Governo não terá condições de manter os 72 hospitais prometidos por Roseana Sarney

Governo do Estado gasta R$ 50 milhões em Comunicação e não tem R$ 800 mil para colocar a UPA do Parque Vitória para funcionar.

Agência Assembleia

O líder da Oposição na Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Tavares (PSB), declarou, na manhã desta terça-feira (16), que o governo do Estado não terá condições de manter os 72 hospitais prometidos pela governadora Roseana Sarney.

“O programa de construção destes hospitais não tem a mínima sustentabilidade. O governo do Estado, depois de construir 72 hospitais, se um dia acabar a construção deles, não tem como manter esses hospitais em funcionamento”, afirmou o líder oposicionista.

Ele citou como exemplo o atraso nas obras de reforma do Hospital do Ipem e a obra de construção da UPA do Parque Vitória. Esta UPA, construída com recursos financeiros do governo Federal, teve sua obra concluída em julho de 2010, mas até agora o governo do Estado ainda não conseguiu colocar o novo hospital para funcionar.

“O governo do Estado sabe que não tem como colocar para funcionar esses hospitais e agora vai enrolar a população por mais algum tempo para que, no final do mandato, a governadora comece a trabalhar a inauguração dos hospitais, porque não tem como mantê-los”, afirmou Marcelo Tavares.

Ele enfatizou que o grande problema da questão da saúde no Maranhão, hoje, não é dinheiro. O grande problema da área da saúde, na visão do deputado, é a gestão: “O secretário Ricardo Murad não vai entregar as UPAs porque só soube agora que elas custam R$ 1 milhão por mês de manutenção. Depois de passar dois anos, quase três, enrolando a população do Maranhão só agora ele soube que não há dinheiro para manter estes hospitais”, frisou o líder oposicionista.

Marcelo lamentou que o governo do Estado gasta R$ 50 milhões na área da comunicação e não tem R$ 800 mil para colocar a UPA do Parque Vitória para funcionar. Marcelo Tavares sugeriu, mais uma vez, a convocação do secretário de Saúde, Ricardo Murad, para que ele preste à Assembleia Legislativa informações sobre os recursos que estão sendo gastos com a construção de unidades hospitalares no Estado.

Ao encerrar seu pronunciamento, Marcelo Tavares conclamou os deputados a redobrarem sua atenção acerca dos problemas da área da saúde: “Eu fico triste pela saúde do Maranhão, porque acho que no final desse Governo não sobrará pedra sobre pedra”

“O Hospital Carlos Macieira”, acentuou Marcelo Tavares, “agora já deixará de ser hospital do servidor, e segundo denúncia do deputado Neto Evangelista e de vários deputados aqui desta Casa, a clinica médica do Hospital Geral também será fechada. Então é preciso que se faça alguma coisa antes que a saúde do Maranhão definitivamente seja liquidada”.

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