FAMEM: o único “acordo” existente é o que não está nos planos de Flávio Dino para a sua sucessão em 2022

Sucessão de Flávio Dino em 2022, divergências regionais e ainda comando de prefeituras em 2020 estão causando um grande racha interno no governo e reunião palaciana objetivando o fim dos conflitos poderá ocorrer nas próximas horas.

Weverton Rocha, Carlos Brandão abraçados a Flávio, Dino e Eliziane Gama mostra um momento de união da campanha de 2018 que resultou na eleição dos dois ao Senado. Agora, como fez o outro Rocha (Roberto), Wevertor abre dissidência com o governador. Eliziane ainda está de asas recolhidas, até quando não se sabe

Findada as eleições de governo em primeiro turno no Maranhão, os aliados de Flávio Dino já começam a se movimentar para sucedê-lo nas eleições de 2022. E o pontapé inicial está passando pela disputa do comando da entidade dos prefeitos, a FAMEM.

Em meados de outubro do ano passado, um pequeno grupo de prefeitos com divergências políticas com membros da atual direção da federação, dirigiram-se até a entidade para pressionar o atual presidente para que abrisse mão de sua reeleição, alegando o cumprimento de um suposto acordo fechado na eleição passada, quando Cleomar Tema seria candidato único, visto que os oposicionistas não conseguiram fechar sequer o número de integrantes da chapa para concorrer ao pleito.

No intuito de manter a unidade da instituição, Tema cedeu algumas vagas para acomodar o referido grupo, sem comprometer-se a desistência da sua reeleição e o apoio a um dos mesmos para presidente na eleição seguinte, visto que para isso deveria ter anuência dos demais prefeitos do Maranhão.

Se já não bastasse a alegação descabida do acordo imoral sustentado pelo grupo oposicionista para chegar à presidência da FAMEM sem botar força, o processo está contaminado por divergências políticas regionais, visto que tanto Tema, como Juran e Erick travaram batalhas eleitorais dentro e fora dos seus municípios para conquistar votos e eleger a esposa, filho e cunhado respectivamente a deputados estaduais nos mesmos redutos eleitorais. Apesar de todos terem logrado êxito, o acirramento aumentou mais ainda diante da surpreendente votação de Daniela Tema.

A disputa pela eleição da FAMEM está sendo mais uma tentativa de enfraquecer Cleomar Tema na região, visto que Eric trabalha para eleger o seu cunhado e deputado eleito, Fernando Pessoa, para prefeito de Tuntum, além de Juran temer a participação de Daniela Tema no processo eleitoral de Presidente Dutra em 2020. E para isso, é importante retirar a presidência do atual prefeito da cidade.

E são justamente esses prefeitos que se uniram para brigar pela presidência da instituição no intuito de desmoralizar Tema na região e na classe política.  Só que agora não mais com o prefeito Eric como candidato do grupo como presidente da FAMEM, e sim o fiel escudeiro de Weverton Rocha.

Aproveitando o conflito existente, e buscando galgar maiores espaços na política do Maranhão, o senador Weverton Rocha passou a pressionar prefeitos a votarem em Erlânio, pois espera utilizar-se da FAMEM para fazê-la de trampolim para a sua antecipada candidatura a governador do Maranhão. Ocorre que suas manobras vêm alarmando a classe política aliada ao Palácio dos Leões, pois mesmo Weverton sabendo que não é o preferido pelo governador Flávio Dino para a sua sucessão, e sim o seu vice Carlos Brandão, Rocha vem se articulando de forma contrária ao posicionamento do governador e que tem deixado bem claro em suas aparições em público ao se referir-se a lealdade e a capacidade administrativa do seu vice. O apoio declarado de Tema ao projeto do governador com relação a Brandão pode ser mais uma das chateações de Weverton com Tema.

Como se percebe, a FAMEM poderá está sendo palco da maior disputa eleitoral da sua história, sem levar em consideração o seu real objetivo que é agregar os prefeitos, e que trará um enfretamento antecipado de grupos palacianos, causando um grande racha interno no governo desde já.

Em virtude do acirramento político que contaminou o processo eleitoral e por não terem a certeza de ganharem o pleito do atual presidente Cleomar Tema no voto, o grupo contrário tem feito uma campanha difamatória em alguns blogs no intuito de causar-lhe um desgaste junto à classe política, o que demonstra uma verdadeira autofagia do grupo dos prefeitos, que no afã de conquistar o poder na marra, vale expor a fragilidade das administrações municipais e dos seus gestores, e o que é pior, da própria entidade que deveria uni-los.

Tema detém um grande trânsito com as instituições e com os Governo Estadual e Federal, o que não se pode esperar o mesmo de Erlânio Xavier com relação ao último, visto que o mesmo será visto pelo presidente Bolsonaro como representante do oposicionista declarado a seu governo, o senador Weverton Rocha, dificultando assim a negociação direta com a entidade, como Cleomar tem feito nos últimos dias.

Para buscar um consenso e evitar uma crise sem precedentes tanto para a instituição, quanto para o governo, foi marcada uma reunião pela cúpula do governo Flávio Dino para esta semana para que possam bater o martelo desse tumultuado processo eleitoral, e evitar ranhuras entre os aliados dinistas.

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