Não sei ainda aonde isso vai dar, mas não dar para ver tudo acontecer e nada dizer.
Há mais de quatro décadas que acompanho a política de Araioses e nunca vi nada igual ao que ocorre nessa reta final de campanha de candidatos a deputado estadual e federal, em nosso município.
Por todos os lugares que se anda – seja aqui na sede da cidade ou em povoados da zona rural – se vê sinais da presença, através de propaganda visual em veículos de todos os modelos e tamanhos, com candidatos, onde parte deles já são velhos conhecidos do eleitorado araiosense e outros, que não se sabe nem de que buraco saíram.
O que se sabe como cristalina verdade é que boa parte deles já receberam votos dos eleitores de Araioses em outras eleições e nada fizeram pelo município.
Entre eles tem quem já se perdeu até a conta dos mandatos que já conquistaram, também com votos daqui, mas que depois nada fizeram por nós – nem mesmo uma pequena emenda, para construir um poço artesiano em algum povoado, onde abastecimento d’água é uma das carências.
Para se ter uma ideia da promiscuidade que está ocorrendo, tem liderança que está apoiando três candidatos a deputado estadual. Nem a prefeita Luciana Trinta tem tamanha ousadia.
O que também se fala é que após o pleito vai ter candidatos – os que não forem eleitos serão os mais perigosos – que vão querer de volta o dinheiro que investiram onde não apareceram os votos.
Afinal, um líder político araiosense – com muita experiência em eleição para deputado – estava comentando recentemente numa mesa de bar, que o eleitor não estava mais querendo saber de 100 reais, que queria muito mais…
Essa geração de hoje nem sabe que no passado os eleitores de Araioses se dividiam nesses períodos eleitorais em dois candidatos a deputado estadual e dois candidatos a deputado federal, onde cada dupla era apoiada por uma das correntes (ou alas) da política local, sendo que as últimas foram lideradas pelo ex-prefeito Zé Tude e pelo padre Flávio de Sousa Barros, ambos já falecidos.
Sinal dos tempos?

