Petrobras ignora Bolsonaro e aumenta gasolina em 18,8% e diesel em 25%

Jair Bolsonaro, Silva e Luna e Flávio Bolsonaro na Gaslub, da Petrobras, no Rio. Créditos: Alan Santos/PR

Por Plinio Teodoro/Revista Fórum

Após admitir que a alta dos combustíveis está atrelada à política de paridade de preço internacional (PPI) do petróleo, Jair Bolsonaro (PL) perdeu a batalha eleitoreira para tentar segurar os preços e a Petrobras anunciou aumento de 18,8% na gasolina e 24,9% no diesel.

O reajuste passa a valer a partir desta sexta-feira (11). O  preço médio de venda da gasolina da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro. Para o diesel, o preço médio vai de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro.

O valor do GLP (gás liquefeito de petróleo), o chamado gás de cozinha, também sobe. O preço médio de venda do insumo passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg, refletindo reajuste médio de R$ 0,62 por kg.

“Após serem observados preços em patamares consistentemente elevados, tornou-se necessário que a Petrobras promova ajustes nos seus preços de venda às distribuidoras para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento”, disse a empresa em nota.

A Petrobras justifica a alta justamente por causa da política de dolarização adotada no governo Michel Temer (MDB) e mantida por Bolsonaro.

“A redução na oferta global de produto, ocasionada pela restrição de acesso a derivados da Rússia, regularmente exportados para países do ocidente, faz com que seja necessária uma condição de equilíbrio econômico para que os agentes importadores tomem ação imediata, e obtenham sucesso na importação de produtos de forma a complementar o suprimento de combustíveis para o Brasil”, diz na nota.

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