Flávio Dino se pronuncia após ser chamado de “gordola” e “bosta” por Monark

Por John Cutrim

O ministro da Justiça, Flávio Dino, manifestou-se em suas redes sociais após ser chamado de “gordola” e “bosta” pelo podcaster brasileiro Bruno Monteiro Aiub, o Monark(veja no vídeo acima). No Twitter, Dino afirmou que “confia no Poder Judiciário, a quem entrega tais casos”.

“Raramente respondo a agressores e criminosos aqui. Estou sempre muito ocupado concretizando propostas e medidas, todos os dias, como presto contas nas redes sociais. Só não enxerga quem não quer. Quanto aos criminosos que ofendem a minha honra, confio no Poder Judiciário, a quem entrego tais casos. E não se trata de “ameaça”. É um dever e um direito”, afirmou Dino na plataforma.

Os ataques protagonizados por Monark ocorrem após a ordem de bloqueio das redes sociais do youtuber pelo ministro Alexandre de Moraes, na quarta-feira (14). Foi determinado também pelo magistrado uma multa diária de R$ 10 mil caso Monark publique ou compartilhe fake news. Na quinta (15), Moraes determinou que a Polícia Federal convoque o influenciador para prestar depoimento.

“Esse gordola quer te escravizar. Você vai ser escravizado por um gordola, mano. Esse cara sozinho, que você põe ali na rua, ele não dura um segundo. Não consegue nem correr 100 metros. Põe ele na floresta ali pra ver se ele sobrevive com os leões. E você vai deixar esse cara que na vida real é um bosta, você vai deixar esse cara ser o seu mestre e você vai ser o escravinho dele, é isso que você quer? É por isso que seus pais lutaram pra te dar educação, casa, comida, eles te criaram. Eles se sacrificaram pra você servir esse filho da p*ta? Não é o destino que eu quero pra mim”, disse Monark em seu podcast no Rumble.

Morre segunda vítima de tiroteio em escola do Paraná

Atirador está preso

(Foto: Agência Brasil)

Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Morreu na madrugada desta terça-feira (20) a segunda vítima do tiroteio registrado no Colégio Estadual Professora Helena Kolody, em Cambé, no Paraná, depois que um ex-aluno entrou armado na instituição. A informação foi confirmada pelo Hospital Universitário de Londrina, onde o jovem estava internado. A família do estudante autorizou a doação dos órgãos. O nome da segunda vítima ainda não foi divulgado.

O ataque ocorreu na manhã dessa segunda-feira (19). Em nota, o governo do Paraná informou que o ex-aluno teria entrado na escola alegando que solicitaria o seu histórico escolar. O atirador foi detido e encaminhado para Londrina. O governador Ratinho Junior decretou luto oficial de três dias e lamentou o ocorrido.

De acordo com a polícia civil, o atirador afirmou que o objetivo era atacar jovens, pois, para ele, “estaria retaliando aquele sofrimento” e mágoa que guardava do tempo em que estudou no colégio. O secretário de Segurança Pública do Paraná, Hudson Teixeira, disse que, em depoimento, o autor dos disparos confirmou não ter vínculo com as vítimas.

O secretário informou ainda que o atirador já havia efetuado um ataque com faca em uma outra escola, no passado, e foi denunciado pelo ministério público. Na época, a polícia militar foi acionada, mas ele fugiu.

Terceiro ataque

O tiroteio no Colégio Estadual Professora Helena Kolody é o mais recente de um total de três ataques com mortes contabilizados em escolas brasileiras este ano. Desde janeiro, pelo menos seis pessoas morreram em razão de atos violentos praticados em colégios no país.

Denúncias

O Disque 100 recebe denúncias de ameaças de ataques a escolas. As informações podem ser feitas por WhatsApp, pelo número (61) 99611-0100.  O Ministério da Justiça e Segurança Pública também dispõe de um canal para receber denúncias de violência escolar.

As informações enviadas ao canal serão mantidas sob sigilo e não há identificação do denunciante.

O que está por trás da máscara usada pelo autor de ataque a escola em Cambé (PR)

Acessório é considerado a “face do fascismo do século 21”

Autor de atentado em escola de Cambé (PR) usava a siege mask

Por Davi Nogueira/DCM

Nesta segunda-feira (19), o Brasil foi abalado por mais um atentado em uma escola, desta vez no Colégio Estadual Professora Helena Kolody, em Cambé (PR). Um ex-aluno de 21 anos fez mais de dez disparos e causou a morte de dois adolescentes, uma de 17 anos e outro de 16. O autor do crime foi detido e levado para a delegacia de Londrina.

Em uma sequência de vídeos tenebrosos publicada momentos antes do ataque, o assassino premedita o crime perverso, diz que vai arrancar a cabeça da vítima e afirma: “Não é psicopatia, isso é prazer. Por que eu vou transar com uma mulher se eu posso estuprar ela?”. Em outra gravação, ele aparece vestindo a “siege mask” (“máscara do cerco”, em tradução livre), acessório que se popularizou entre grupos neonazistas e terroristas de extrema direita, principalmente por meio de fóruns de discussão na internet.

Considerada a “face do fascismo do século 21” pelos próprios radicais, a máscara de caveira foi utilizada em ao menos quatro massacres em escolas do Brasil nos últimos anos. Na chacina que deixou sete mortos em Suzano (SP), no ano de 2019, em um colégio de Aracruz (ES) onde morreram três, no fim do ano passado, e no bairro da Vila Sônia, em São Paulo, onde uma professora foi morta, a siege mask estampava os rostos dos terroristas.

