Inflação e câmbio voltam a ser “pesadelo extra” na pandemia

Por Fernando Brito, editor do TIJOLAÇO

O Índice Geral de Preços da Fundação Getúlio Vargas, divulgado hoje, atingiu 2,67%, acumulando alta de 29,95% em 12 meses, o maior nível em 18 anos.

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal, também da FGV, inaugurou março com alta de 0,54%.

Os bancos, nas previsões do Boletim Focus, já elevaram para 4% a expectativa de alta do IPCA em 2021, acima da meta do Banco Central.

Nada disso é surpresa e não diferiria em nada do quadro de deterioração da economia brasileira se não estivesse ocorrendo num cenário de forte contração da demanda. Não tão forte, claro, quando o do início da pandemia, mas forte o suficiente para ajudar a seguram preços.

Mesmo menor em valor e em alcance, a entrada em vigor do novo abono emergencial tente a assoprar a brasa do preço dos alimentos, juto o item da cesta de consumo que havia – embora num patamar muito alto – reduzido as taxas de aumento de preço.

Gasolina, planos de saúde e energia elétrica prometem novas altas, com “dedo” de Jair Bolsonaro e tudo.

É por isso que não há esperança de que Jair Bolsonaro ceda diante da escalada de mortes e concorde que é inevitável restringir as atividades econômicas (e, assim, o deslocamento de pessoas, especialmente no transporte coletivo).

Não importa quantas mortes mais isto provoque, é o que lhe dá um “culpado” pela crise na economia, que seria fruto apenas do “fique em casa” ainda que tímido dos governadores.

Faz meses que ninguém, exceto os mais velhos, ficam e a economia não se ergueu.

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