PF decide incluir deputados do MA em investigação sobre morte de estudante

Deputados Luciano Leitoa, Carlos Filho e Marcos Caldas

Blog do Gilberto Léda

 A Polícia Federal resolveu incluir os deputados Luciano Leitoa (PSB), Carlos Filho (PV) e Marcos Caldas (PRB) nas investigações sobre a morte da estudante e garota de programa Fernanda Lages, do Piauí, assassinada em agosto do ano passado. O corpo foi encontrado num prédio em construção do MPF-PI.

Até bem pouco tempo, os três estavam livres da investigação, porque, segundo a PF, os nomes deles apareciam apenas em conversas telefônicas ligadas à contratação de garotas para “festinhas” em Teresina.

No entanto, após o destacamento do advogado Ernesto Lopes – do escritório de Ronaldo Ribeiro, que representa Marcos Caldas em questões eleitorais – para a defesa da estudante Nayra Veloso, a Nayrinha, os investigadores decidiram incluir os parlamentares entre o rol de “investigados”.

Nayrinha era amiga de Fernanda Lages e está presa sob a acusação de omitir informações sobre o caso. Em entrevista ao portal O Dia, Ronaldo Ribeiro afirmou que conhecia Fernanda e Nayra e que, por isso, decidiu “doar” um advogado para a causa.

“Não me lembro bem quando, nem a ocasião… Faz um bom tempo, mas tive oportunidade de conhecer a Fernanda aí em Teresina”, admite o advogado, explicando que atua em municípios do interior do Maranhão, a exemplo de Caxias, e mantém parceria com escritórios do Piauí.

Paula, Fernanda e Nayra: advogado conhecia (Foto: Magnun Rógeres/ODIA)

A defesa de Nayra será gratuita. O escritório “Francisco Ramos e Ronaldo Ribeiro” destacou o criminalista Ernesto Lopes de São Luís (MA) para Teresina (PI) na segunda-feira (19) à noite. Ribeiro explica a “doação” como um gesto de amizade à amiga Nayra, que ele diz ter conhecido há alguns anos na capital do Maranhão.

O advogado soube da prisão de Nayrinha através de um colega. E ofereceu ajuda após ouvir apelos da mãe e de uma amiga da jovem – identificada como Paula – que ele também já conhecia.

“Quem fez o primeiro contato foi a Paula. Ela me ligou, contou toda a situação e eu me dispus a ajudar. Então ela intermediou o contato da mãe da Nayra comigo”, relata Ronaldo Ribeiro, que minimiza o fato de não cobrar honorários pela defesa: “Nosso escritório é grande, tem boa estrutura. Isso é pouco e eu faria por qualquer outra amiga”, diz o advogado.

(Com informações do portal O Dia)

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