Itamagu – Apoio ou encosto?

Os vereadores da oposição em Araioses estão que nem praga, ninguém quer saber deles, em uma coligação proporcional. Antes muito cobiçados, agora enjeitados, não despertam grande interesse. Os chefes dos grupos políticos que vão disputar as eleições este ano não dizem abertamente que não os querem, mas por outro lado sabem que eles custam caro e que na hora H eles agem como se estivessem em terra de murici, onde cada um cuida de si.

Cada um desses grupos tem suas lideranças que nunca tiveram um mandato e sabem que sair para uma disputa junto desses vereadores é fazer o papel de bucha de canhão. Ninguém aceita tal destino e tem deles que dizem abertamente que com vereador não disputa mandato. Sai do partido e vai para outro lado.

Os vereadores em questão, claro, se tratam dos que se dizem da oposição. Os outros, quatro no total, são do grupo da prefeita e como seres submissos farão o que ela quiser.

O problema é com os cinco que não estão com ela. Não que não gostaria de disputar mais uma reeleição do lado de quem está no poder. O problema maior desses é que Luciana Trinta não faz a menor questão de ter parte desses cinco ao seu lado. Ela diz abertamente que todos os outros prefeitos que a antecederam tinham esses vereadores com eles e nenhum deles conseguiu se reeleger e que não vai cometer esse erro.

Tal situação deixa esses vereadores numa situação muito difícil, numa sinuca de bico como dizem. Um fator que fragiliza muito a situação deles é fato de os cinco estarem em quatro partidos distintos. Divididos dessa forma não podem atuar em bloco. Um complicador a mais está no fato de que dificilmente seus partidos estejam juntos, com um mesmo candidato a prefeito nas eleições de 7 de outubro.

Até poucos dias atrás eles pareciam tranquilos contando com a possibilidade formarem um bloco com apoio de Neto Carvalho, prefeito de Magalhães de Almeida. Tudo caminhava com esse destino, porém, após o assalto ocorrido no início de dezembro passado na estrada que liga São Bernardo a Magalhães, onde os bandidos levaram cerca 160 mil reais, dinheiro da prefeitura de Magalhães, as coisas começaram a mudar de rumo.

Naquela cidade as oposições estão se unido para tirar Neto do poder. Isso faz o prefeito sentir o chão sumir debaixo dos pés e a reação foi pisar no freio deixando seus amigos vereadores de Araioses na situação de que cada um se vire como puder.

Dos cinco dois – Jorge Bittencourt (PDT) e Julio César (PT) – já tem destino a seguir. Jorge vai ter que apoiar a candidatura de Haroldo, filho do ex-prefeito Zé Tude, talvez até na condição de vice; César vai acompanhar seu partido, o PT, que já se reuniu e está aberto ao diálogo que objetive uma união. No encontro realizado sábado, dia 28, em seu diretório foi eleita uma comissão de membros do partido para conversar com dirigentes de outras agremiações.

Situação nada invejável é a dos outro três edis: Wilson Miranda, Dadá Coutinho e Mano Gonçalves. Wilson é do PSDB, que não tem mais ninguém, nem pequenas lideranças. Sua tendência é se unir ao PMDB já que os dois partidos estão sob controle do ex-prefeito Pedro Henrique, que teimoso, egoísta e vaidoso como é deverá mesmo insistir em ser candidato mais uma vez a prefeito de Araioses. Fora do poder tentou duas vezes e se deu mal em ambas. Na última teve 804 votos, tendo menos sufrágios do que uma penca de vereadores.

Dadá e Mano também não chegarão a lugar nenhum se não encontrarem com que se coligar. Sabe-se, comenta-se nos meios políticos, que estão correndo atrás de abrigo debaixo das asas de Manim, araiosense e prefeito de Santa Quitéria, que está movendo mundos e fundos, mais fundos do que mundos, para eleger sua filha Valéria Leal prefeita da cidade nas eleições deste ano.

Difícil a situação dos cinco, mas dos três últimos é a pior. Difícil encontrar que os banque da forma como querem. Do jeito que estão não parecem ser apoio a uma luta para eleger alguém que queira de verdade tirar Araioses da triste situação em que se encontra. Parecem mais é com encostos, e dos brabos, que nem reza forte se consegue ver-se livre deles.

Cruz credo!

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