Prefeito Cristino está debochando do Poder Legislativo Araiosense?

Diz a Constituição Federal que os poderes no Brasil são independentes, porém harmônicos.

Ao tratar o Poder legislativo Araiosense com deboche, o prefeito de Araioses, Cristino Gonçalves de Araújo mostra que respeitar as leis não é sua praia.

Cristino muito a vontade ao lado do deputado estadual Fábio Macedo, tendo ainda a tiracolo a toda poderosa Sônia mostra está muito saudável. Esse encontro ocorreu em São Luís, dia 29, dentro da vigência do suposto atestado médico

E entres tantas outras ações do prefeito com relação aos vereadores araiosenses pelo quais ele não tem mostrado nenhum respeito – e ao povo, que eles representam, muito menos – apresentar um atestado médico para justificar sua ausência dia 28, para depor na CP que o investiga pelo suposto desvio de mais de oito milhões de reais deve estar entre os mais desrespeitosos.

Como é de conhecimento público, a Comissão Processante da Câmara de Vereadores de Araioses quer saber para onde foram toda essa dinheirama que é da contribuição dos servidores municipais para o INSS.

O atestado que foi assinado pelo Dr. Jean Cesar Leite Barros diz que ele deveria ficar 05 (cinco) dias afastado de suas funções para tratamento médico, que ia do dia 26 ao dia 30.

Porém, não foi isso que ocorreu, pois nesse espaço de tempo há provas de sua presença em vários locais, entre eles São Luís, comprovadas por fotos e em notícias posta pelo blogueiro oficial do prefeito.

Mas nenhuma dessas ações é tão clara como a do dia 29 de maio, onde ele foi encontrado participando de um evento da Secretaria de Assistência do Município, ocasião em que foi notificado pelo secretario da CP, Estevam Albuquerque Coutinho, de que tem prazo – naquela data – de cinco dias para fazer por escrito sua alegações finais.

Sobre a validade ou não do atestado o que se sabe é que naquela sábado, dia 26, o prefeito Cristino nem o Dr. Jean esteveram no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde – HEDA, em Parnaíba/PI.

O ex-vereador de Araioses, Técio Cesar Duarte Junior, em áudio que já foi postado em vários grupos de WhatsApp, diz que já esteve naquela casa de saúde e constatou que o Dr. Jean Cesar Leite Barros não estava de plantão no HEDA, na data em que ele assinou o atestado.

Técio também chama a atenção para o que pode ocorrer se o prefeito for cassado depois de cumpridas todas às etapas de investigação da CP. Em sua opinião, Cristino vai usar o atestado como argumento para conseguir com um desembargador em São Luís, uma liminar para continuar no cargo.

Informações ainda não comprovadas dão conta que nesse período o prefeito Cristino, em companhia de sua restrita panelinha, passou aquele final de semana desfrutando um “maravilhoso” final de semana na famosíssima cidade de Jericoacoara/CE.

Quem tem privado desses momentos diz que Cristino ainda faz piadas e chacotas com os adversários.

Vereador Ingram alerta sobre os dinheiros que vem para a saúde de Araioses

Ao se pronunciar na sessão da Câmara na última terça-feira (29), o vereador Ingram de Tarso alertou a todos e em especial os funcionários do Hospital Municipal Nossa Senhora da Conceição, que devemos ficar de olhos bem abertos sobre os valores que vão começar entrar naquela casa de saúde.

Ingram falou que dos menos de 08 mil reais que o Hospital recebe atualmente, esses recursos vão pular para R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) por mês.

O vereador Ingram, mesmo no exercício do primeiro mandato vem se conduzindo de forma ética e corajosa diante dos desmandos da atual administração.

Recentemente ele criticou duramente a conduta do prefeito, que não cuida da saúde do povo araiosense, o que pode aumentar o número de óbitos no município.

