Forasteiros são os ‘Coveiros de Araioses’

As correntes que no Brasil Colonial foram símbolos da escravidão – essas que impedem a entrada na prefeitura de Araioses – simbolizam o DNA de uma das mais desastrosa e nocivas gestões de nossa história

A crônica – Como os forasteiros tomaram conta de Araioses – divulgada dia 28 aqui no blog me rendeu críticas, ofensas e em doses gratificantes muitos apoios e reconhecimento sobre o que foi publicado, pois tem tudo a ver com a situação pela qual se encontra nossa querida Araioses, nos dias de hoje.

Confesso que fui muito além do que costumo ser, a ponto da crônica parecer depreciativa, até para amigos que me consideram e eu os considero também muito.

Porém, foi essa mesma a intenção, ou seja, bater firma para chamar a atenção da situação grave na qual vivemos e que pode ficar ainda pior, se não tivermos o devido cuidado para não repetir erros do passado.

Também, que fique bem claro que cansei disso tudo que está aí. Para tudo tem um limite e o meu chegou ao fim. Não dá para ficar calado e não bater de frente, de não enfrentar os demagogos, os oportunistas, os lobos com pele de cordeiro que já se apresentam como pré-candidatos a prefeito de Araioses, como se eu não os conhecesse, e que o que mais peço na vida é que Deus ilumine nosso povo, na hora que tiver de se manifestar para não correr o risco de continuar sofrendo como está ou até mais, pois isso será possível sim, já que para piorar o capeta sempre dá um jeito.

Mas, voltando ao tema forasteiro peço que não entendam a palavra ao pé da letra, da forma como se encontra no dicionário. Eu a usei no sentido figurado.

Esses forasteiros aos quais me refiro não tem nada a ver com o que está no RG de cada um, até porque eu teria que aplicar esse termo a milhares de araiosenses, que por falta de condições da rede pública de saúde de Araioses nasceram em outas cidades sendo a maioria nasceu em Parnaíba/PI.

Também não estão nesse contexto os profissionais liberais e afins, que mesmo não morando em nossa cidade prestam relevantes serviços profissionais e até assistências aqui para inúmeros araiosenses.

O termo forasteiros eu aplico não em quem não mora aqui nem em quem não nasceu aqui, mas sim naqueles que têm tido uma nociva conduta ao logo de suas vidas como representantes públicos, seja como gestores ou apoiadores e cumplices desses desatinos que levaram Araioses ao fundo poço.

“Esses forasteiros, são os que ao longo da minha militância na defesa de nossa terra e de seu povo eu os chamo de ‘Coveiros de Araioses”.

São eles os grandes responsáveis pelo nosso atraso, pois nunca tiveram em mente corresponder com dedicado trabalho, os votos e o apoio de parte dos araiosenses que foi suficiente para leva-los ao poder.

Vivemos em uma terra com amplos potenciais para seu desenvolvimento, mas infelizmente, na mão desses coveiros que nunca se importaram com isso, a cada gestão se afunda mais nesse buraco do atraso, que se uma mudança de rumo não ocorrer, nosso fim será decretado.

Como disse lá em cima, já me cansei disso tudo que está aí e que tudo tem um limite e o meu chegou ao fim.

Eu sei o que tem que ser feito para tirar nosso Araioses dessa situação vergonhosa que esses coveiros colocaram, porém isso não é tarefa para ser feita apenas por um.

Já disse em outras postagens e reafirmo novamente que sou pré-candidato a prefeito de Araioses e – desculpem a minha franqueza – conheço de sobra os que serão, não só meus adversários, como do povo também, para lhes afirmar que nenhum deles vai mudar para melhor a vida de ninguém que não seja a deles próprios.

Estão de olho na prefeitura porque querem o dinheiro dela, para depois não olharem mais para ninguém, se achando que são os donos de tudo, inclusive de nossas vontades.

Dos que estão aí, eu sou o único que pode libertar Araioses da sanha desses coveiros e conduzir – na hora certa – seu povo por um caminho que o leve a ter uma vida digna.

Encaro isso como uma missão. Tenho conhecimento, competência e coragem para isso fazer, porém se o povo, em sua maioria não entender isso, nada posso fazer.

Afinal, quem nunca teve o que é bom não sabe como ele é.

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