Flávio Dino e Roberto Rocha selam acordo


Flávio Dino e Roberto:ataques em 2008; união em 2012

Blog do Décio Sá

O ex-deputado e presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), conversou com o neossocialista Roberto Rocha no início da semana em Brasília. O objetivo foi fechar um acordo para as eleições de 2014.
Pela proposta, o comunista não sairia candidato a prefeito – o que é improvável – e apoiaria o ex-tucano com o compromisso de receber seu apoio dois anos depois, quando acredita que terá condições de disputar o Governo do Estado. “Há esse entendimento”, revelou ao blog o deputado federal Ribamar Alves.
Segundo Ribamar Alves, para o comunista “é importante ele sair do foco em 2012 e se preservar para 2014”. “Se tu quiseres o Roberto Rocha em 2014, tens de ser aliado dele em 2012. Na vida, as amizades têm de ser de mão dupla”, completou na conversa.
A proximidade do comunista e o ex-tucano irrita o ex-governador José Reinaldo (PSB), padrinho político do presidente da Embratur.
Procurado pelo blog, Roberto Rocha sinalizou no mesmo sentido. Disse que as divergências entre ele e o comunista são apenas no campo do futebol: o primeiro é botafoguense e o ex-tucano flamenguista. “Só nisso a gente não concorda. No restante, temos mais pontos de convergência que divergência”, desconversou.
Recordar é viver
Não era assim três anos atrás. Nas eleições de 2008, quando defendia com bico e penas a candidatura do hoje prefeito João Castelo (PSDB), Roberto Rocha batia forte em Flávio Dino. Reclamou que ele estava querendo “furar a fila” na tentativa de ser prefeito e também criticava sua “arrogância”.
“Não sou político ‘denorex’, que parece mas não é. Sou autêntico! Digo o que penso e faço o que digo. Ao contrário de alguns, não tenho o costume de dizer uma coisa em pé no palanque e fazer outra sentado nos gabinetes do Calhau”, declarou o agora ex-tucano numa referência a uma recepção que a então senadora Roseana Sarney (PMDB) fez ao comunista em sua residência, no Calhau (reveja).
Na ocasião, a visita de Flávio Dino a Roseana foi tornada pública pelo deputado Raimundo Cutrim (DEM), então um dos candidatos do grupo Sarney à Prefeitura de São Luís. Ele ficou tão irritado com o episódio que quase rompe com a hoje governadora e por pouco não abandona sua candidatura a prefeito.

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