Viagra: Após picanha, Forças Armadas aprovam compra de remédio para disfunção erétil

Bolsonaro em solenidade de Promoção de Oficiais-Generais…                           Créditos: Isac Nóbrega/PR

Por Bruna Alessandra/Revista Fórum

lista de prioridades do governo Bolsonaro continua surpreendo a população brasileira que padece com o desmonte das políticas públicas na área da saúde.  Após o escândalo da compra de R$ 56 milhões em filé, picanha e salmão, desta vez, as Forças Armadas partiram para a aquisição de mais de 35 mil unidades de Viagra, medicamento que costuma ser usado para tratar disfunção erétil.

Dados divulgados no  Portal da Transparência e do Painel de Preços do governo federal mostram que ao menos oito pregões foram realizados por unidades ligadas aos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. De acordo com o jornal O Globo, as informações obtidas pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) mostram que os processos de compra foram homologados em 2020 e 2021 e seguem válidos neste ano. O parlamentar apresentou ao Ministério da Defesa um requerimento no qual pede explicações sobre os processos de compra do medicamento.

“Precisamos entender por que o governo Bolsonaro está gastando dinheiro público para comprar Viagra e nessa quantidade tão alta. As unidades de saúde de todo o país enfrentam, com frequência, falta de medicamentos para atender pacientes com doenças crônicas, como insulina, e as Forças Armadas recebem milhares de comprimidos de Viagra. A sociedade merece uma explicação” disse à publicação.

Nos processos de compra, o medicamento  identificado pelo nome do princípio ativo Sildenafila, composição Sal Nitrato (Viagra), tem como destino a Marinha, com o maior volume, de 28.320 comprimidos. Outros cinco 5 mil comprimidos foram aprovados para Exército e outros 2 mil, para Aeronáutica.

Disfunção ou hipertensão?

Questionada a Marinha e a Aeronáutica justificaram que as licitações de Viagra visam o tratamento de pacientes com Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP).  A Marinha declarou ainda que se trata de uma “doença grave e progressiva que pode levar à morte”. O Exército não respondeu aos questionamentos até a publicação desta reportagem.

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