Ele chegou a dizer que o prefeito não cuida da vida dos Araioses, mas que cuida da morte, já que abriu licitação a empresas para for dever urnas funerárias.  Aviso de licitação para compra de urna funerária 

Denys de Miranda – Jericoacoara/CE e prefeito Canoa

O suposto final de semana que o prefeito de Araioses, Cristino Gonçalves de Araújo teria passado em Jericoacoara/CE na companhia de seus mais chegados, foi um dos temas que teve bastante destaque na sessão de terça-feira (29) da Câmara de Vereadores.

O vereador Denys de Miranda disse, por exemplo, que quando eles chegam aos hotéis daquela cidade cearense a festa está garantida, pois segundo ele o dinheiro para proprietários e atendes não é pouco.

Também comparou Sônia – esposa do prefeito – com Remi Trinta, numa referência ao poder que esse tinha quando sua esposa Luciana Trinta foi prefeita de Araioses.

Segundo ele, Remi chegava à prefeitura e dizia que queria tanto (Denys não  especificou os valores) naquele dia antes de voltar para São Luís.

Para Denys de Miranda, Sônia manda e desmanda na prefeitura araiosense e que o Cristino não passa de um prefeito Canoa.

Não precisamos de intervenção militar. Já temos a judicial-midiática

Texto publicado no Tijolaço.

Por Fernando Brito.

Janio de Freitas e Teresa Cruvinel, na Folha e no JB, alertam contra o despudor com que se pede uma nova ditadura no Brasil.

“A sem-cerimônia com que a conclamação à “intervenção militar” passou dos testes tímidos, aqui e ali, à explicitude urrada, por voz e por escrito, estendeu-se no país”, diz Janio, advertindo que é ” grande o risco de que o slogan não saia das ruas em ebulições no futuro próximo. A população mal informada, carente de percepção política e sugada pela crise não pode ser obstáculo à pregação do salvamento ilusório”.

Cruvinel avisa que “há mais que discurseira irresponsável nessa loucura. E já tendo o país sangrado tanto, já tendo o governo errado tanto, tem a obrigação de identificar e punir os que atentam contra as democracia. A Constituição considera crime inafiançável e imprescritível (artigo 5º., inciso XLII) “a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático”.

Mas quem é o “pai da criança” das pseudosoluções à força senão o sistema judicial-midiático que, tal como pregam que os militares o façam, assenhoreou-se da vida brasileira e fez substituir a legitimidade dada pelo voto pela legalidade de sua vontade e de seus propósitos?

Claro e evidente está que os adeptos da ditadura, sem o aspecto tosco dos que pedem um regime militar – de resto anacrÔnico como forma de dominação em pleno século 21 e sua irreprimível capacidade de comunicação – são outros.

Pouco importa que usem a lei e a Constituição como escudo, se a umas e à outra moldam e fazem funcionar segundo sua vontade?

Não tem impeachment sem crime de responsabilidade? Cria-se um, de nome jocoso: “pedaladas”. Não há posse ou propriedade de um apartamento a provar corrupção? “Atribui-se” um a Lula. Há gravações de malas de dinheiro, de que “a gente mata ele antes que faça delação”, há contas de milhões na Suíça? Solte-se e se empurre com a barriga, porque estes não são “daqueles” que interessam.

Estamos mesmo numa democracia, ainda? Formalmente, pode ser, por enquanto, porque ainda não se cancelaram, senão pela interdição do candidato favorito, as eleições.

Mas como dizer que temos um regime democrático se a política, ferramenta com a qual se o exerce, está acuada em um canto, torcendo para que jornais, tevês e juízes não lhes apontem o dedo e decretem a execução de quem quiserem?

Não são os lunáticos hidrófobos que ameaçam a democracia e a liberdade no Brasil. Eles são produto de algo muito pior: a glorificação da estupidez e a moralidade dos cínicos, cúmplices e beneficiários de um sistema de espoliação do Brasil que é, perdoem-me a grosseria, com um “vende esta merda”, como se este não fosse, ao menos para a imensa maioria, o país que temos e no qual estamos fadados a viver e criar filhos e netos.