Atentados de Suzano, Aracruz e Vila Sônia todos têm algo em comum: a siege mask

O artefato assustador também cobriu a cara de criminosos na invasão ao Capitólio, em janeiro de 2021, nos EUA, e nos ataques golpistas ao Congresso brasileiro, dois anos depois. Bolsonaristas perigosos como a extremista Sara Winter e o grupo “300 do Brasil” costumavam usá-lo em protestos.

Sara Winter e terrorista em ato do 8 de janeiro usando a siege mask

A máscara vem de um personagem da franquia de jogos “Call Of Duty”, mas ganhou significado especial e se tornou um símbolo de identificação de simpatizantes neonazistas no mundo todo por obra do grupo norte-americano Atomwaffen Division. Trata-se de uma organização terrorista nascida em 2013 dentro de um fórum chamado Iron March, que foi extinto em 2017 e está ligado a mais de 100 assassinatos.

A marca registrada da Atomwaffen (que significa “armas nucleares” em alemão) é a siege mask. O grupo defende uma “guerra racial” para derrubar o governo dos EUA, com uso de táticas de guerrilha, criando um estado neonazista na América do Norte, chamado pelos membros de “etnoestado branco”. A Atomwaffen recruta jovens, muitos deles usuários de games, por meio da rede social Discord ou da plataforma de jogos online Steam.

Como relatou o ex-extremista neonazista Christian Picciolini, em entrevista ao site de notícias norte-americano Daily Beast, muitos dos integrantes da quadrilha são gamers, o que facilita a atração pela máscara. De acordo com especialistas em extrema direita, o item possui uma semelhança estética com o Totenkopf, símbolo da Waffen-SS, uma das paramilícias que atuavam na Alemanha nazista.

Membros da Atomwaffen Division utilizando a siege mask, símbolo do grupo extremista. Ao centro, sem máscara, o idealizador do grupo, James Mason

Na sociologia, a “mentalidade siege” é um sentimento compartilhado de vitimização e a crença de estar sob ataque constante. O termo, derivado da experiência real de defesas militares quando o batalhão está cercado, se transformou em um estado de espírito coletivo em que um grupo de pessoas acredita ser oprimido ou isolado pelas más intenções do resto do mundo. A máscara representa uma disposição para se engajar em táticas extremas de defesa.

O caráter neonazista do conceito tem origem na publicação do livro “Siege”, do neonazista americano James Mason. Idealizador da Atomwaffen, ele é considerado o “padrinho do terrorismo fascista” e tinha uma ligação com o serial killer Charles Manson. Siege é uma antologia com ensaios que promovem a criação de células terroristas clandestinas e sem liderança. É o guia do terrorismo fascista e, desde 2015, vem sendo muito consumido por neonazistas jovens. A máscara de caveira ganhou o nome de “siege mask” graças à coletânea de Mason.

James Mason, um dos fundadores da Atomwaffen e idealizador da “mentalidade siege”

A Atomwaffen e muitos dos grupos que surgiram nas páginas do Iron March se alinham à teoria do “aceleracionismo”. Embora tenha suas raízes em correntes filosóficas, o conceito foi deturpado e ganhou popularidade entre os neonazistas, no sentido de impor maior “velocidade” ao processo de destruição das estruturas de poder existentes, abrindo caminho para a revolução e a implementação de seu próprio regime baseado na supremacia branca.

Publicado em 1978 pelo escritor supremacista William Luther Pierce, o romance “O Diário de Turner” é considerado a obra fundadora da visão extremista acerca do aceleracionismo. Sob o pseudônimo Andrew MacDonald, Pierce narra uma revolução violenta nos EUA, que causa a derrubada do governo através de uma “guerra racial”, levando ao extermínio sistemático de não brancos e judeus. Isso acontece depois que o Estado (chamado de “O Sistema” no livro) confisca todas as armas de fogo dos cidadãos e estabelece leis que “limitam a liberdade de expressão”.

Segundo o FBI, o livro é a “Bíblia da direita racista”. No entanto, as autoridades dos EUA nunca fecharam o cerco contra o autor, tampouco tentaram banir a publicação. Por mais de 30 anos, William Luther Pierce foi um dos indivíduos de maior destaque do movimento nacionalista branco. Em 1974, fundou a organização supremacista Aliança Nacional, que ele liderou até sua morte, em 2002.

Capa do livro “O Diário de Turner” mostra casal de brancos armados sendo perseguidos pela “equality police” (“polícia da igualdade”)

Hoje, os princípios disseminados por esses autores, que manipularam ideias para se alinhar a suas próprias visões distorcidas e objetivos violentos, tomaram proporções absurdas e se tornaram a base do neonazismo e do terrorismo de extrema direita que motivam os ataques a escolas.

Entre 2019 e 2022, houve uma alta de 760% na ocorrência de violações neonazistas e antissemitas em escolas brasileiras, conforme um relatório do Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil. De janeiro do ano passado até março de 2023, o país registrou a média de um ataque por mês em escolas feitos com armas de fogo, sempre por alunos ou ex-alunos. É um aumento significativo em relação aos anos anteriores, quando a média era de dois ataques por ano desde 2002.

Como afirma o educador Daniel Cara, professor da USP, as ações governamentais “deveriam considerar os ataques às escolas casos de extremismo de direita — e não terrorismo”. Atualmente, na verdade, os dois parecem caminhar de mãos dadas.

Neto Carvalho tem projeto de desenvolvimento para Araioses e é justo apoiá-lo

Na manhã desta segunda-feira (19) tive um encontro com o empresário e líder político Neto Carvalho no seu escritório na cerâmica em São Bernardo.

Desde a desistência de Rosária Dias – então minha pré-candidata a prefeitura de Araioses – essa reunião estava destinada a ocorrer a qualquer momento. Assunto tratado inclusive com Eliomar Dias, o líder do grupo.

