Coleta de lixo em Araioses é precária

Lixo a céu aberto os riso de contaminação é real e a Vigilância Sanitária só existe na folha de pagamento.   

Toneladas de lixo de todo o tipo e de várias procedências estão amontoadas a céu aberto na Rua da Subestação da Cemar, no bairro Botafogo, um dos mais populosos da cidade de Araioses. As montanhas de lixo só aumentam porque diariamente carroças e carroças de lixo são despejadas lá.

Lixo a céu aberto em área residencial

Moradores das proximidades não disseram quem são os que despejam lixo naquela localidade. Acham que o lixo está sendo despejado lá porque a prefeitura não o recolhe das ruas. E aí, para as pessoas se livrarem dele pagam a alguém para levá-lo e despejá-lo perto da subestação.

Mas pela as informações colhidas no local e em outros, onde também tem lixo amontoado a céu aberto, além do lixo doméstico também se encontra lixo hospitalar e industrial. Seringas, restos de curativos, vasilhames plásticos de refrigerantes e óleo de motor são vistos facilmente.

A reportagem do blog perguntou também se já tinham visto alguma equipe da vigilância sanitária no local. Teve gente que não sabia nem o que era vigilância sanitária e os que sabem do que se trata garantiram que nunca uma equipe esteve lá.

É bom que se saiba que a prefeitura tem sim uma equipe de vigilância sanitária. Não trabalha, não fiscaliza é verdade, mas está na folha de pagamento. Moradores das redondezas da lixeira da subestação estão preocupados com o perigo que lixo acumulado ali representa para a saúde de seus filhos. Uma mãe que pediu para não divulgar seu nome disse que: “Menino é bicho danado moço. Eles enganam agente num piscar de olhos. Eu tenho uns dois aqui que já tive que ir buscar eles mexendo no meio do lixo. Agente não pode nem dar uns corretivos neles por que tem um tal de conselho tutelar.  Vão atrás de alguma coisa para brincar e acabam trazendo porcaria pra casa”.

Todo tipo de lixo ao alcance das crianças sem fiscalização da vigilância sanitária

O local é de total abandono. Além dos moradores terem que conviver com a vizinhança indesejável e do mau cheiro do lixo, água lá também é produto muito raro de aparecer. Às vezes leva seis meses sem escorrer uma gota de água durante o dia. Por muitas vezes tive que ficar a noite toda acordado para esperar que caísse um pouco d’água no balde, disse João Antônio muito revoltado.

O lixão da subestação da Cemar não é segredo para a prefeita Luciana Trinta. Ela sabe de sua existência, pois o fato já foi por diversas vezes denunciado pelos vereadores na Câmara Municipal. No rádio – no programa Comando Geral apresentado por Daby Santos – o assunto também já foi denunciado. Se a cada dia que passa só aumenta o lixo no local é porque a prefeita não tem o menor interesse em resolver o problema.

Provavelmente ela e seus seguidores vão dizer nos palanques da campanha esse ano que o povo vote neles, pois quatro anos é muito pouco tempo para construir no local um lixão apropriado.

Quem acredita em Papai Noel é bem capaz que acredite em mais uma mentira dessa gente.

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