Policiais espancam estudantes que realizavam protesto pacífico em Teresina

Tropa da PM cerca estudantes

Blog do John Cutrim

 

Mais de 400 militares da Polícia Militar de Teresina (PI) tiraram a força e espancaram, nesta terça-feira (10), um grupo de estudantes que realizava um movimento pacifico na Avenida Frei Serafim, uma das principais da cidade. Eles protestavam contra algumas medidas tomadas pelo prefeito Elmano Férrer (PTB) no setor de transporte.

O movimento que começou discreto e com poucos manifestantes na Praça do Fripisa, terminou com muita tensão e prisões na Avenida Frei Serafim.

Quando o movimento invadiu a avenida, mesmo sem nenhum ato de vandalismo, foi recebido com bombas de efeito moral e balas de borracha. Usando spray de pimenta, tiros e até puxão de cabelo, os policiais militares piauienses retiraram de forma repressiva os protestantes.

A tropa de choque transformou a Frei Serafim num palco de guerra. Os estudantes foram espancados e arrastados covardemente pela polícia. A própria população gritava “covardia, covardia”.

“Aquele de vermelho é teu, aquele de azul é teu” diziam os policiais. A PM do Piauí fez um paredão no cruzamento. Populares que assistiam tudo de um supermercado aplaudiram o movimento dos estudantes.

Policiais chegaram a invadir uma Panificadora e prenderam um funcionário e uma cliente que nada tinham haver com os protestos, além de várias pessoas incluindo um fotógrafo.

Alguns manifestantes foram arrastados pela rua até as viaturas e em seguida presos. A Polícia Militar efetuou a prisão de 22 manifestantes em 24 horas, sendo que sete na noite de ontem, 9. Alguns deles que se refugiaram dentro de estabelecimentos comerciais também foram detidos.

Com as novas prisões aumentam para 50 as detenções de manifestantes. Até a tarde de ontem tinha sido presos 25 manifestantes, segundo um dos líderes do movimento, o presidente do Sindserm (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teresina), Sinésio Soares.

Lorena Vidal, da Anel (Assembleia Nacional de Estudantes – Livres), disse que os protestos não foram tão violentos, mas houve uma reação à repressão excessiva por parte da Prefeitura de Teresina e do Governo do Estado, que comanda a Polícia Militar.

“A reação foi proporcional à violência do prefeito contra a sociedade de Teresina com o aumento da passagem, a farsa da integração e o não diálogo com o Fórum de Defesa do Transporte Público. O culpado é o prefeito pelos transtornos porque se nega a negociar”, afirmou Lorena Vidal. (As informações são do portal AZ, Meio Norte e 180 Graus)

 

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