Na conversa que tivemos hoje, eu pude ver o quanto Neto, que lidera um respeitável grupo político em Araioses, está preparado para administrar o município, em caso de vitória no pleito de 2024.

Neto tem paixão e amor por Araioses e somente um sentimento tão forte como esse seria capaz de fazê-lo empreender e liderar essa luta de formação desse grupo – o que está longe de ser tarefa fácil – objetivando importante conquista.

Somarei forças junto ao seu grupo de comunicação, onde com os demais colegas faremos um trabalho para levar as araiosenses às ideias que permeiam esse projeto de governo, que objetiva tirar nossa cidade do mapa do atraso tornando-a um lugar desenvolvido e digno de se morar.

Temos muito trabalho a fazer nessa jornada que só está começando.

Maranhão tem maior valor médio da história do estado no Bolsa Família: R$725,75

Total de recursos repassados para pagamento do programa soma R$ 896 milhões. Adicional de R$ 50 a gestantes e dependentes de sete a 18 anos chega a 1 milhão de pessoas no estado

Cronograma de pagamento tem início na segunda (19) e segue até o dia 30          Foto: Roberta Aline (MDS)

Com mais de 1,23 milhão de famílias contempladas pelo Bolsa Família em junho, o Maranhão tem em junho o seu maior valor médio do benefício da história e o maior do Nordeste: R$ 725,75. O investimento federal no estado ultrapassa R$ 896,4 milhões (mais de R$ 100 milhões a mais em relação a maio) e os recursos chegam a lares dos 217 municípios. Os pagamentos têm início nesta segunda, 19/6, para beneficiários com final 1 no Número de Identificação Social (NIS), e seguem até o dia 30.

A novidade no programa e que justifica o aumento nos repasses é o início dos pagamentos do Benefício Variável Familiar, que assegura um adicional de R$ 50 a dependentes de sete a 18 anos e a gestantes integrantes da composição familiar. No Maranhão, são mais de um milhão de pessoas contempladas, a partir de um investimento de R$ 51,5 milhões. São 63.310 gestantes (R$ 3,13 milhões) e 986,11 mil crianças e adolescentes (R$ 48,38 milhões).

O Bolsa Família, por conceito, garante um valor mínimo de R$ 600 por beneficiário. Desde março, o programa já paga também o Benefício Primeira Infância, que garante um adicional de R$ 150 a cada criança de 0 a 6 anos na composição familiar. No Maranhão, são 566 mil crianças, por meio da transferência de mais de R$ 83,99 milhões.

Seis municípios do estado contam com mais de 20 mil famílias contempladas: São Luís (124.988), São José de Ribamar (30.993), Timon (30.516), Imperatriz (28.496), Chapadinha (24.231) e Bacabal (20.867). O município de Jenipapo dos Vieiras, com 3.038 famílias assistidas, tem o maior valor médio de benefício no Maranhão: R$ 823,46.

Infográfico 1 | Evolução do Benefício Médio, em valores nominais | Fonte: MDS

NACIONAL – O Bolsa Família atinge em junho dois patamares inéditos no país: pela primeira vez o valor médio do benefício supera a casa dos R$ 700 e chega a R$ 705,40. Os repasses do Governo Federal são os maiores já realizados: quase R$ 15 bilhões. O total de famílias manteve-se no patamar de maio: 21,2 milhões. O número de pessoas contempladas chega a 54,6 milhões.

O Benefício Variável Familiar, que assegura o adicional de R$ 50 a dependentes de sete a 18 anos e a gestantes, chega a 15,7 milhões de contemplados em junho, a partir de um investimento de R$ 766 milhões. Nesse universo estão 943 mil gestantes (investimento de R$ 46 milhões) e 14,8 milhões de crianças e adolescentes (R$ 720 milhões).

Ao Benefício Variável Familiar soma-se o Benefício Primeira Infância, que desde março já garante um adicional de R$ 150 a cada criança de zero a seis anos na família. São 9,12 milhões de crianças nessa faixa etária em junho, que demandam um investimento de R$ 1,3 bilhão.

REGIÕES – O Nordeste concentra o maior número de beneficiários. Em junho, mais de 9,74 milhões de famílias da região recebem o auxílio no valor médio de R$ 696,76. O investimento federal para os nove estados supera R$ 6,79 bilhões. Os recursos chegam aos 1.794 municípios.

Em seguida aparece o Sudeste, com 6,32 milhões de famílias contempladas em seus 1.668 municípios dos quatro estados. Serão transferidos R$ 4,42 bilhões, que asseguram um valor médio de R$ 700,26.

O Norte reúne 2,58 milhões de famílias no programa. Elas recebem um benefício médio de R$ 740,37 (o maior do país), distribuído em todos os 450 municípios dos sete estados, com um aporte de R$ 1,9 bilhão. O Sul soma 1,42 milhão de famílias beneficiárias. Os recursos, de R$ 1,01 bilhão, chegam aos 1.191 municípios e asseguram um valor médio de R$ 711,28.

Já a Região Centro-Oeste tem 1,13 milhão de famílias contempladas, resultado de um investimento federal de R$ 814,92 milhões. O benefício médio a ser pago em todos os 466 municípios dos quatro estados, além do Distrito Federal, é de R$ 721,16.

Infográfico 2 | Distribuição dos recursos por UF e por região | Fonte: MDS

ESTADOS – No recorte por Unidades da Federação, São Paulo é o estado com maior número de famílias assistidas. São 2,575 milhões, com repasses superiores a R$ 1,82 bilhão e benefício médio de R$ 707,27. Na sequência aparece a Bahia, com 2,569 milhões de famílias contempladas, resultado de um investimento de R$ 1,76 bilhão. Apenas São Paulo e Bahia têm mais de dois milhões de famílias contempladas em todo o país.

