Conheça a historia dos Capellinos

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Certo grupo considerável de espíritos se caracterizava por um conjunto muito especial de qualidades e defeitos. Unidos entre si por fortes vínculos raciais, gostos e costumes, formavam uma sociedade extremamente solidária entre os seus membros, idealista e operosa, mas de exacerbada vaidade, orgulho impenitente e fanático exclusivismo.

Esses espíritos receberam o nome de Capelinos. Vieram da Constelação da Capela – Constelação de Cocheiro, que recebeu na Terra, o nome de Cabra ou Capela. A sua luz gasta 42 anos para chegar à face da Terra, considerando que a luz percorre o espaço com a velocidade aproximada de 300.000 quilômetros por segundo.

Capela ou Alfa Aurigae é, comprovadamente, um sistema de estrelas múltiplas que contém pelo menos 9 estrelas; duas delas são tidas como “gigantes amarelas”, com massa 2,6 e 2,7 vezes a massa do Sol e com dimensões que ultrapassam em 9 e 16 vezes o tamanho do Sol.

Pela força da lei divina, encarnaram na Terra, os Capelinos propuseram-se reencarnar em sucessivas ondas de nascimento na África
para organizar uma civilização não somente dedicada aos engenhos materiais, mas voltada principalmente aos valores espirituais que eles próprios traziam na alma.

Suas potencialidades germinariam no Egito com o decorrer dos milênios, e eles repassariam, àquela civilização, conhecimentos valiosos que ficariam ali registrados e chegariam até os dias atuais classificados como maravilhas da humanidade. As artes, por eles desenvolvidas, e a suntuosidade de suas construções atestam os grandes conhecimentos que traziam do passado distante. O sentido oculto de sua religiosidade ainda hoje é motivo de estudo aprofundado para compreensão do elemento espiritual que cultuavam.

Tais fatos demonstram terem eles possuído um poder de raciocínio avançado de milênios em relação à época em que aqui viveram, e isso pode ser constatado por um simples confronto entre suas realizações da antiguidade e as obras executadas em épocas mais recentes pelo homem de intelecto comum. Por essa razão, há o reconhecimento da vantagem de intelecto substancial em relação à humanidade que lhes
fora contemporânea.

As tribos maiores, estabelecidas ao longo do Nilo no início do período Neolítico(1), transformaram-se em pequenos reinos do antigo Egito.

Com o passar dos séculos, os pequenos reinos expandiram-se e juntaram-se uns aos outros por interesse de seus governantes. Segundo os primeiros vestígios encontrados pela arqueologia dão-nos conta de que, por volta de 3.500 a.C. coexistiram dois reinos no Egito: um no alto e outro no baixo Nilo.

Ambos organizados por leis baseadas em costumes, eram povos religiosos e conhecedores de várias ciências.

O culto aos mortos e a crença na vida após a morte, faziam parte do cotidiano do povo, acentuaram-se no Egito do período arcaico por influência dos espíritos Capelinos, que trataram de ensinar que, além do corpo físico, há um corpo espiritual que lhe é reflexo, um molde chamado Ka(2) e em todo corpo há um espírito que sobrevive, o imortal Ba(3), representado nos afrescos por um pássaro com cabeça de homem.

Das grandes organizações sociais criadas pelos ex-capelinos, a hindu é a mais antiga, vindo depois a egípcia, a hebréia e finalmente a ariana. Remontam a mais ou menos dez mil anos os primeiros surtos de civilização terráquea, embora, a rigor, só os acontecimentos dos últimos cinco milênios sejam convictamente registrados pela História.

Em geral, as tábuas historiográficas começam as suas cronografias por volta do ano 3.000 a. C. assinalando apenas por tradição o estabelecimento do Império Tinita(4), inaugurado por Menés(5), unificador dos dois reinos egípcios.

Muitos dos Capelinos já retornaram ao seu sistema de origem, após cumprirem sua missão e alcançar suas metas íntimas, mas há ainda muitos Capelinos reencarnados na Terra, auxiliando-nos nesta fase de transição planetária.

Fontes: Exilados da Capella – Edgard Armond – Ed.Aliança, Pluralidade dos Mundos Habitados – Camille Flamarion – Ed.Ícone, Universo e Vida – Áureo/Hernani Sant´anna – Feb Editora, Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap.III – Allan Kardec – Feb Editora
1. Durante o Neolítico ou Idade da Pedra Polida ocorreram grandes transformações no clima e na vegetação. O continente europeu passou a contar com temperaturas mais amenas e observamos a formação do Deserto do Saara, na África.  Novas formas de organização social surgiam e, assim, as primeiras instituições políticas do homem podem ter sido formadas nessa mesma época.

2. Entre os antigos Egípcios, o ka designava uma espécie de alma que acreditavam que existia, tanto nos homens, como nos deuses.O conceito em si é difícil de trasladar hoje para qualquer outra língua viva através de uma só palavra. Em português, o termo que melhor
o poderá traduzir será talvez o de alma.

3. Entre os antigos Egípcios, o ba designava um princípio/elemento metafísico, imaterial, invisível e volátil que conferia ao morto, na vida de além-túmulo, a capacidade de movimento. Era metaforicamente representado por uma ave pernalta.

4. Os antigos egípcios registram suas origens na Terra de Punt, que eles chamavam Ta Netjeru, que significa “Terra dos Deuses”, que atualmente acredita-se que seja a moderna Eritréia ou o Sudão. A Época Tinita refere-se a um período da história do Antigo Egipto que inclui as primeira e segunda dinastias (ditas tinitas), datando de cerca de 3100 a.C. (após o período pré-dinástico) até cerca de 2700 a.C., quando se inicia o Antigo Império.

5. A identidade de Menés é um tema de debate em curso, embora o consenso geral dos egiptólogos identifica Menés como o faraó Narmer (também creditado como unificador do Egito) como o primeiro faraó, evidenciado por diferentes titularias reais nos registros históricos e arqueológicos, respectivamente.

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