Governo escala Simplício Araújo para buscar junto à Cemar solução para reajuste de energia

Jornal Pequeno

Com o secretário Simplício Araújo, o Governo tem se reunido com as agências reguladoras e distribuidoras de energia elétrica no estado, a fim de encontrar soluções que possam atender aos anseios da população.

Foto: Reprodução

Nos últimos dias, por meio da Secretaria de Indústria, Comércio e Energia (Seinc), o Governo do Estado tem buscado alternativas para diminuir os impactos que podem ocorrer caso o aumento da energia elétrica seja consolidado. A maior preocupação é devido ao atual momento econômico que o país atravessa e os efeitos negativos que devem atingir os negócios no Maranhão.

Com o secretário Simplício Araújo, o Governo tem se reunido com as agências reguladoras e distribuidoras de energia elétrica no estado, a fim de encontrar soluções que possam atender aos anseios da população. Segundo o titular da Seinc, vários segmentos e indústrias têm buscado o Governo para compartilhar a mesma preocupação do Executivo Estadual. “Estivemos durante vários dias em reuniões com diversos atores deste processo. Nossa preocupação serão os impactos que este aumento trará não só para as empresas, mas para toda a população”, ressaltou o secretário.

Na terça-feira (27), Simplício Araújo reuniu com executivos da Companhia Energética do Maranhão (Cemar) buscando equalizar o reajuste tarifário nas contas de energia proposto pela Companhia e validados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Pela proposta, a tarifa de energia será reajustada em 19,05% na conta dos consumidores residenciais (B1) e em 17,82% para as indústrias.

Nos últimos tempos e devido à baixa do nível dos reservatórios de regiões como o Sudeste/Centro-Oeste fizeram o preço da energia elétrica no mercado de curto prazo – o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) – bater seu valor máximo (permitido por lei) de R$ 822 o megawatt hora (MWh) no primeiro semestre (caindo para algo em torno de R$ 700 nas últimas semanas). Em parte, isso ocorre porque sem chuvas é preciso acionar usinas termelétricas, cujo custo de operação é maior.

Com a atual recessão econômica do país, muitas empresas serão impactadas caso o reajuste ocorra. No Maranhão, mesmo com os trabalhos de Governo, como uma situação fiscal considerada uma das melhores do Brasil, ambiente favorável aos negócios, “os impactos certamente serão sentidos por todos”, disse Araújo.

Araújo afirmou que o permanente diálogo do Governo do Estado com a Cemar permite que esse aumento possa ser revisto pela companhia, principalmente diante da atual situação econômica que vive o país, o que poderia impactar negativamente nos negócios, ocasionando possíveis fechamentos de empresa e, consequentemente, o aumento no desemprego.

Audiência suspensa – Recentemente, o secretário esteve reunido com gestores da Aneel, em busca de soluções para que a população maranhense não seja prejudicada. Durante a reunião foi realizado o pedido de suspensão da audiência que discutiria a questão.

À época, Simplício Araújo já havia afirmado que o aumento era inapropriado para o atual momento econômico. A audiência pública, inicialmente  marcada para o dia 14 de junho, foi suspensa pelo juiz federal José Carlos Madeira, da 5ª Vara Federal Cívil do Maranhão.

Em sua decisão o magistrado sustentou que a audiência pública, como instrumento de debate e/ou coleta de subsídios para o aprimoramento de ações administrativas, deve ser precedida de amplíssima divulgação, com a explicitação do dia, horário e local de sua realização, o que só ocorreu  na véspera. A nova audiência está marcada para o dia 6 de julho, às 14h, na Universidade Dom Bosco (UNDB), no bairro do Renascença II, em São Luís.

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