Outros seis estados reúnem mais de um milhão de famílias beneficiárias em junho: Rio de Janeiro (1,82 milhão), Pernambuco (1,67 milhão), Minas Gerais (1,61 milhão), Ceará (1,49 milhão), Pará (1,35 milhão) e Maranhão (1,23 milhão).

COMPOSIÇÃO – A predominância no Bolsa Família é de famílias monoparentais femininas e com filho ou filhos, característica presente em mais de 10,14 milhões de lares, ou 47,81% das famílias assistidas. No programa, 17,3 milhões das famílias têm como responsável uma mulher (81,5%). No recorte por raça ou cor, 40 milhões de beneficiários se identificam como pretos ou pardos: 73,4%.

AUXÍLIO GÁS – Em todo o país são atendidas mais de 5,62 milhões de famílias com o Auxílio Gás, com um benefício de R$ 109. O investimento federal é de mais de R$ 612,9 milhões. No Maranhão, 328.426 famílias receberão o benefício. Para isso, os repasses federais ultrapassam R$ 35,79 milhões.

Fonte: Secom/PR

Carlos Lula reage com veemência contra lei que protege políticos

Carlos Lula critica lei que protege políticos

Por Ribamar Corrêa

Repórter Tempo – “Políticos não são castas superiores à sociedade para acharem que merecem esse tipo de proteção da Legislação Federal”. A frase resume a reação indignada do deputado Carlos Lula (PSB) condenando a aprovação, pela Câmara Federal, do Projeto de Lei 2720/23, que tipifica como crime discriminar políticos e réus em processos sem trânsito em julgado, instituindo pena de 2 a 4 anos de prisão e multa.

Com a autoridade de advogado de larga reputação, que atua em vários campos do direito, a começar pela seara eleitoral, o deputado Carlos Lula avalia o projeto como um grave equívoco, uma vez que afasta ainda mais a sociedade civil dos políticos.

“Ele (o PL) criminaliza a discriminação de pessoas politicamente expostas. No seu projeto original, criminalizava, inclusive, a conduta de criticar políticos ou criticar pessoas politicamente expostas. A gente tem dois equívocos absurdos nesse projeto que foi, infelizmente, aprovado na Câmara dos Deputados, ontem, e que agora segue para o Senado”, assinalou Carlos Lula.

Vale lembrar que o PL nº 2720-23 é de autoria da deputada federal Dani Cunha (União-RJ), filha de Eduardo Cunha, condenado a 16 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, e que entrou para a história como um dos mais controversos políticos da história do Brasil neste século.  Este ano, a decisão foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Em Tempo: O projeto é de autoria da deputada Dani Cunha (União-RJ), filha de Eduardo Cunha, condenado a 16 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Este ano, a decisão foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

60% da água da rede de abastecimento é desperdiçada, no Maranhão, segundo relatório do Instituto Trata Brasil

Processo de desaproveitamento de água, no estado, é considerado um dos mais críticos do país.

Com baixo nível, Lagoa da Jansen possui mais esgoto do que água; moradores reclamam do mau cheiro — Foto: Neto Cordeiro/ Grupo Mirante

Por g1 MA — São Luís

O desperdício de água, com perdas no processo de abastecimento, é reclamação constante entre a população de diversos municípios maranhenses. Vazamentos visíveis ao longo das redes de abastecimento, extravios durante o transporte e distribuição de água e o mau uso da água em residências são alguns dos problemas que compõem o cenário de crise hídrica, em São Luís.

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Trata Brasil, organização que monitora o saneamento básico e o abastecimento de água no país, a capital maranhense apresenta um índice de 60,7% na perda de água, durante o processo de abastecimento.

A taxa de desperdício de água foi divulgada em pesquisa realizada em 2021. No Maranhão, o desaproveitamento de água potável, segundo o órgão, corresponde a 59%.

“Isso equivale, só de perdas, a algo em torno de São José de Ribamar e parte de Paço do Lumiar. Vale lembrar que São José de Ribamar é a terceira população do estado do Maranhão. Passados os anos, as companhias de saneamento; as concessionárias públicas, não modificaram esse quadro”, disse o engenheiro civil e sanitarista, Lúcio Macedo, ao alertar para a quantidade de água desperdiçada diariamente, na capital e no estado.

Mau uso da água potável no Maranhão

Os índices de desperdício de água potável, no Maranhão, são maiores que a média nacional, quantificada em 40,3%. O estado ocupa a quinta posição no ranking nacional de desperdício de água durante o processo de abastecimento, e São Luís está situada entre as 100 cidades brasileiras onde o problema é mais grave.

Operam, no estado, quatro concessionárias no setor hídrico: a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), responsável por 138 municípios; o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), que abastece outros 76 municípios; a Aegea, encarregada do abastecimento da cidade de Timon; e a BRK, com atuações nos municípios de Paço do Lumiar e São José de Ribamar.

“É preocupante, inclusive, para a própria companhia, porque ela nos indica, primeiro, que nós estamos água com suficiência, e, segundo, que nós temos que ter o cuidado, tanto quanto o mau uso, como também com as perdas que temos em nosso sistema”, explicou o presidente da Caema, Marcos Aurélio Freitas, ao avaliar os problemas e os desafios da companhia em solucionar os problemas referentes ao desaproveitamento de água em solo maranhense.

Desperdício de água e atribuições do Marco Legal do Saneamento Básico

O cenário de perda de água, em São Luís, contrasta com as atribuições estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento Básico, aprovado em 2020, cuja determinação avaliza a universalização do acesso à água em todos os municípios brasileiros, até 2033. Contudo, a partir de um levantamento utilizado para a elaboração do plano diretor da capital, entre os 350 bairros de São Luís, ao menos 150 são considerados áreas invadidas, com a prevalência do segundo maior fator de desperdício de água identificado na cidade: instalações ilegais.

