‘Acorda Maranhão’ sai às ruas em protesto contra a violência em São Luis

Uma semana após a noite de terror protagonizada por bandidos integrantes de facções criminosas sob o comando de líderes carcerados, participantes do Movimento Acorda Maranhão, sociedade civil organizada e populares em geral estiveram presentes num ato de protesto realizado nesta sexta-feira (10) em São Luís.

Centenas de manifestantes foram às ruas para clamarem por justiça e paz, depois dos últimos atos de violência ocorridos na capital na primeira sexta-feira do ano de 2014. Seis ônibus foram destruídos em incêndios em diversos bairros simultaneamente.

Um dos ataques deixou mais de quatro feridos, três de uma só família, uma delas, a menina Ana Clara, de seis anos, que morreu dois dias depois do atentado, com mais de 90% do corpo queimado.

A mãe dela, Juliane Santos está internada num hospital especializado em Brasília em estado grave. Além de ter tido 40% do corpo atingido pelo fogo, ela está com infecção nos dois pulmões.

Márcio Ronny, que tentou salvar as vítimas do ataque ao ônibus na Vila Sarney Filho, teve 70$ do corpo queimado e está internado em Goiás, também num hospital especializado. As outras duas vítimas deste ataque estão fora de perigo, e não correm risco de morte, uma delas é a irmã de Ana Clara, Lorrane, de um ano e seis meses apenas.

Paralelo aos ataques está o caos no sistema penitenciário do estado, que virou manchete nacional e internacional há pouco mais de uma semana.

A manifestação promovida ontem teve concentração em frente à Biblioteca Pública Leite na Praça Deodoro, Centro de São Luís.

Para chamar atenção do poder público quanto aos problemas pertinentes na segurança, os manifestantes protestaram com faixas e palavras de ordem, e seguiram em passeata pelas ruas da capital até a frente ao Palácio dos Leões, sede do Governo do Estado.

As onze medidas anunciadas pela Governadora Roseana Sarney na presença do Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo passam a ser cobradas pela população que está cansada de tanta violência.

Fonte: blog do Luis Cardoso

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