VÍDEO: “É lobista”, diz Lula sobre novo presidente da Petrobras

Lula debate preço do petróleo e Petrobras. Créditos: Reprodução/Youtube

Por Plinio Teodoro/Revista Fórum

Em debate sobre o preço dos combustíveis com pesquisadores e sindicalistas da Federação Única dos Petroleiros (FUP) nesta terça-feira (29), Lula (PT) afirmou que o pouco que leu de Adriano Pires, que foi indicado para substituir o general Joaquim Silva e Luna na Presidência da Petrobras, indica que ele é “lobista”.

“Em dois trechos que li dele hoje é que ele é lobista. E que ele é muito mais ligado a empresas estrangeiras que as nossas. De que ele faz parte de um grupo seleto de personalidades brasileiras que não aceita o discurso que o petróleo é nosso. E essa gente que não sabe governar, em vez de ter criatividade para vender algo que não existe, eles querem vender o que tem. Vão vender o que tem e quando acabar a gente vê o que fazer”, disse.

Lula ainda lembrou que o golpe foi dado para acabar com políticas sociais atreladas à estatal, como o regime de partilha e o fundo educacional, e que era preciso destruir a empresa de petróleo, que “é o responsável pela maioria das mazelas do mundo”.

“O que fizeram com a Petrobras foi crucificar a empresa mais importante do Brasil”, disse, comparando a Jesus Cristo. “O petróleo é nosso de verdade. Quando petróleo é nosso a gasolina é mais barata, o diesel é mais barato, o gás é mais barato. É preciso repartir esse lucro com quem é responsável por ela que é o povo brasileiro”, emendou, criticando a atual política de gestão que distribui dividendos bilionários a acionistas.

Defendendo a soberania energética e a construção de novas refinarias, o petista afirmou ainda que o “Brasil tem que ser exportador de derivado de petróleo. Brasil não tem que comprar petróleo cru”.

Guerra de narrativas

O discurso de Lula foi focado em grande parte para conclamar os petroleiros a explicar para as pessoas mais simples a importância da Petrobras e desfazer a “narrativa” criada de que a empresa é antro de corrupção.

“A Petrobras tem que se transformar numa briga nacional. É preciso construir o discurso para que a pessoa que está cozinhando com lenha na calçada porque não tem gás, ela perceba que aquela briga é dela. Que aquele cara que tem um carrinho que não pode mais colocar gasolina no tanque, que tem o carro na garagem só para limpar calota e para-choque. Ele tem que saber que essa luta é dele. O caminhoneiro que não está podendo mais encher o tanque de óleo diesel, que essa luta é dele”, afirmou.

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