“Nós temos que reverter este quadro. É uma necessidade para a saúde pública e, principalmente, para a higiene, para coibir as doenças de veiculação hídrica, porque, não havendo água suficiente nas comunidades mais carentes, a população busca fontes alternativas, principalmente através de poços perfurados em pequena profundidade, que, normalmente, são motivos de doenças, principalmente as diarreias e as parasitoses”, concluiu Lúcio Macedo, ao observar os perigos na manutenção do desperdício de água.

O que diz o poder público

A BRK, responsável pelo serviço de abastecimento de água em Paço do Lumiar, Raposa e São José de Ribamar, disse que continuamente tem equipes para detectar vazamentos não visíveis e reparo de pontos de vazamento.

A empresa disse também que moderniza o sistema de abastecimento utilizando tecnologia que controla os vazamentos, faz a substituição de tubulações antigas e controle de pressão da água.

Lobby militar nos parlamentos fere democracia, alertam especialistas

Para especialistas, Forças Armadas mais parecem um Poder de Estado

(Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Por Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil – Brasília

Uma pesquisa revelou que as três Forças Armadas brasileiras possuem até 115 servidores dedicados ao lobby dentro dos parlamentos brasileiros. A Marinha tem 12 servidores, a Aeronáutica, 10 militares e o Exército 93 pessoas dedicadas “a defender os interesses da Força junto aos parlamentares brasileiros”, segundo o levantamento. No caso do Exército, a maior parte está espalhada pelos estados e municípios das oito regiões militares brasileiras.

Como comparativo, as assessorias parlamentares ligadas aos comandantes das Forças que estão em Brasília, excluindo os servidores ligados ao Ministério da Defesa e as assessorias locais, têm 36 servidores nas assessorias parlamentares, número três vezes maior que o do Ministério da Educação, que tem 10 funcionários para se relacionar com todo o Congresso Nacional.

O boletim O Lobby dos Militares no Legislativo, produzido pelo Instituto Tricontinental de Pesquisa Social, aponta que esse é apenas um dos aspectos da tutela militar sobre a política brasileira. “Enquanto a tutela permanecer, não teremos plena democracia no Brasil”, reforça.

Essas estruturas estão ligadas diretamente aos comandantes das Forças Armadas, desfrutando de “completa autonomia para o estabelecimento das suas relações parlamentares diante do poder político a que devem subordinação: o Ministério da Defesa e a Presidência da República”. Já o Ministério da Defesa tem uma Assessoria Parlamentar (Aspar) com 13 funcionários (5 civis e 8 militares). Número considerado pelos autores como “pífio quando comparado aos mais de 100 militares designados para a função de lobistas” que são ligados aos comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica.

Ou seja, o lobby ligado aos comandantes é 715% superior à assessoria parlamentar do Ministério de Defesa. “Se, por um lado, esse quadro auxilia na compreensão das dificuldades dos parlamentares para contrariar interesses das FFAA, por outro, é um excelente indicador da ampla autonomia que a instituição militar possui”.

Para Rodrigo Letz, as Forças Armadas têm estrutura próxima a de poder de estado – Arquivo pessoal

Um dos pesquisadores do estudo ouvido pela Agência Brasil, o professor de Ciências Políticas da UnB Rodrigo Letz, estuda o pensamento político do militar brasileiro. “A maior relevância do estudo é a revelação concreta, a partir de dados, de que cada Força tem uma grande estrutura, muito equiparada a um poder de Estado, completamente autônomo ao poder político, não subordinado ao poder civil, que é oriundo do poder popular”. Para Letz, nas democracias, as relações institucionais da burocracia devem ser feitas pelo poder político, ainda mais se tratando de militares.

Para o secretário-executivo do Instituto Vladmir Herzog, Rogério Sottili, o estudo reforça a tese de que os militares no Brasil formam uma elite com grande poder político. O Instituto Vladimir Herzog trabalha para “reforçar e defender de forma irrestrita os valores de democracia e direitos humanos”, levando o nome do famoso jornalista assassinado durante a última ditadura civil-militar (1964-1985).

Para Sottili, apenas o Ministério da Defesa teria que ter assessoria parlamentar para defender os interesses das Forças Armadas. “Isso é legítimo. O problema é ter as três Forças atuando de forma totalmente independente do ministério, do Estado brasileiro e do governo. O que configura uma autonomia inaceitável”. O especialista alerta que essas estruturas institucionalizam um poder paralelo dentro do Estado, além de construir “um caminho para a manutenção dos militares na política”.

Militares nos Parlamentos 

O estudo do Instituto Tricontinental apurou ainda o perfil dos militares no Congresso Nacional. Foram identificados 23 deputados federais e 2 senadores eleitos em 2022, representando 2,5% do total de cadeiras. Apesar de serem minoria, o boletim considera que “os parlamentares-militares são referência na difusão dos valores e interesses corporativos no processo legislativo, encontrando ressonância na tomada da decisão política nacional”. Desses, 5 são das Forças Armadas, 16 das Polícias Militares e 2 de Corpos de Bombeiros. Apenas um dos parlamentares é do sexo feminino.

Rogério Sottili destaca que o perfil ideológico revela o resultado da eficiência do lobby dos militares no Congresso- Arquivo pessoal

Todos os parlamentares-militares são do espectro político-ideológico identificado com a direita, segundo o levantamento. O PL tem 14 parlamentares eleitos, seguido pelo Republicanos (6), União Brasil (2), Patriota (2), Avante (1), Podemos (1), PSD (1) e Progressistas (1).

