Corregedora mantém críticas e diz que imagem do Judiciário é a pior possível


‘Vamos perder no Supremo’, diz corregedora que investiga juízes. Foto: José Cruz / Agência Brasil

STF decidirá nesta quarta se limita atuação do CNJ para fiscalizar juízes. Eliana Calmon achou ‘desproporcional’ reação à crítica sobre impunidade.

Mônica Bergamo
Folha de S.Paqulo

A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, afirmou nesta quarta-feira (28) que não recuará das declarações que fez sobre a magistratura brasileira.
“Eu não tenho que me desculpar. Estão dizendo que ofendi a magistratura, que ofendi todos os juízes do país. Eu não fiz isso de maneira nenhuma. Eu quero é proteger a magistratura dos bandidos infiltrados”, disse.
“A quase totalidade dos 16 mil juízes do país é honesta, os bandidos são minoria. Uma coisa mínima, de 1%, mas que fazem um estrago absurdo no Judiciário”, reiterou.
Segundo a ministra, todos precisam perceber que “a imagem do Judiciário é a pior possível, junto ao jurisdicionado” –público que recorre aos tribunais.
“Eu quero justamente mostrar que o próprio Judiciário entende e tenta corrigir seus problemas.”
Sobre o julgamento de hoje do Supremo, que poderá limitar os poderes da corregedoria, ela disse que está muito triste.
“As portas estão se fechando. Parece haver um complô para que não se puna ninguém no Brasil.”
Em recente entrevista, Calmon fez duros ataques a seus pares ao criticar a iniciativa de uma entidade de juízes de tentar reduzir, no STF (Supremo Tribunal Federal), o poder de investigação do CNJ.
“Acho que é o primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga”, declarou em entrevista à APJ (Associação Paulista de Jornais).

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