Cremerj abre procedimento para suspensão imediata de anestesista preso por estupro

Giovanni Quintella foi flagrado abusando de mulher durante parto em São João de Meriti

O médico anestesista Giovanni Quintella preso por estupro de vulnerável poderá sofrer entre oito a 15 anos de reclusão

Por Reginaldo Pimenta/O Dia

Rio- O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu um procedimento cautelar para suspensão imediata do médico anestesista Giovanni Quintella, preso nesta segunda-feira (11) acusado de estuprar uma gestante durante uma cesariana no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João Meriti, município na Baixada.

O Conselho alega que a decisão ocorreu devido à gravidade do caso. Em nota, a direção da entidade informou que também foi instaurado processo ético-profissional que poderá resultar na cassação do médico.

Giovanni foi preso após uma equipe de enfermagem da unidade gravar um vídeo do médico introduzindo o pênis na boca da paciente, que estava anestesiada durante a realização do parto.

O DIA teve acesso às imagens chocantes do caso que mostram o momento da cirurgia, em que um pano impede que outros profissionais vejam o anestesista manuseando a cabeça da vítima para frente e para trás após introduzir o pênis na boca da gestante. Em certos momentos ele olha ao redor para verificar que ninguém está olhando e continua o ato, até finalizar e limpar a paciente com um pano para esconder os vestígios do crime. Depois ele joga os papeis no lixo e age naturalmente.

A ação durou cerca de 10 minutos. O vídeo serviu como prova e foi encaminhado à Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti. O médico, que foi preso em flagrante por estupro de vulnerável, foi transferido para presídio de Benfica, na Zona Norte, onde passará por uma audiência de custódia. A pena para esse crime varia entre 8 a 15 anos de reclusão.

A defesa de Giovanni alega que ainda não obteve acesso na íntegra aos depoimentos e elementos de provas que foram produzidos durante a lavratura do auto de prisão em flagrante. A defesa informa também que após ter acesso a sua integralidade, se manifestará sobre a acusação.

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