Cutrim quer CPI da Agiotagem e critica comportamento da procuradora Geral de Justiça

Blog do Luis Cardoso

Deputado Raimundo Cutrim

Deputado Raimundo Cutrim

O deputado Raimundo Cutrim voltou a pedir hoje a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o esquema de agiotagem no Maranhão. No ano passado, ele ainda conseguiu reunir perto de 10 assinaturas, mas são necessárias 14 para que a CPI seja instalada.

O parlamentar disse que não tem  nada a temer e chegou, inclusive, a solicitar da tribuna da Assembleia Legislativa que a Comissão de Ética levante sua vida extra-parlamento.

Em tom moderado, mas indignado com os últimos acontecimentos que giram em torno das investigações da morte do jornalista Décio Sá, Cutrim reafirmou que as apurações foram manipuladas para associar seu nome ao crime.

Ele se disse perplexo com a postura da procuradora Geral de Justiça, Regina de Almeida  Rocha, que ao receber solicitação sua para que fosse investigado as motivações de três delegado e do secretário de Segurança Pública Aluísio em envolver seu nome no caso Sá, agiu de forma estranha.

Segundo Cutrim, a procuradora criou uma série de obstáculos e ainda notificou os delegados e o secretário para informar quais pessoas deveriam ser ouvidas, exatamente os que estão presos e que, por força ou pressões, podem mudar as versões dadas em depoimentos anteriores. “Além disso, a integridade física deles ficou ameaçada”, avisou.

E lamentou que os delegados e Aluísio Mendes tenham entrado com pedido de habeas corpus para trancar a investigação que deveria ser feita pelo Ministério Público.

Para o deputado, a procuradora se mostrou parcial e , por isso, quer que ela esteja longe do alcance de qualquer atividade do MP que relacione seu nome.

A criação da CPI pedida por Cutrim é um instrumento legal e o único capaz de chegar a fundo nas investigações que, como demonstrada nos últimos dias, ficou comprometida.

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