. Relembre os casos:

Salvador

Em 2002, um jovem de 17 anos matou duas colegas dentro da sala do colégio particular Sigma, na orla de Salvador, na Bahia, e foi preso em flagrante. À época, a delegada encarregada do caso afirmou que o revólver calibre 38 utilizado pelo garoto pertencia ao pai, que era perito policial.

Taiúva

Em janeiro de 2003, em Taiúva (a 363 km de São Paulo), um ex-aluno da escola estadual Coronel Benedito Ortiz, Edmar Aparecido Freitas, 18 anos, invadiu o pátio da instituição, atirou em alunos, professores e funcionários e depois se matou. Oito pessoas ficaram feridas, uma pessoa morreu e um aluno ficou paraplégico após cerca de 15 disparos realizados com um revólver calibre 38.

Realengo

Em 2011, um ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo (RJ), Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou na unidade e abriu fogo contra salas de aula lotadas, vitimando 12 estudantes e deixando outros 13 feridos. Wellington chegou a ser atingido por um policial e se suicidou após a ação.

Corrente

Em abril de 2011, um adolescente de 14 anos que se dizia vítima de bullying matou um colega com golpes de faca no interior do Piauí. O caso ocorreu na zona rural da cidade de Corrente, no extremo sul do Estado.

São Caetano do Sul

Em setembro de 2011, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo), um aluno de 10 anos de idade atirou na professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, e depois se matou na escola Professora Alcina Dantas Feijão. Ele usou um revólver calibre 38 do pai, que era guarda civil.

João Pessoa

Em abril de 2012, um adolescente de 16 anos atirou em outras três alunas na escola estadual de Santa Rita (região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba). Ele efetuou seis disparos com um revólver calibre 38. As adolescentes de 17 anos tiveram alta nos dias seguintes ao ataque.

Dois anos depois, no bairro de Mandacaru, na periferia de João Pessoa, um adolescente de 15 anos deu três tiros na barriga da estudante Maria Beatriz Souza Santana, 14, que havia sido sua namorada. O ataque aconteceu dentro da sala de aula da escola municipal Violeta Formiga.

Goiânia

Em 2017, um estudante de 14 anos abriu fogo contra a comunidade escolar do Colégio Goyases, em Goiânia. O ataque, feito com uma pistola de uso restrito da Polícia Militar, deixou dois adolescentes mortos, quatro feridos e uma jovem paraplégica. À época, em depoimento à Polícia Civil, o atirador afirmou vingar-se do bullying praticado por colegas e admitiu ter se inspirado no massacre de Realengo, em 2001, quando um ex-aluno armado com dois revólveres executou 12 jovens em uma escola carioca, e o morticínio em Columbine, nos Estados Unidos, com 12 alunos e um professor assassinados em 1999.

Governadores do Nordeste lançam carta contra redução de gastos em saúde e educação

Fórum de Governadores do Nordeste (Gilson Teixeira)

Em reunião na cidade de São Luís nesta quinta-feira (14), os nove Estado do Nordeste elaboraram e divulgaram uma carta com posicionamentos sobre temas importantes para a sociedade brasileira. O documento foi redigido durante o Fórum dos Governadores do Nordeste, no Palácio dos Leões, sede do Governo do Maranhão.

O governador Flávio Dino recebeu sete governadores e um vice-governador do Nordeste. Todos os nove Estados, portanto, estavam representados.

Estiveram presentes no Fórum os governadores Flávio Dino (Maranhão), Rui Costa (Bahia), Paulo Câmara (Pernambuco), Camilo Santana (Ceará), João Azevedo (Paraíba), Wellington Dias (Piauí), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), Belivaldo Chagas (Sergipe) e o vice-governador José Luciano Barbosa da Silva (Alagoas).

A carta tem cinco pontos principais. Um deles é sobre a proposta de desvinculação de receitas do Orçamento, tramitando na esfera federal. Essa proposta, caso seja aprovada, permitiria a redução de gastos que hoje são obrigatórios em educação e saúde, por exemplo.

“Achamos que resultaria num desastre social para o país. Iria haver diminuição de investimentos em saúde e educação, sobrecarregando ainda mais Estados e municípios, que são obrigados a manter suas redes de atendimento, as escolas, os hospitais, as UPAs”, afirmou Flávio Dino, que falou em nome dos demais governadores.

“A desvinculação não produziria nenhum efeito a não ser a eventual diminuição de repasses para Estados e municípios”, acrescentou. Os governadores também voltaram a defender que a reforma previdenciária é um debate necessário, mas é preciso fazer mudanças para não prejudicar os mais pobres.

Entre os pontos do texto da reforma em que é necessário fazer mudanças, de acordo com os governadores, estão a retirada das regras previdenciárias da Constituição; a adoção do regime de capitalização; e medidas restritivas de direitos dos mais pobres, incluindo os trabalhadores rurais e a redução do valor do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Desenvolvimento

Fórum de Governadores do Nordeste, no Palácio dos Leões (Karlos Geromy)

De acordo com a carta, é preciso preservar a existência do Banco do Nordeste, da Sudene e da Chesf (Companhia Hidrelétrica do São Francisco).