 

O representante do Instituto Herzog, Rogério Sottili, destaca que o perfil ideológico revela o resultado da eficiência do lobby dos militares no Congresso. “A maioria deles participando de comissões estranhas ao interesse da corporação, ao interesse dos militares. A maioria atua em comissões de agricultura”, pontua.

Emendas Parlamentares 

Um dos objetivos das assessorias militares nos parlamentos é o de “facilitar a transmissão de informações sobre emendas parlamentares”. Segundo a pesquisa, as assessorias são eficientes nesse aspecto. Entre 2010 e 2021, a média anual em emendas parlamentares foi de R$ 143,3 milhões, com um pico de recursos obtidos em 2015 (R$ 394,5 milhões).

Lobby militar nos parlamentos fere democracia, alertam especialistas                 Arte: Instituto Tricontinental de Pesquisa Social

“O pico (de emendas) se deu em um período de crise entre Legislativo e Executivo. Isso indica que os parlamentares, um poder, estabeleceu uma espécie de moeda de troca política com uma instituição central na República que é o Exército a partir de distribuição de emendas parlamentares. Isso do ponto de vista democrático é absolutamente grave”, avalia o pesquisador do Instituto Tricontinental, Rodrigo Letz.

A Agência Brasil procurou o Ministério da Defesa e aguarda retorno.

Luisão poderá não disputar a reeleição; Plano B de Luciana Trinta

Vereador Luisão poderá não disputar a reeleição

Tive de um amigo a informação de que o vereador Luís Fernando Marão Felix (Luisão), não pretende disputar a reeleição em 2024.

Ouvi, não questionei, apenas disse que achava que isso só ocorreria se Luisão fosse disputar o cargo de prefeito, numa improvável desistência – mas não impossível – de Luciana Trinta desistir da disputa não por vontade própria, mas forçada por alguma decisão judicial.

Porém precisava ouvir do próprio Luisão sua opinião sobre o fato e para isso procurei-o na Câmara de Vereadores, após a sessão dessa terça-feira (13), para falar sobre o assunto.

Luisão me disse que realmente está desmotivado para ir para a reeleição. O fato de não poder – como vereador – realizar muitas coisas, pode pesar numa não descartável desistência.

Em outras palavras, Luisão topa sim disputar um mandato de prefeito, caso a irmã seja impedida.

Poder ser improvável, mas diante do que se sabe até agora Luisão poderá vim a ser o Plano B de Luciana.

Se já existe esse entendimento entre os dois nem por adivinhação poderemos saber.

‘Há elementos suficientes para botá-lo na cadeia’, diz Helena sobre militar que tramou golpe com Mauro Cid

Jornalista também cobrou que a CPMI dos Atos Golpistas investigue o coronel, mas alertou para ‘algo muito estranho que parece estar acontecendo com essa CPMI’

Helena Chagas e Jean Lawand Júnior (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | Exército Brasileiro)

Brasil 247 – A jornalista Helena Chagas cobrou pelo Twitter nesta sexta-feira (16) a prisão do coronel de artilharia e ex-subchefe do Estado Maior do Exército Jean Lawand Junior, flagrado em conversas golpistas com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL).

“Esclarecedoras e estarrecedoras as mensagens do celular do coronel Cid que a Veja da semana traz. Nelas, o subchefe do Estado Maior do Exército, coronel Lawand Júnior, implora que Bolsonaro dê a ordem para o golpe. Cid responde que o PR [presidente] não tinha o apoio do Alto Comando — e que não confiava em seus generais. São elementos suficientes para botar golpistas como Lawand na cadeia. Mas parece que ele está em Washington”, escreveu Helena. Segundo Tales Faria, do UOL, o presidente Lula (PT) já determinou a demissão de Lawand.

A jornalista cobrou também que a CPMI dos Atos Golpistas investigue os diálogos entre o coronel e Cid, mas alertou para “algo muito estranho” no âmbito do colegiado. “No mínimo, isso é material para investigação da CPMI dos atos golpistas… Mas algo muito estranho parece estar acontecendo com essa CPI. Estranho por que? Depois de os governistas aprovarem sua lista de convocados, o presidente da CPMI, Arthur Maia, posta sua contrariedade porque não aprovaram as convocações do outro lado — G.Dias, Dino. E disse que vai dar um jeito de fazer isso. Ora, não aprovou porque não teve votos. E ele, como presidente, não está lá para fazer o jogo dos golpistas-bolsonaristas. Estranho, muito estranho…”.

Exército suspende nomeação de coronel para posto nos EUA após revelação de conversas com Cid

A pedido de Lula, Lawand Junior deixou missão nos EUA e terá que esclarecer a conversa

O coronel Jean Lawand Júnior. Foto: Reprodução

Por Caíque Lima/DCM

O Exército suspendeu a nomeação do coronel Jean Lawand Júnior para posto diplomático nos Estados Unidos após descoberta de conversas golpistas. Ele planejou um golpe de Estado junto de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. A informação é do Blog do Valdo Cruz no g1.

O comandante do Exército, general Tomás Paiva, tomou a decisão durante reunião com o presidente Lula e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. Eles avaliam que o militar não tinha mais condições para assumir um posto na representação diplomática do Brasil nos Estados Unidos como assessor do adido militar em Washington.

Atualmente, Lawand é gerente de projetos da Secretaria de Projetos Estratégicos do Exército e aguardava a oficialização da nomeação para o posto no exterior, que já havia sido definida, mas foi revogada.

