Oposição vai ao STF para que Câmara analise pedidos de impeachment

Jornal do Brasil

Os deputados federais Alessandro Molon (Rede), Aliel Machado (Rede), Henrique Fontana (PT) e Júlio Delgado (PSB) entraram com um mandado de segurança, nesta quinta-feira (29), no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), analise os mais de 20 pedidos de impeachment contra o presidente Michel Temer, protocolados desde o dia 17 de maio.

No documento, os parlamentares apontam “ato omissivo ilegal e abusivo” por parte do presidente da Câmara e afirmam que a demora de Maia “mostra-se absolutamente desarrazoada, sobretudo diante do agravamento da crise que, cada vez mais, compromete a credibilidade das instituições do país, especialmente da Presidência da República”. Segundo os autores do pedido, essa situação “impede o exercício da atividade de fiscalização por parte do Legislativo sobre fatos extremamente graves praticados por Michel Temer”.

Oposição afirma que Maia comete “ato omissivo ilegal e abusivo” em relação a pedidos contra Temer

Os deputados pedem que o Supremo interceda na questão, determinando que a Presidência da Câmara analise as diversas denúncias de crime de responsabilidade e determine a instalação das respectivas Comissões Especiais para analisar o mérito daquelas que tiverem preenchido requisitos formais previstos em lei, bem como “a notificação da autoridade impetrada [Rodrigo Maia] para prestar informações no prazo legal”.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou o presidente Michel Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo crime de corrupção passiva, após as delações de executivos da JBS, que incluem entre as provas uma gravação de uma conversa na qual Temer pede ao empresário Joesley Batista, do Grupo J&F, para manter uma mesada com o objetivo de comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), preso em Curitiba, e evitar uma delação do ex-presidente da Câmara.

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