O governador Flávio Dino disse que esses mecanismos regionais de desenvolvimento “são fundamentais não apenas para o Nordeste, mas para o Brasil, uma vez que superar desigualdades regionais não é um direito dos nordestinos, é um dever do Brasil inscrito na Constituição. Por isso somos contrários a qualquer proposta de privatização ou extinção desses importantes organismos da vida política do Nordeste”.

Segundo ele, o Fórum de Governadores defende o amplo diálogo com todas as esferas de poder: “Nossos Estados têm no Congresso Nacional 27 senadores e 153 deputados federais. O primeiro trabalho é que haja uma sensibilização das bancadas federais em relação a esses pontos”.

“A agenda que apresentamos é de amplo diálogo, com outros governadores de outras regiões também. São pontos de vista que interessam a Nação e outros Estados. E diálogo também com as bancadas federais no Congresso, de modo suprapartidário, e com o governo federal”, acrescentou.

Os governadores defenderam, ainda, o Estatuto do Desarmamento e se mostraram contrários a regras que ampliem a circulação de armas, mediante posse e porte.

Palácio dos Leões recebe Fórum de Governadores do Nordeste (Handson Chagas)

Consórcio

No Fórum, também foi assinado o protocolo de criação do Consórcio Nordeste. Com o consórcio, os Estados nordestinos terão, por exemplo, mais poder de negociar preços, já que serão feitas compras conjuntas, com um volume muito maior. Também poderão ser feitas cooperações policiais muito mais intensas que as de hoje.

Agora, cada Assembleia Legislativa estadual terá de aprovar a criação do Fórum. A partir daí, ele passa a funcionar.

Veja a íntegra da Carta dos Governadores do Nordeste:

CARTA DOS GOVERNADORES DO NORDESTE 

São Luís (MA), 14 de março de 2019. 

Os Governadores dos Estados do Nordeste, reunidos nesta data, em São Luis (MA), manifestam-se à sociedade brasileira, nos seguintes termos: 

1. Assinamos hoje o Protocolo que resultará na criação do Consórcio Nordeste, importante instrumento político e jurídico para o fortalecimento da nossa região e para melhorar a prestação de serviços públicos aos cidadãos e cidadãs. Acreditamos que a cooperação assim intensificada resultará em diversas conquistas, por exemplo parcerias na aquisição de produtos e na execução de ações conjuntas em áreas como Segurança Pública. 

2. No mesmo sentido de proteção e promoção dos direitos do povo do Nordeste, sublinhamos que vamos dialogar com os 153 deputados federais e 27 senadores dos nossos estados para que não haja qualquer retrocesso quanto a mecanismos essenciais para o desenvolvimento regional, notadamente o Banco do Nordeste, a CHESF e a Sudene. 

3. Sobre propostas atualmente em debate no país: 

a) Registramos que não concordamos com a ideia de desvinculações de receitas para fazer face às despesas obrigatórias com saúde, educação e fundos constitucionais, que resultariam em redução de importantes políticas públicas. Em vez disso, desejamos discutir realmente o Pacto Federativo, inclusive no tocante à repartição constitucional de receitas e competências.

b) Quanto à Reforma Previdenciária, consideramos que se trata de um debate necessário para o Brasil, contudo posicionamo-nos em defesa dos mais pobres, tais como beneficiários da Lei Orgânica da Assistência Social, aposentados rurais e por invalidez, mulheres, entre outros, pois o peso de déficits não pode cair sobre os que mais precisam da proteção previdenciária. Também manifestamos nossa rejeição à proposta de desconstitucionalizar a Previdência Social, retirando da Constituição garantias fundamentais aos cidadãos. Do mesmo modo, consideramos ser imprescindível retirar da proposta a previsão do chamado regime de capitalização, pois isso pode inclusive piorar as contas do sistema vigente, além de ser socialmente injusto com os que têm menor capacidade contributiva para fundos privados. Em lugar de medidas contra os mais frágeis, consideramos ser fundamental que setores como o capital financeiro sejam chamados a contribuir de modo mais justo com o equilíbrio da Previdência brasileira. 

4. Por fim, defendemos o atual Estatuto do Desarmamento e somos contrários a regras que ampliem a circulação de armas, mediante posse e porte de armas. Tragédias como o assassinato da vereadora Marielle e a de Suzano, no Estado de São Paulo, mostram que armas servem para matar e aumentar violência na sociedade. Somos solidários à dor das famílias, destas e de outras tragédias com armas, e é em respeito à memória das vítimas que assim nos manifestamos. 

5. Ratificamos nosso empenho conjunto em favor de uma nação justa e soberana, renovando mais uma vez nossa disposição para o diálogo amplo, conducente a dias melhores para o Brasil.

Fonte: Secap
Fotos: Gilson Teixeira, Handson Chagas e Karlos Geromy