Em conversas com Mauro Cid após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022, ele insistiu para que o então auxiliar pedisse ao presidente “dar a ordem” para um golpe. “Pelo amor de Deus, Cidão. Pelo amor de Deus, faz alguma coisa, cara. Convence ele a fazer. Ele não pode recuar agora. Ele não tem nada a perder. Ele vai ser preso. O presidente vai ser preso. E, pior, na Papuda, cara”, afirmou na ocasião.

Lula já havia manifestado, nos bastidores, seu desejo de que o coronel fosse imediatamente afastado. Ele também solicitou que Múcio e Tomás Paiva avaliem as fileiras do Exército e afastem os soldados envolvidos com qualquer atividade golpista.

Confira os eleitos para a nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão

A deputada estadual Iracema Vale (PSB) foi reeleita de forma unânime para o comando da Casa.

Nova mesa diretora eleita para o biênio 2025-2026.                                                                 (Foto: Reprodução/Tv Assembleia)

O Imparcial – Nesta sexta-feira (16) foi realizada a eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão. A presidente da Assembleia, deputada estadual Iracema Vale (PSB), foi reeleita, de forma unânime, para o comando da Casa. A sessão começou por volta das 11h40.

A parlamentar coordenou a chapa “É tempo de unidade”, que também recebeu os votos de todos os 42 parlamentares.

Em discurso logo após a proclamação do resultado, Vale agradeceu o espírito de desprendimento e de unidade dos colegas deputados e afirmou que a recondução ao cargo “é uma espécie de valorização do meu trabalho”.

“Vou trabalhar todos os dias para não decepcionar a Assembleia Legislativa do Maranhão”, declarou.

A presidente reeleita também exaltou o trabalho dos servidores da Casa.

“Nós temos feito um trabalho muito conjunto, muito compartilhado com todos. Então, eu agradeço à Mesa que está eleita, porque não é fruto só do meu trabalho, é do nosso trabalho. E agradeço aos servidores desta Casa, a todos os servidores que têm se esmerado, têm dado seu melhor. A gente tem tido um apoio, dedicação, esforço, e isso tem sido visto pelo povo do Maranhão”, completou.

Além de Iracema Vale na presidência, foram eleitos para Mesa Diretora da Assembleia os deputados:

Júlio Mendonça (PCdoB), na 1ª vice-presidência:

Hemetério Weba (PP), na 2ª vice-presidência;

Fabiana Vilar (PL), na 3ª vice-presidência;

Andreia Rezende (PSB), na 4ª vice-presidente;

Antônio Pereira (PSB), como 1º secretário;

Roberto Costa (MDB), como 2º secretário;

Osmar Filho (PDT), como 3º secretário

Guilherme Paz (Patriotas), como o 4º secretário.

A deputada Drª Viviane (PDT) será a nova Procuradora da Mulher da Casa. Alguns parlamentares realizaram voto por meio de videoconferência. A nova Mesa Diretora assume em fevereiro de 2025.

Minha Casa, Minha Vida começa a fazer contratações de novos projetos

Portarias serão publicadas nesta sexta no Diário Oficial da União

(Divulgação)

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

O programa Minha Casa Minha Vida começa a fazer contratações para novos projetos de unidades habitacionais a partir desta sexta-feira (16). O anúncio foi feito pelo ministro das Cidades, Jader Filho, em evento na cidade do Rio de Janeiro.

Segundo o ministro, as primeiras portarias do programa foram assinadas na quinta-feira (15) e serão publicadas na tarde desta sexta, no Diário Oficial da União. “Com isso, os prefeitos, os empresários já podem começar a cadastrar seus projetos para que a gente possa começar a fazer as novas contratações do Minha Casa Minha Vida”, disse.

Jader Filho explicou que, neste primeiro momento, só serão aceitos projetos contratados com recursos do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).

“Na semana que vem, a gente assina o do rural [destinado a famílias da zona rural] e, logo posterior a isso, o das entidades [voltada para famílias organizadas de forma associativa]. Acredito que, até o final da semana que vem, todas as portarias estarão assinadas”.

O ministro explicou ainda que, das quase 83 mil unidades que estavam paralisadas quando o atual governo assumiu, no início do ano, 15 mil já foram retomadas. A previsão é retomar outras 25 mil até o fim do ano.

Maranhense, que inspirou o filme ‘Pureza’, recebe prêmio internacional Award por sua contribuição na luta contra a escravidão e o tráfico de pessoas

O prêmio foi entregue pelo governo dos Estados Unidos da América, em Washington. Pureza é primeira mulher brasileira a receber a honraria.

Maranhense Pureza Lopes Loyola (Imagem retirada do documentário ‘Pureza: uma mulher contra o trabalho escravo’ do programa educacional Escravo, Nem Pensar! da ONG Repórter Brasil. — Foto: Reprodução/Escravo, Nem Pensar!

Por g1 MA e TV Mirante

A maranhense Pureza Lopes Loyola, que inspirou a história contata no filme ‘Pureza’, que que conta a história de uma mãe que resgatou o filho do trabalho escravo contemporâneo, recebeu, nesta quinta-feira (15), o prêmio internacional Award, pela sua contribuição na luta contra a escravidão e o tráfico de pessoas.

O prêmio foi entregue pelo governo dos Estados Unidos da América, em Washington. Pureza é primeira mulher brasileira a receber a honraria.

Dona Pureza, como é conhecida, se tornou referência no Brasil e no mundo por lutar contra a escravidão ao procurar o filho mais novo, Abel, que saiu de casa para trabalhar em um garimpo, em 1996.

A maranhense arrumou um emprego em uma fazenda e testemunhou o tratamento brutal de trabalhadores rurais escravizados. Depois de três anos de muita peregrinação, a mãe conseguiu localizar e resgatar o filho no interior do Pará.

