Bolsonaro e a incrível guerra contra os seus ‘traidores’

Por Fernando Brito, editor do TIJOLAÇO

Estamos assistindo a um show de hipocrisia.

Jair Bolsonaro vai a uma rádio dizer que o presidente da Petrobras – que ele nomeou há apenas dois meses – que o cidadão é um “traidor do povo brasileiro” por ter aumentado o preço dos combustíveis.

Portanto, o almirante Bento Albuquerque, que indicou José Mauro Coelho para o cargo, traidor também deve ser.

O general Silva e Luna, que há três meses caiu do cargo pelos mesmo motivos, então, também é traidor.

Como são traidores os conselheiros que votaram ontem para que se aumentasse o preço.

Ora, nem no Sábado de Aleluia se encontra tantos Judas ao mesmo tempo.

Está claríssimo que Jair Bolsonaro armou esta sua guerra de mentirinha, onde a única coisa verdadeira é que o povo vai pagar por ela, para surgir como o “abaixador de preços”, conclusão inevitável desta história, nem que seja aumentando a facada nos cofres públicos através de subsídios.

É tão primário que custa a crer que haja gente que acredite que ele está, de fato, achando que foi traído.

Não e todos os personagens deste embrulho, consciente ou inconscientemente estão desempenhando o papel que Bolsonaro lhes designou.

Só há um Judas nesta história, Jair Bolsonaro, que traiu todos os seus compromissos de regular o preço dos combustíveis e defender o controle público sobre a Petrobras.

Conta que ainda há otários o bastante para acreditarem nele.

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