Mais um ato de perseguição no desgoverno de Luciana Trinta



Secretaria que já foi vítima de perseguição assina ato fazendo com servidor o mesmo que já foi feito a ela.

Araioses como muitos outros municípios nordestinos tem cultivado ao longo dos tempos uma política onde são muito comuns as perseguições a adversários, por parte de quem está no poder. O passado araiosense nessa questão, infelizmente não é motivo de orgulho. Das prisões arbitrárias, dos espancamentos e das transferências de quem ousasse se opuser aos desmandos do coronel prefeito eram fatos comuns e corriqueiros. Falam até em um fato horripilante, onde um desafeto de um grupo político foi amarrado a um burro e arrastado por cerca de 30 km, ou seja, do povoado Novo Horizonte a sede da cidade.
A bem da verdade, nas últimas décadas esse coronelismo diminuiu muito após o fim da ditadura militar que governou o País por mais de vinte anos. Mas mesmo em tempos de democracia em Araioses houve abusos. Em 2006 um funcionário do município que mostrou sua insatisfação pelo atraso em seu pagamento em frente a porta do banco chegou aos ouvidos do prefeito, de tal forma deturpado, que ele aborrecido com o que ouviu ordenou que o delegado o prendesse. O tal delegado como muitos outros se prestava a esse tipo de serviço. Transferências também ocorreram naquela gestão.
Esses fatos foram muito condenados pela atual prefeita Luciana Trinta, que na época se colocava como principal oposição ao prefeito Zé Tude. Ao longo de quatro anos não fez outra coisa a não ser bater nos erros do Velho Coronel. Dizia que se o povo lhe desse uma oportunidade ela governaria Araioses com amor e que as perseguições serias fatos de um passado negro do município que jamais voltaria.
Não é isso que tem ocorrido. Tão logo a mulher de Remi Trinta assumiu o cargo mostro a que veio. Pôs no olho da rua centenas de funcionários concursados e cansou a mão de assinar atos de transferências. Bastava ouvir de algum bajulador que aquele ou aquela não tinha votado nela que a mulher mandava ver. O sindicato dos servidores acionou a justiça e a prefeita teve que readmitir todos e as transferências arbitrárias foram canceladas. A ação do Juiz fez a prefeita entender que seus abusos tinham limites e se viveu um período de paz.
Paz essa interrompida agora com a transferência do funcionário Antonio Carlos Rodrigues de Souza que trabalha há mais de 20 anos na saúde do município e acaba de receber uma notificação mandando para a Secretaria de Ação Social.
Antonio Carlos, como muitos outros funcionários que trabalham a serviço da saúde do município é auxiliar operacional. Como é inclusive Maria de Jesus Silva Cruz, a secretaria de saúde que assinou a notificação de transferência. Ela por sinal sofreu na pele esse tipo de atitude, pois no governo de Zé Tude, antecessor de sua chefa, ela também foi transferida do Hospital do Município, onde trabalhava, para ser zeladora em uma escola de primeiro grau, na periferia da cidade. Ele foi à justiça e ganhou o direito de voltar a trabalhar onde sempre esteve.
Agora faz com um servidor aquilo que ela não aceitou que fizessem com ela. Necessário se faz dizer que a assinatura é dela, mas apenas obedeceu ordens da prefeita. Porém, dizem que ela fez isso com muito gosto, pelo fato dela não se entender com Antonio Carlos desde os tempos que ambos trabalhavam no mesmo local. O que é completamente injusticável.

Para entender melhor o caso
Até 1997, no governo de Chagas Paixão (1997/2000), nenhum funcionário da prefeitura era concursado. A Constituição de 1988 diz que todo servidor público tem que ser concursado. Os que estivessem trabalhando desde cinco anos e sua promulgação e os estáveis estavam garantidos, os outros não. Teriam que serem demitidos. Uma forma de mantê-los no cargo seria por meio de concurso público, o que foi deito naquela época. Só que não havia a função de enfermeiro, auxiliar de enfermagem, técnico em enfermagem ou médico.
Sendo assim o pessoal que trabalhava na saúde ou em outras secretarias e que exercia essas funções como no caso de Antonio Carlos e muitos outros, entre eles a atual secretaria de saúde, Maria de Jesus, fizeram o concurso para o cargo de auxiliar operacional. Todos os administradores sabem disso e que essa foi a forma de manter servidores que eram e são muito útil ao serviço púbico.
Nenhum caso de perseguição seja a quem for por parte do prefeito de plantão teve apoio popular, muito pelo contrario. Essas atitudes sempre agradaram apenas aos bajuladores, aos fanáticos e aos que gostam de sangue. Porém o caso de Antonio Carlos está tendo uma repercussão muito negativa e uma revolta popular como nunca antes.
Faixas (Antonio Carlos é na Saúde) já são vistas em fachadas de casa na cidade e fala-se também que uma manifestação, que um protesto será realizado nos próximos dias em frente a Secretaria da Saúde contra a transferência do funcionário.
Na última sexta-feira a notícia da transferência de Antonio Carlos foi dada no jornal que o jornalista Daby Santos apresenta na Rádio Santa Rosa FM. Daí em diante o telefone não parou de roçar onde várias pessoas manifestaram sua indignação. Torpedos para celular e mensagens no MSN da rádio condenaram o ato.
Antonio Carlos é um profissional muito dedicado ao que faz e sempre recebeu elogios por seu trabalho. Trata-se um servidor solidário e fraterno. Já acompanhou inúmeras pessoas doentes a hospitais de Teresina, Parnaíba e São Luis. Para ele não tem hora, pois pode ser de dia ou de noite, ele sempre atendeu quem o procura para aplicação de uma injeção, verificação de pressão e outros serviços.
Sua transferência não passa de mais um ato de perseguição de uma prefeita que tem mostrado com suas atitudes ter ódio do povo araiosense.

