Dilma rechaça comparação com Bolsonaro e aponta apoio da mídia ao “governo da morte”

As saídas da crise passam por Dilma (Foto: Rocberto Stuckert/PR)

247 – A ex-presidente Dilma Rousseff voltou a condenar neste sábado (10) a repetida tentativa da Folha de S. Paulo de comparar o golpe de Estado que a derrubou em 2016 às eventuais pedaladas fiscais que o governo Jair Bolsonaro pode cometer sobre o Orçamento de 2021.

O jornal, segundo Dilma, “faz uma analogia grotesca ao insistir na tese da pedalada fiscal, comparando minha gestão com a de Bolsonaro. A tese é antiga, mas não esconde o óbvio: o apoio da mídia, conservadores e empresários à agenda neoliberal do Governo da Morte”.

De acordo com a ex-presidente, no Orçamento de 2021, Bolsonaro “submete o povo à barbárie com a redução dos investimentos públicos.  Faz isso enquanto eleva os investimentos militares e garante dinheiro para emendas parlamentares. O governo abandona o povo justamente quando o país passa por uma situação de calamidade nacional sem precedentes”.

Leia a nota na íntegra:

“Mais uma vez a Folha inventa analogias históricas inexistentes e semelhanças insustentáveis entre a realidade atual e os fatos ocorridos quando do processo que levou ao Golpe de Estado que me destituiu ilegalmente em 2016. Manipula os fatos para reescrever a História. De maneira cínica, compara o meu governo ao de Jair Bolsonaro.

Como se, na minha gestão à frente da Presidência da República, tivesse eu maquiado o projeto de Orçamento da União, como fez agora o governo sob os auspícios de Bolsonaro e Paulo Guedes.

O Palácio do Planalto submeteu ao Congresso uma peça de ficção, com dotações orçamentários absolutamente insuficientes, tanto para as chamadas despesas obrigatórias quanto, sobretudo, para discricionárias. Apenas para o financiamento do SUS, Bolsonaro cortou R$ 28 bilhões em relação ao Orçamento de 2020. Os recursos para a área de educação também foram reduzidos.

Tudo isso ocorre em meio a mais grave crise sanitária da história do Brasil. Mais de 4 mil vidas são perdidas diariamente pelos erros cometidos pelo governo de plantão. Somos o país que tem um governo omisso, negligente  e pode ser responsabilizado  por um morticínio, enquanto assistimos ao crescimento da montanha de mortos – quase 350 mil óbitos desde o início da pandemia.

É estarrecedor que o jornal traga de volta o falso debate sobre as subvenções do Plano Safra, como aponta na edição de sexta-feira, 9 de abril. A Folha volta à tona com essa tese de que houve, em meu governo, uma “operação de crédito” do Banco do Brasil à União. Isso é um desserviço ao país.

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