XVII Festival de Bumba-meu-boi de Zabumba acontece no Monte Castelo no sábado (30)



Foto 1 – Brincantes de boi de zabumba durante apresentação no Festival

Foto 2 – Grupo de bumba-meu-boi de zabumba, mais antigo dos sotaques

Fotos/Divulgação/Secom

A Associação Folclórica Bumba-meu-Boi de Zabumba e Tambor de Crioula do Maranhão, com apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, realiza no sábado (30) o XVII Festival de Bumba-meu-Boi de Zabumba, na avenida Newton Belo (Monte Castelo – próximo à Igreja de Nossa Senhora da Conceição). O evento começa às 20h de sábado (30) e só será encerrado às 7h do domingo (31), quando haverá cortejo de grupos de bumba-boi pela avenida Getúlio Vargas.
O Festival deste ano homenageará José de Rita, do Boi de Panaquatira, já falecido. Participam da programação 16 grupos de bumba-boi sotaque de zabumba.
A abertura terá como convidados grupos mirins de boi de zabumba. No final das apresentações, os grupos participantes recebem troféus.

Sotaque de Zabumba
Mais antigo representante dos bumba-meu-boi do Maranhão, o sotaque de zabumba tem suas origens na África. Por essa razão, é considerado o mais primitivo dos sotaques. O termo “zabumba” provém do instrumento base utilizado pelos brincantes, a zabumba – tambor de meio metro de altura, conduzido numa vara por dois carregadores e tocado por uma bagueta.
O Boi de Zabumba tem sua origem nos municípios da Baixada Maranhense, mais precisamente, em Guimarães. Com um ritmo vibrante e forte, tem a essência da musicalidade negra. Distingue-se dos demais sotaques (matraca, orquestra, baixada e costa de mão) por ser pausado, alternando cadências lentas e apressadas.
A zabumba e o tambor de fogo são os instrumentos predominantes em seu batuque, cabendo aos tamborinhos e maracás preencherem os espaços vazios, o que dá origem a um conjunto de sons que se fundem. Essa tendência com sons secundários para preencher os espaços, é uma característica dos sons da música negra.
Os maracás servem para realçar o ritmo em harmonia com a zabumba e os tamborinhos, que por sua vez, possuem um som agudo que preenche as pausas da zabumba. Os tambores de fogo, que são instrumentos toscos, são feitos de tronco de mangues, recobertos por couro de boi, são presos à armação através de torniquetes de madeira, chamados de cravelhas africanas. Os tambores-onça, feitos de folha-de-flandre, madeiras ou material reciclado possuem a forma de cilindro com uma das extremidades fechadas por um couro, em que um pequeno bastão é fixado. Produz um som grave, rouco. A zabumba faz o centro da marcação do ritmo do boi.
A dança caracteriza-se por sobrepassos miúdos e repisados: uma forma especial no modo de dançar, onde as índias exercem a função de marcar com os passos a acentuação e o ritmo da zabumba, observado nos calcanhares, ponto principal de apoio das brincantes.
Pela tradição, a vestimenta dos brincantes rajados é feita de saiotes e golas bordados com pedrarias, miçangas e canutilhos. Os chapéus, em forma de cogumelo, são feitos com armação de buriti e papelão, recobertos por tecido de cetim e fitas longas. As índias vestem saia de fibra de saco desfiado e blusa do mesmo em tecido estampado, bordada. O boi possui a carcaça menor que a dos outros sotaques. O couro é bordado em relevos com tecidos e pedrarias.

Da Secom

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