3 pensou em “Mais um ato de perseguição no desgoverno de Luciana Trinta

  1. Que falta de imparcialidade! As questões aqui colocadas não podem e nem devem ser consideradas perseguição ou desamor ao povo de Araioses, a se confirmar, não passa de um caso isolado e que, ainda assim, não se considera um ato de ilegalidade. Os funcionário público concursados tem que trabalhar onde são designados e não aonde querem, é por isso que o serviço público é imensamente reprovável e questionado. Mais reprovável é termos uma pessoa que se diz radialista sem nenhum compromisso com a verdade, apenas com a politicagem.
    O JORNALISTA

  2. O JORNALISTA é cego ou é daqueles que tem olhos bons e finge que não vê. Mas pode ser também um forasteiro, e, se é daqui de Araioses, não tenho dúvidas que faz parte da panelinha da prefeita. Dizer que o caso do Antonio Carlos é um caso isolado só pode ser opinião de gente com o perfil que acabei de citar.
    Se tivesse tempo agora citaria nominalmente um bom punhado de funcionários que foram transferidos e seus locais de trabalho por não rezarem de acordo com a reza da prefeita.
    Outra coisa é que ele se intitula O Jornalista, que pode até ser, não duvido, mas deviria pelo menos se assumir. Fazer o comentário se identificando de verdade e não se escondendo atrás de um pseudônimo. Eu sempre manifestei minha opinião sela lá onde com meu nome, telefone e até meu CPF para não deixar dúvidas e permitir uma consulta pessoal a mim para tirar dúvidas ou ouvir satisfação.
    Em tempo de democracia fazer comentário no anonimato é coisa de covarde ou de quem não tem coragem de se assumir.
    Daby Santos

  3. Infelizmente Araióses não passa disso…Virão novas eleições,será que o povo vai continuar elegendo este tipo de gente para administrar nosso município???
    É caro Daby Santos,nosso município ainda é vítima deste tipo de arbitrariedade,onde o administrador mora fora só volta para causar desilusões e atitudes típicas de quem pouco se interessa com o bem estar da coletividade.Nosso municipio precisa de tantas outras coisas,que é vergonhoso um administrador perder tempo com picuinhas e vinganças baratas,na verdade isso é simplesmente nojento,e uma falta de compromisso…mais nojento ainda é ver que tem gente que defende este tipo de atitude.Não moro em Araióses hoje,mais fico triste porque amo esta cidade,onde fui criada e aprendi com meus pais a respeitar o meu próximo e ser uma pessoa digna,que não se deixa comprar com tão pouco,além de ter meus familiares morando neste municipio,tenho amor por cada canto desta cidade,que nunca foi administrada de verdade,pois os administradores deste municipio sempre usaram o poder que o povo lhes confiou como forma de tirar vantagens e enriquecer ilicitamente as custas da ingenuidade de um povo tão bondoso e humilde…Nosso municipio é rico em belezas naturais e seria rico em igualdade social,em condição de trabalho para a população, se os administradores tivessem compromisso com o povo e com o juramento que fizeram no dia de suas respectivas posses…Mas,novas eleições estão por vir,e eu espero imensamente que o povo tenha aprendido que o administrador ou os legisladores municipais que sugerem a mercantilização do voto,não servem para o municipio…se o povo não aprendeu isso,serão mais 04 anos de sofrimento,até a hora que aprendermos votar com compromisso,não em troca de meprego ou de míseros R$ 20,00,cestas básicas,dentaduras,dentre outras formas ilusionistas de comprar a dignidade do povo.

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