Por Fernando Brito, editor do TIJOLAÇO

A nova rodada de pesquisa da CNT – realizada pelo MDA de forma presencial com 2 mil pessoas e menos sujeita a distorções que as telefônicas – não traz muitas novidades, como a demais, exceto por colocar uma questão: pode ser que a estabilidade e até uma pequena “alta” de Jair Bolsonaro possa ter acontecido em razão do “chabu” cada vez mais evidente da candidatura de Sérgio Moro, que aparece em quarto lugar, com 6,4% das intenções de voto, atrás de Ciro Gomes e com a maior variação (-2,5%) em reação ao levantamento anterior, realizado em dezembro.

As más notícias para a campanha do ex-juiz não param aí. A CNT dá a ele mais rejeição que a Bolsonaro. Não votariam nele de jeito nenhum 58,2% dos entrevistados, mais que os 55,4% que rechaçam o nome do atual presidente. Ambos só perdem em rejeição para João Dória, que alcança 66,5% por cento.

Lula, permanece “imexível”: com 42,2%, contra 28% de Bolsonaro, está a 1,9% de uma vitória no primeiro turno, abaixo da margem de erro de 2,2%.

Segue vencedor em todas as simulações de segundo turno: na mais relevante delas, com Jair Bolsonaro, ganharia por 53,2 a 35,3%, ou 60,1% dos válidos contra 39,9% do atual presidente.

A rejeição também não se alterou: 40,5%, a menor entre os principais candidatos.

Alem de Moro, também João Doria teve motivos para detestar a pesquisa, que o reduziu a 1,8% das preferência e já o coloca nos patamares do desconhecido André Janones, que tem 1,5%. Simone Tebet, Felipe Dávila e Rodrigo Pacheco sequem sendo o nada, ocupando espaço algum (0,6% para a primeira e 0,3% para os outros dois).

A pesquisa na íntegra, registrada no TSE pelo número BR-09751/2022 , pode ser acessada aqui.

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