STF aceita delação do dono da UTC/Constran e pode colocar Roseana/Lobão atrás das grades

Roseana-Sarney-Estados-Unidos-520x363-1-350x244Blog do Garrone – Se já estava complicado para Lobão e Roseana agora complicou muito mais com a decisão do STF em aceitar o acordo de delação premiada de Ricardo Pessoa, dono das empreiteiras UTC e Constran, preso pela Polícia Federal na operação Lava Jato.

As revelações de Pessoa podem ir além da denúncia da contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Poza, de que a Constram teria recebido o precatório de R$ 110 milhões depois de pagar propina para ex-governadora Roseana Sarney.

O empresário é apontado como líder do cartel de empresas que atuava na Petrobras e que envolvia pagamento do faz-me-rir a políticos

Nas negociações para o acordo de delação premiada, Pessoa disse que deu R$ 1 milhão para o senador Edison Lobão (PMDB), à época em que este ocupava o Ministério de Minas e Energia, para não criar empecilhos na obra da usina nuclear de Angra 3.

A UTC conquistou um dos contratos da usina nuclear, obra estimada em R$ 2,9 bilhões, em consórcio formado com a Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Todas investigadas pela Lava Jato sob suspeita de terem pago propina para conquistar contratos da Petrobras.

Não é preciso ser um Einstein para calcular que Pessoa tem conhecimento das negociações para a contratação de empresas para fazer a terraplanagem da refinaria em Bacabeira, onde foi gasto R$ 1,5 bilhão, sem que o projeto tenha saído do papel.

O consórcio Galvão-Serveng-Fidens foi o beneficiado com a “obra”.

A Galvão Engenharia é investigada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal por suposta participação no esquema de corrupção que envolvia o superfaturamento nos contratos da Petrobras e no pagamento de propina para políticos e funcionários da petrolífera.

É aí que Ricardo Pessoa pode complicar a dupla Roseana/Lobão.

O custo previsto para a construção da refinaria em Bacabeira era de R$ 20 bilhões, dinheiro suficiente para que o Cartel não deixasse que a obra fugisse do seu controle.

Se a ex-governadora e o ex-ministro apostavam suas fichas nas contradições entre Youssef e o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, sobre a doação de dinheiro sujo para a campanha de Roseana em 2010, com a delação premiada de Ricardo Pessoa, é melhor reservarem a escova de dentes para manter a higiene em uma possível temporada atrás das grades.

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