Rotina cruel – mais uma vez está faltando água em Araioses

A passos lentos, um senhor com mais de 70 anos carrega com dificuldade dois baldes d'água nas ruas de João Peres

Faltar água em Araioses virou rotina que duram muitos anos. O povo não aguenta mais pagar por um produto que não chega às torneiras de suas casas. Falta água sempre e sempre e a vida das pessoas, em especial das donas de casa se transforma num martírio. Desde ontem mais uma vez a água da CAEMA sumiu. Ninguém sabe quando volta, porque Luis Carlos Gomes Xavier, o Sarney, gerente da empresa em Araioses, sequer tem a consideração de avisar aos consumidores o que aconteceu para mais uma vez interromper o serviço e qual a previsão da volta d’água.

A água é imprópria, mas é a única disponível para essa senhora e a criança

Semana passada depois de alguns dias sem água ela voltou na quinta-feira, a noite e ontem já não existia mais. A revolta do povo é muito grande, pois esse sofrimento já dura muitos anos e ninguém sabe se isso um dia terá fim.  O problema não é de difícil solução. Basta que a CAEMA construa mais um sistema da capitação da água nas margens do Rio Magú, em João Peres onde ela é colhida.

Desde que o sistema de abastecimento d’água foi ampliado que isso já devia ter ocorrido. A obra foi realizada em 1998 com recursos da Caixa Econômica Federal e custou mais de dois milhões de reais. Era prefeito Chagas Paixão e os recursos foram trazidos pelo ex-deputado César Bandeira que defendia interesse próprio uma vez que a empreiteira que contratou a obra era de sua propriedade. Dizem que partes dos recursos foram desviados e que por isso, apenas um sistema de capitação foi montado. A empresa ainda hoje responde ação na justiça do trabalho por não ter honrado compromissos trabalhistas com que trabalhou nas obras.

Sem água no chuveiro o jeito é tomar banho no rio

A situação de sufoco dos que precisam da água da CAEMA não parece incomodar os que estão no poder. Aliais, nunca incomodou. Sabemos que o abastecimento de água em Araioses é de responsabilidade da CAEMA, que é uma empresa estadual, portando de responsabilidade da governadora Roseana Sarney. Porém o chefe do poder executivo, no caso a prefeita Lucina Trinta, não pode ficar omissa diante de um problema que afeta tantos. Ela não precisa da água da CAEMA e vai continuar agindo como se nada tivesse com o problema.

Enquanto isso os mais desprovidos de recursos, aqueles que não têm condições de construir um poço em seu quintal vão ter que pegar água no poço de um vizinho caridoso, na beira do Rio Magú ou do Rio Santa Rosa.

Cena comum nas ruas de Araioses

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