Protesto do Detonautas provoca 2º coro “ei, Sarney, vai tomar no c…” no Rock in Rio


Tico Santa Cruz promoveu outro momento contrário a Sarney no Rock in Rio

Blog do John Cutrim

Tico Santa Cruz promoveu outro momento contrário ao presidente do Senado no Rock in Rio

Com informações das Agências

O nome do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), voltou a ser relacionado à corrupção e ser alvo de vaias no Rock in Rio. Ativista político, o vocalista do Detonautas, Tico Santa Cruz, lembrou a fala do deputado estadual Magno Bacelar (PV-MA), que classificou as vaias a Sarney no segundo dia do festival a “coisa de drogados, maconhados (sic)”.
Foi em meio a protestos que o Detonautas abriu a programação do Palco Mundo neste domingo (2), último dia de Rock In Rio 2011. O “polemista” Tico Santa Cruz usou seu espaço para criticar a corrupção, a desonestidade, o presidente do Senado, José Sarney, e ainda encaixar um cover de “Metamorfose Ambulante”, de Raul Seixas.
No palco, Tico lembrou que o deputado estadual Magno Bacelar chamou de “coisa de maconheiro” as vaias que Sarney recebeu do público no segundo dia do Rock In Rio.
“Teve um tal de um ‘pela saco’ aí que toma conta do Sarney que falou que todo mundo que tava aqui no Rock In Rio era maconheiro, que era bandido, marginal. Eu prefiro mil vezes conviver com um maconheiro honesto do que com bandido de terno e gravata que rouba o povo”, disse Tico Santa Cruz, que foi aplaudido e apoiado pela plateia seguido do grito em coro: “ei, Sarney, vai tomar no c…”. A mesma frase já havia sido dita por mais de 100 mil pessoas no show do Capital Inicial.
O vocalista começou a discursar contra a corrupção logo no início do show, usando uma máscara da série de histórias em quadrinhos V de Vingança, de Alan Moore.
“O Brasil tem corrupção como no mundo inteiro. Mas apenas no Brasil existe impunidade. Fiquem de olho nos Tribunais Superiores, nos juízes e desembargadores”, afirmou.
Na abertura da apresentação do Detonautas, parecia que o povo ouviria algo como a banda de metal britânica Judas Priest. Um forte barulho de encanamento de moto ecoou das caixas de som da Cidade do Rock. Logo vieram as guitarras da banda, com refrões melódicos e letras de autoajuda.
O show abriu com Mercador das Almas e Combate. “A rapaziada do rock de preto está presente”, perguntou Tico Santa Cruz duas vezes ao público que ainda veria Pitty, Evanescence, System of a Down e Guns N’Roses. A banda reduziu o ritmo do show com a balada Olhos Certos, cantada por parte da plateia.
No fim do show, Detonautas fez o que a plateia sempre pede: tocou Raul Seixas. Metamorfose Ambulante foi cantada em coro pela multidão que acompanhava a apresentação no palco Mundo.

Vaias a Sarney
O protesto contra Sarney no segundo dia do Rock in Rio foi comandado pelo vocalista do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto. O artista lembrou a censura ao jornal O Estado de S. Paulo, que foi proibido por uma decisão judicial de publicar informações sobre uma operação da Polícia Federal envolvendo o filho do presidente do Senado. O empresário Fernando Sarney chegou a abrir mão do processo, mas a publicação continua brigando na Justiça pela revogação da decisão.
Dinho Ouro Preto falou de Sarney antes de cantar a música Que País É Esse, composição de Renato Russo que fala sobre a corrupção e o desrespeito à Constituição Federal.

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