Governo do Piauí mantém 181 escolas de tempo integral; no MA…

Anselmo Raposo, ex-secretário da SEDUC

Blog do Luis Cardoso

O Piauí, que já fazia a diferença no setor de Saúde em relação ao Maranhão, agora se coloca à frente do nosso estado na Educação.

 O Governo do Piauí criou o programa de Unidades Educacionais de Tempo Integral, dentro do projeto de expansão da rede estadual de ensino. São 181 escolas existentes até o momento. O governador piauiense Wilson Martins acaba de anunciar mais 175 novas escolas voltadas para o Ensino em Tempo Integral até o final de 2012. Aí serão 336 escolas.

Enquanto isso, no Maranhão o Governo do Estado não abriu nenhuma unidade com tempo integral. Roseana Sarney anunciou a primeira escola com jornada ampliada no segundo semestre de 2009 e escolheu o antigo Colégio Maristas, adquirida ainda na gestão de Jackson Lago, para sediar o novo projeto.

Na administração de Jackson Lago, cassado em 17 de abril de 2009, também se pretendia fazer o mesmo. O governo, naquele período, iria gastar mais de R$ 2 milhões com a reforma e adaptação do Maristas. O secretário da Seduc, Anselmo Raposo, já na gestão de Roseana Sarney, foi um lutador incansável pela execução do projeto.

Refez os cálculos e concluiu que a escola em tempo integral poderia ser feita com menos de R$ 1 milhão. Obras de Anselmo Raposo, ex-secretário da Seduc

reforma foram iniciadas, mas depois esquecidas pelo descaso. Não por falta de interesse do titular da Seduc naquela época, mas pela falta de prioridade do governo.

No Maranhão, o município de São José de Ribamar tem duas construídas  na gestão compartilhada de Luis Fernando (prefeito) e  Gil Cutrim (vice). Hoje prefeito, Cutrim parte para entregar a terceira escola em tempo integral. Em Porto Franco, salvo engano, existe uma. No restante do Estado, ao que parece, não há mais nenhuma.

A escola de tempo integral visa ampliar e qualificar o tempo escolar,  serve de complemento ao trabalho pedagógico de sala de aula, oferecendo o reforço escolar, esportes e lazer, cultura e artes, educação ambiental, direitos humanos, ciência da natureza, promoção da saúde, cultura digital e novas mídias.

O  Piauí, que já fazia a diferença no setor de Saúde em relação ao Maranhão, agora se coloca à frente do nosso estado na Educação. O custo do programa aumentou em poucos mais de R$ 900 mil mensais.  Os técnicos do Piauí  concluíram que vale a pena investir no setor, lembrando que parte dos recursos  vem do Ministério da Educação.

Ao invés de investir em escolas de samba de outros estados, o Governo do Maranhão deveria priorizar as escolas de ensino do nível médio aqui no estado. Só com o dinheiro deslocado para o carnaval da Beija-Flor, que ficou em quarto lugar, poderia empregar no Colégio Maristas e em mais outros só aqui na capital.

Elas seriam transformadas em escolas de tempo integral. Aí, sim, seria um grande presente para os 400 anos de São Luís.


 

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