Essa história de luta e coragem foi parar no cinema com direção de Renato Barbieri e com a atriz Dira Paes no papel de Pureza. O filme ‘Pureza’ recebeu quase trinta prêmios em festivais nacionais e internacionais de cinema.

Pureza estreia nos cinemas: Filme conta a história da maranhense que lutou para livrar o filho do trabalho escravo contemporâneo — Foto: Divulgação

Na próxima segunda-feira (19), o filme Pureza será exibido pela primeira vez na TV aberta, na sessão Tela Quente, da Rede Globo. A Tela Quente vai ao ar depois da novela das 9h, ‘Terra e Paixão’.

O filme ‘Pureza’ conta a história da maranhense Pureza, que durante três anos enfrentou diversos perigos e obstáculos para encontrar seu filho caçula, Antônio Abel, que tinha ido ao Pará em busca da sorte no garimpo.

Saiba mais: Pureza estreia nos cinemas: Filme conta a heroica história da maranhense que lutou para livrar o filho do trabalho escravo contemporâneo

A luta de Dona Pureza a tornou um símbolo do combate ao trabalho escravo contemporâneo e agora a história dela chega aos cinemas, sendo interpretada pela atriz Dira Paes. O longa é dirigido por Renato Barbieri e produzido por Marcus Ligocki Jr.

A saga de Pureza

Pureza Lopes Loyola, que foi a inspiração do filme ‘Pureza’, é uma maranhense, nascida na cidade de Presidente Juscelino, município a 85 km de São Luís. Depois ela se mudou para Bacabal, a 240 km da capital, por causa do marido. Mas o casamento chegou ao fim, e dona Pureza ficou com cinco filhos para criar.

Para sobreviver, ela e os filhos trabalhavam em uma olaria e com a venda de tijolos. Evangélica, ela alfabetizou-se aos 40 anos com o objetivo de ler a Bíblia.

Em 1993, a vida de Pureza tomou um rumo inimaginável. Depois de meses sem receber notícias do filho caçula, Antônio Abel, que tinha ido para o Estado do Pará em busca da sorte em um garimpo, Pureza decidiu seguir seu rastro. Ela saiu de casa apenas com a roupa do corpo, uma bolsa, sua Bíblia e uma foto do filho Abel.

Em busca de Abel, Pureza desafiou fazendeiros e jagunços para resgatar o filho da escravidão contemporânea na Amazônia brasileira. Ela se infiltrou em fazendas como cozinheira e descobriu um perverso sistema de aliciamento e escravidão de trabalhadores, que eram ‘contratados’ com falsas promessas, para derrubar grandes extensões de mata nativa a fim de converter a área em pastagem para o gado.

De fazenda em fazenda, Pureza conheceu de perto o drama dos peões e se tornando amiga e confidente de muitos trabalhadores. Ela conheceu o esquema dos empregadores, que confiscavam os documentos de identidade dos empregados e os tornavam totalmente dependentes dos encarregados para obter roupa, comida e produtos básicos. Pureza também ouviu relatos de trabalhadores que poderiam ser mortos se tentassem se rebelar ou fugir.

Após conseguir fugir do cárcere privado, dona Pureza decidiu agir e denunciou a situação dos trabalhadores. Com a ajuda da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Pureza entrou em contato com o Ministério do Trabalho e o Ministério Público do Trabalho no Maranhão, no Pará e em Brasília. A mãe chegou a escrever cartas para três presidentes da República: Fernando Collor, Itamar Franco (o único que lhe respondeu) e Fernando Henrique Cardoso. Até hoje, ela guarda uma cópia de cada uma dessas cartas.

O reconhecimento da história heroica da luta de Pureza para encontrar Abel fez com que, em 1995, fosse criado o primeiro grupo especial móvel de fiscalização para fazer cumprir a lei e garantir os direitos trabalhistas em todo o território nacional. Do ano de criação até 2021, esse grupo conseguiu libertar mais de 57 mil trabalhadores em condições análogas à escravidão.

Além do grupo, a luta de Pureza também fez com que ela recebesse, em 1997, em Londres, o Prêmio AntiEscravidão da Anti-Slavery International, a mais antiga organização de combate ao trabalho escravo em atividade no mundo.

Atualmente, Abel vive na cidade de Bacabal com dona Pureza e a família.

O filme que relata essa história heroica já foi exibido nos principais cinemas do Brasil.

Cena do filme ‘Pureza’, com Dira Paes. — Foto: Divulgação / Downtown Filmes

Petrobras reduz preço da gasolina em 4,66% para distribuidoras

Litro passará a custar R$ 2,66 a partir desta sexta-feira

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (15) a redução de R$ 0,13 no litro da gasolina vendida a distribuidoras de combustíveis. Com a queda do preço, de 4,66%, o litro passará a custar R$ 2,66 a partir desta sexta-feira (16).

Como a gasolina vendida nas bombas tem adição de 27% de etanol anidro, a parcela do preço da Petrobras no preço do combustível vendido nos postos de gasolina será de R$ 1,94 por litro.

Segundo a Petrobras, caso os demais agentes da cadeia do combustível (distribuidoras e postos) mantenham os valores de suas parcelas, o preço médio ao consumidor final poderá atingir R$ 5,33 por litro, com base na última pesquisa feita pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Destaca-se que o valor efetivamente cobrado ao consumidor final no posto é afetado também por outros fatores como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro da distribuição e da revenda”, diz a empresa em nota.

De acordo com o comunicado, “a redução do preço da Petrobras tem como objetivos principais a manutenção da competitividade dos preços da companhia frente às principais alternativas de suprimento dos seus clientes e a participação de mercado necessária para a otimização dos ativos de refino em equilíbrio com os mercados nacional e internacional”.