Não pode existir uma cidade soberana sem um comércio forte

Segundo os comerciantes araiosenses, o fechamento temporário das agências do Banco do Brasil e do Bradesco após serem assaltadas em 4 de outubro do ano passado, tem sido um desastre para eles

Depois do poder público municipal, o comércio araiosense – mesmo mal das pernas – é o segundo maior empregador e gerador de renda da cidade.

Poderia ser muito melhor se os administradores de Araioses ao longo dos anos não tivessem se preocupado apenas com o montante dos recursos oriundos do FUNDEB, FPM, entre outros, que caem fielmente nas contas da prefeitura todos os meses, quando – na verdade – deveriam entender que suas obrigações vão além da conferência e uso dessas cifras bancárias de acordo com o que lhes convém.

Não estou aqui querendo tirar a responsabilidade dos comerciantes de Araioses nesse contexto, até porque cabe primeiramente a eles lutar para crescerem, mas um prefeito responsável sabe muito bem que deve ser um parceiro nessa luta que começa na aplicação dos recursos púbicos dentro da cidade, para que esses circulem no município.

Se o dinheiro estiver na mão do povo ele vai chegar até os comerciantes na hora de consumir.

Um prefeito não tem poder para interferir no gerenciamento das agências bancárias da cidade, mas tem a obrigação de interceder amigavelmente neste sentido e jamais ficar de braços cruzados diante do que se passa aqui desde que as duas agências bancárias – Banco do Brasil e Bradesco – foram assaltadas. Até os dias de hoje elas continuam inoperantes.

Desde aquela data os comerciantes araiosenses, que já se defrontavam com enormes dificuldades, se rebentaram de vez. Como disse, o poder público municipal é o maior empregador e esses servidores em sua esmagadora maioria recebem seus pagamentos na agência do Banco do Brasil local. Fechado e sem previsão de data para reabrir, esses funcionários se deslocam para Parnaíba/PI, aonde recebem seus pagamentos e já estando lá, ali fazem suas compras, prática essa altamente nefasta para o comércio de Araioses e uma maravilha para o comércio parnaibano.

Já tornei público (reveja a matéria aqui) que pretendo disputar a prefeitura de Araioses ano que vem, portanto já posso ser considerado como pré-candidato ao cargo que hei de concorrer com outros que se inclinam nessa direção.

Vejo como o verdadeiro sentido de minha missão tornar Araioses uma terra soberana, em que seus habitantes se sintam felizes, livres das amarras do passado e confiantes em um futuro cada vez mais promissor.

E é importante entender que jamais seremos soberanos enquanto estivermos amarados a uma nefasta política de privilégios para poucos, e de vida, nada fácil, para os demais araiosenses.

Essa soberania passa pela oportunidade de termos no comando de nossa prefeitura alguém sensível as principais carências da população, com correta visão e coragem para fazer o que deve ser feito, ter respeito e amor ao semelhante e, principalmente, inspiração e confiança em Deus para por em prática esse ousado e necessário projeto de soberania.

Estou pronto para essa nobre missão. Nada pessoal tenho contra os demais pretendentes, porém sei que entre esses tem quem já teve a oportunidade e provou não merecer outra, tem os sem noção, tem os aventureiros que junto aos demais querem o cargo, mas pouco se importarão com a cidade e com seu povo se chegarem aonde pretendem. Exemplo do que fazem essa gente é o que temos visto até agora.

Se lá chegarmos faremos uma administração onde uma atenção especial será no sentido de criar ferramentas para fortalecer o comércio araiosense.

Não podemos pensar em lutar pela soberania de nossa cidade deixando o setor que mais gera emprego e renda depois do poder público entregue a própria sorte.

A situação – em todos os setores – não está nada boa para o povo araiosense, mas que fique bem claro que assim como ela começou, assim também poderá ter um fim.

Araioses tem jeito!

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