Luz para Todos e os tempos da lamparina

Nos dias de hoje na região de Canárias, a preocupação não é mais em comprar o querosene para abastecer as lamparinas e sim fazer a manutenção da iluminação pública como fez recentemente a Prefeitura de Araioses

Em um dia de sábado, na segunda metade do governo de Pedro Henrique Silva Santos – o Pepê (de 4 de maio de 2001 a 31 de dezembro de 2004) participei, a convite de Agenor Santos – secretário de Agricultura de Abastecimento de Araioses naquele governo – de uma reunião de uma associação comunitária na comunidade Canárias.

Com muitos conhecidos lá – antes da reunião começar um amigo me chamou em particular – para pedir que não falássemos nada sobre energia elétrica para aquela comunidade, pois se assim procedêssemos corríamos o risco de ser jogados no rio pelos seus moradores.

Todo esse clima nada tinha a ver com uma conduta antissocial daquela gente. Na verdade o fato refletia a incontáveis promessas – da parte dos políticos que para ganhar o voto deles – e sabendo do quanto eles sonhavam com esse benefício, em época de campanhas eleitorais prometiam que – se eleitos – levariam energia elétrica para o povoado, promessa que nunca se cumpria.

Relembro esse fato porque muitos araiosenses, que lá não moram, em atitude de ingratidão não reconhecem o quanto à chegada da energia elétrica – de qualidade, por sinal – não só no povoado Canárias, mas em toda a Ilha, que ainda tem as comunidades de Torto, Passarinho, Caiçara e Morro do Meio tem sido ao logos dos últimos anos, o grande instrumento de desenvolvimento de toda a região.

Pois é, o programa Luz para Todos criado no governo do presidente Lula levou energia elétrica não só pata toda a Ilha das Canárias, como também para todos os povoados da zona rural de Araioses.

Eu que já não sou mais criança e conheço minha terra como poucos – sei o quanto não só o Luz para Todos mas também como muitos outros feitos daquele governo – foram importante para tirar Araioses do buraco em que se encontrava para a atual condição, que ainda está longe de ser a ideal, porém já não vivemos mais em tempos de lamparina.

Nos dias de hoje, em todas as comunidades de Canárias, quem corre o risco de ser jogado em rios, provavelmente é quem se aventurar a falar mal de Lula por lá.

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