Déficit público irá perto de R$ 1 tri no ano: R$ 417 bi até junho

Por Fernando Brito, editor do TIJOLAÇO

resultado do Tesouro Nacional é uma janela para o inferno.

Considere que os efeitos fiscais da pandemia só começaram em abril, pois março – parcialmente atingido – já tinha boa parte dos negócios contratados e gerando imposto.

Em três meses – abril, maio e junho – levaram o déficit no semestre chegou a R$ 417 bilhões, resultado de uma perda de 16,5% na receita (em junho, 30%), que caiu R$ 108 bi e a uma elevação de 44% nas despesas, que aumentaram quase R$ 300 bilhões, na comparação com os seis primeiros meses de 2019.

Destes, auxílio-emergencial e aportes aos contratos de trabalho reduzido somaram R$ 135 bilhões e R$ 19 bilhões, respectivamente e chama a atenção a queda nas receitas previdenciárias, que caíram perto de 15%, resultado provável da queda no nível de emprego.

Não há qualquer sinal de que julho vá ver diferente de junho, o que levará, mês que vem, a um déficit acumulado acima dos R$ 550 bilhões, que era o previsto para o ano inteiro, em março, pelo ex-homem forte de Paulo Guedes, o então o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida.

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