Sedihpop e Coetrae homenageiam mulheres que lutam no enfrentamento ao trabalho escravo no Maranhão

André Rebouças, Luiz Gama, José do Patrocínio, Francisco José do Nascimento, Joaquim Nabuco e Rui Barbosa. Esses são nomes que se destacam na luta abolicionista no Brasil. Nomes de homens facilmente encontrados em pesquisas simples. Mas a luta abolicionista foi construída com inúmeras mãos, algumas invisibilizadas.

Não é novidade que as mulheres são apagadas nesses processos de luta e defesa de direitos, mesmo quando estão na linha de frente ou quando são suporte no dia a dia e no caso específico da luta contra escravidão, para esconder os escravos que fugiam.

Adelina Charuteira, Maria Tomásia Figueira Lima, Dandara Palmares, Anastácia, Luiza Mahin, Tereza de Banguela, Aqualtune, Zeferina, Maria Felipa de Oliveira, Acotirene, Rainha Tereza do Quariterê, Mariana Crioula, Esperança Garcia, Eva Maria de Bonsucesso, Maria Aranha, Na Agontimé, Tia Simoa, Zacimba Gamba e Maria Firmina dos Reis. Esses são nomes de mulheres que com coragem e inteligência lutaram por liberdade e dignidade da população brasileira escravizada.

Em reconhecimento ao papel delas, no mês da mulher e em homenagem a Maria Firmina dos Reis, romancista abolicionista maranhense, a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop), por meio da coordenação de Combate ao Trabalho Escravo e ao Tráfico Humano e em parceria com a Comissão para a Erradicação do Trabalho Escravo no Maranhão (COETRAE/MA), irá destacar a luta de mulheres que atuam no enfrentamento ao trabalho escravo Maranhão. Será na sexta-feira (11), data marcada pelo aniversário da escritora de Úrsula, considerado o primeiro romance brasileiro a abordar o combate às práticas escravistas.

O titular da Sedihpop, Francisco Gonçalves, comentou o evento: “Essa homenagem tem uma força simbólica muito grande, especialmente, pela forma que pensamos nele: no mês de março, em homenagem a Maria Firmina e para destacar as mulheres que atuam pelos direitos humanos, pela vida, pelo trabalho digno. Fico feliz que iremos agradecer essas mulheres e na figura de Maria Firmina, todas as outras que também lutaram por um mundo mais justo e digno para todos. Assim, convido a todos que se façam presentes, porque é o começo de um ciclo de ações de fortalecimento da política de enfrentamento a este crime, que é um crime contra a humanidade”.

No evento será assinado um pacto de renovação dos compromissos do Governo do Estado, por meio de suas secretarias e órgãos dos três poderes, em manter e ampliar a política de erradicação ao trabalho escravo no Maranhão.

Além disso, o evento marcará o início da Caravana da Liberdade, que tem como objetivo municipalizar as políticas de enfrentamento e prevenção ao trabalho escravo com ações educativas e de fortalecimento da sociedade civil local. Na edição de 2022, o evento ocorrerá, na primeira etapa, nas cidades de Caxias, Codó, Timbiras, Açailândia e Bom Jesus das Selvas, entre os dias 15 e 25 de março. O evento ocorrerá de forma presencial, no Edifício João Goulart, às 16 horas. E será transmitido pelo nosso canal do Youtube “Direitos Humanos Maranhão”.

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