Nova linhagem do vírus da zika em circulação no Brasil pode originar epidemia, afirma estudo

Mosquito Aedes albopictus, um dos hospedeiros da nova linhagem do zika vírus. (Foto: Wikipédia)

O Imparcial

Pesquisadores detectaram em circulação no Brasil uma nova linhagem do vírus zika, segundo pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia. Por isso, a possibilidade de uma nova epidemia ganhou mais força, informou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), após a realização de um estudo. O achado foi publicado no periódico International Journal of Infectious Diseases e serve como alerta para a vigilância da doença.

São conhecidas duas linhagens do vírus zika: a asiática e a africana (subdividida em oriental e ocidental). Através de uma ferramenta que monitoriza as sequências genéticas do vírus, os cientistas do Cidacs, da Fiocruz Bahia, detectaram, pela primeira vez no país, um tipo africano do zika, com potencial para originar uma nova epidemia.

A introdução de uma nova linhagem no país foi identificada por uma ferramenta de monitoramento genético que analisa sequências disponíveis em banco de dados públicos e permite identificar as linhagens de zika presentes em bases de dados do National Center for Biotechnology Information (NCBI – Centro Nacional de Informação Biotecnológica, em tradução livre).

“A linhagem africana foi isolada em duas regiões diferentes do Brasil: no Sul, vindo do Rio Grande do Sul, e no Sudeste, do Rio de Janeiro”, informa o estudo da Fiocruz, maior centro de investigação médica da América Latina.

Número de casos em 2020

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2020, foram notificados 3.692 casos prováveis do vírus da zika. Segundo os cientistas, com a nova linhagem genética, a situação pode mudar.

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