Maioria acha que Bolsonaro prejudica trabalhadores e beneficia banqueiros, diz pesquisa

Jair Bolsonaro e Paulo Guedes (Foto: Washington Costa/ASCOM/ME)

Por Plinio Teodoro/Revista Fórum

Pesquisa sobre “Conjuntura Política e corrupção financeira” realizada pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL) de Eduardo Moreira revela que 51% dos brasileiros acham que Jair Bolsonaro (PL) prejudica os trabalhadores, 69% que favorece os grandes empresários e 68% que atua em benefício dos banqueiros.

Coordenado pelo sociólogo Jessé de Souza, ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o estudo mostra ainda que 43% dizem que não há nada a ser elogiado no governo – 28% citam o combate à corrupção.

A economia é o ponto mais frágil da gestão de Bolsonaro: para 40% dos entrevistados não há nada de positivo na política econômica conduzida pelo ministro Paulo Guedes. Apenas 27% citam a ajuda financeira para a população mais pobre.

Para 90% os mais pobres são os que mais sofrem com a crise econômica, que é reconhecida por 86%.

Guedes corrupto e incompetente

Guedes é avaliado como ruim ou péssimo por 41% – 23% acham sua gestão boa ou ótima. Metade dos entrevistados consideram o ministro corrupto (30% acham que é honesto) e 52% acreditam que é incompetente.

A atuação de Guedes é vista como a favor principalmente dos mais ricos (60%) e dos bancos privados (57%).

Apenas 13% das pessoas disseram que conhecem o caso Pandora Papers, que revelou que o ministro mantém uma offshore milionária em paraíso fiscal.

Entre os entrevistados, no entanto, 70% acreditam que Paulo Guedes se beneficiou das decisões tomadas no ministério e 80% concordam com a proposição de que “o envio de dinheiro dos mais ricos para paraísos fiscais prejudica o Brasil porque faz com que menos impostos sejam arrecadados aqui” – 76% condenam a prática.

Em relação à corrupção, 61% dos pesquisados acreditam que o problema aumentou nos governos do PT e 44% acham que houve aumento durante o governo de Bolsonaro – 80% acreditam que há corrupção tanto no setor público quanto no privado.

A pesquisa ouviu 2.685 pessoas, entre os dias 10 e 26 de novembro.

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