Porque Daby Santos está no PV (43)

Depois que publiquei aqui o post – Quem será o vice ou a vice de Daby Santos? – em que me manifesto sobre quem comporá comigo a chapa do executivo na eleição deste ano, teve quem deu a entender em seus comentários de que o PV (43) – por ter ligação com Sarney, segundo ele – não seria uma boa opção de legenda para que eu venha disputar o pleito.

Sobre partidos políticos digo que só o nome da legenda não é tudo e os que dele fazem parte é que direcionam suas ações positivas ou não.

Outro fato que deve ser esclarecido é que o PV não foi fundado no Maranhão por ninguém ligado ao Sarney e sim pelo professor Washington Rio Branco – um opositor seu, afinado politicamente ao ex-senador e ex-governador João Castelo, já falecido – com quem eu tenho amizade, embora sem contato já haja um bom tempo.

Anos depois é que o então deputado federal Sarney Filho, em função de sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente e seguindo uma estratégia política, se filia ao PV.

Não tenho nenhuma ligação com Adriano Sarney e sim com o deputado estadual César Pires.

Da família Sarney apenas o Fernando – que foi meu patrão na época que trabalhei no jornal O Estado do Maranhão – tenho intimidade e eu o tenho em conta como uma pessoa amiga e que sempre me tratou muito bem como profissional que fui daquele órgão de comunicação.

Por que o PV?

No início de janeiro de 2019, véspera da eleição na Federação dos Municípios do Estado do Maranhão – FAMEM, estive com seu então presidente, o prefeito de Tuntum Dr. Cleomar Tema. Eu, juntamente com meu irmão Agenor Santos tínhamos trabalhado por uns votos para a deputada Daniella Tema, sua esposa aqui em Araioses, na eleição do ano anterior.

Atenciosamente Dr. Tema me recebeu e na nossa conversa ele quis saber sobre a política de Araioses, no que lhe respondi que as coisas aqui iam de mal a pior e que eu estava desencantado com os chefes políticos daqui e que não iria apoiar ninguém que fosse disputar a prefeitura de Araioses.

Foi então que Dr. Tema me disse, que eu mesmo deveria ser o candidato e que poderia ser pelo PSB – o seu partido.

Cheguei até a pegar no Diretório Estadual, em são Luís o material e as orientações para organizar o partido em Araioses, porém resolvi esperar mais um pouco, pois para isso tinha gastos a fazer, o que não dispunha na oportunidade.

Meses depois recebia uma ligação de um amigo – que faz parte da equipe de Flavio Dino – me orientando de que eu deveria ter cuidado com o partido que eu viesse a escolher para disputa da eleição, pois se esse fosse da base do governo, eu correria o risco de ficar sem a legenda, na hora que dela precisasse.

Aí com a experiência que eu tenho e com os fatos que já presenciei, não vi um sinal amarelo como poderia parecer e sim um vermelho, o que me fez tomar a atitude de levar o aviso a sério e buscar outro partido, se quisesse continuar com o propósito de disputar a prefeitura de nossa cidade neste ano.

Logo a seguir visitei um amigo – que é um respeitado líder político aqui em nossa região – e expus o problema, assim também como o meu projeto de disputar a prefeitura sozinho, sem grupo e sem candidatos a vereador, no que ele achou muito interessante, e além de dizer que a ideia era boa e inovadora assumiu o compromisso de me arranjar um partido político, que estivesse livre de sofrer qualquer pressão de gente ligada ao governado Flavio Dino.

Como veem aí está o porquê do PV (43), como poderia ser outro desde que com o perfil dentro do campo democrático. Espero que esse relato não deixe dúvidas.

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