PT busca mais espaço no governo Roseana


Roseana e Washington no lançamento da Via Expressa

Blog do Décio Sá

Através do vice-governador Washington Luiz, o PT está buscando mais espaço no governo Roseana. O sonho de consumo do partido continua sendo a Secretaria de Educação, perdida desde a saída de Anselmo Raposo.
O vice e a governadora se reuniram na semana passada. Washington indicou três nomes para a vaga de Olga Simão, com problemas de saúde.

São eles: o adjunto Fernando Silva, o professor universitário Dimas Salustiano, e o diretor do Cefet, José Costa. As informações são de fontes do PT.
Costa havia sido indicado logo após a saída de Anselmo, no início do ano. Roseana topou nomeá-lo, mas na ocasião ele preferiu permanecer no Cefet. Agora diz que aceita o desafio desde que leve toda sua equipe.
Fernando Silva andou reclamando ao vice-governador da nomeação de João Bernardo Bringel (Ciência e Tecnologia) como interino de Olga. Acha que foi perda de prestígio para o PT. Por conta disso, acabou entrando na listra tríplice de indicados para o comando da pasta.
Por conta da falta de quadros qualificados, Dimas é uma espécie de “curinga” da legenda e do vice-governador. Numa possibilidade de Bringel ser efetivado na Educação, ele poderia ir para a Ciência e Tecnologia.
A saída de Olga Simão não é totalmente certa. Roseana tem dito que só fará a mudança após conversar com auxiliar.
Na conversa com a governadora, Washington indicou o militante Joãozinho de Caxias para o Iterma. A indicação foi criticada por membros do próprio PT. Alegam que Joãozinho não tem qualificação técnica para o cargo.
Segundo petistas contaram ao blog, este tipo de fato só enfraquece o vice-governador no governo. Resultado: a governadora pediu que Washington indicasse outro nome.
O mais cotado é o ex-superintende do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) no Maranhão José Inácio, também cotado para o comando do Incra.
Roseana já deixou claro que quer valorizar o PT. O problema é que o partido, com maioria de sua base de trabalhadores rurais, tem poucos nomes qualificados para assumir postos de relevância na administração.
Quando aparece um, a briga interna é tão intensa que ele acaba “queimado”.

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