MPF vai investigar líderes grevistas por “tentar mudar regime” do país

A suspeita é terem desrespeitado artigo da Lei de Segurança Nacional

Jornal do Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou diversos procedimentos investigatórios para apurar a violação, por parte de empresários e lideranças locais dos caminhoneiros, do Artigo 17 da Lei de Segurança Nacional (Lei 7.170/1983), que prevê pena de até 15 anos de prisão para quem “tentar mudar, com emprego de violência ou grave ameaça, a ordem, o regime vigente ou o Estado de Direito”.

Serão apurados também crimes como sabotagem e incitação “à subversão da ordem política ou social” e “à animosidade entre as Forças Armadas ou entre estas e as classes sociais e instituições civis”, previstos respectivamente nos Artigos 15 e 23 da lei e cujas penas, somadas, podem chegar a 14 anos de reclusão.

Faixas defendendo a intervenção militar foram exibidas por parte dos grevistas – Foto: José Peres

As ordens para os procedimentos investigatórios foram enviadas ontem (30) pela Câmara Criminal do MPF a quatro estados – São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul e Santa Catarina – onde foram registrados atos e declarações em que indivíduos insuflam manifestantes a pedirem uma intervenção militar no país.

Nos despachos, aos quais a Agência Brasil teve acesso, são descritas condutas de empresários, líderes de caminhoneiros e de pessoas sem nenhuma ligação com a paralisação, mas que tentam se aproveitar do movimento grevista para promover o movimento da intervenção militar.

Entre as pessoas citadas estão desde um empresário varejista da Região Sul que autorizou o incêndio de caminhões próprios para insuflar protestos até um sargento da reserva que circula, em grupos de WhatsApp de manifestantes, com vídeos incentivando um golpe militar. Alguns indivíduos são ligados a partidos políticos.

Inquérito

O MPF do Espírito Santo também solicitou à Polícia Federal (PF) que instaure inquérito para apurar a prática dos mesmos crimes nos estados, pois “após concessões feitas pelo governo federal, o movimento não se dissipou, desviando o foco com a intenção de forçar a mudança no regime político: de democracia representativa para ditadura militar, regime autocrático”, informou a Procuradoria da República capixaba.

Além desses casos, o MPF determinou que procuradores locais investiguem outros crimes federais previstos no Código Penal, como paralisar trabalho de interesse coletivo (Artigo 201), atentar contra segurança e funcionamento de serviços de utilidade pública como água e luz (Artigo 265) e desobedecer a ordem legal de funcionário público (Artigo 330). A PF já instaurou 48 inquéritos policiais para apurar esses tipos de delito.

Ontem (30), em referência às manifestações a favor de uma intervenção militar, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, fez uma defesa do Estado Democrático de Direito, afirmando que, para resolver problemas sociais, “a democracia é o único caminho legítimo”.

Agência Brasil

Conversa de pé-de-ouvido

As pessoas que ocupavam a galeria da Câmara de Vereadores de Araioses na sessão de terça-feira (29), ficaram muito curiosas sobre qual o motivo de tanta alegria dos vereadores Oziel de Canárias, Júlio Cesar e Alex do Giquiri que conversavam animadamente.

O assunto parece não ter sido do interesse do vereador Telson Leal, que de costas estava e não se manifestou.

Conversa de pé-de-ouvido 2

Já do outro lado do plenário, a conversa entre os vereadores Denys de Miranda e Arnaldo Machado parece ter sido muito séria.

Tão séria que Denys pôs as mãos encobrido a boca para evitar a leitura labial.

Arnaldo muito compenetrado ouvia a tudo com muita atenção.

Governo entrega Escola Digna e anuncia urbanização de ponto turístico em Morros

Flávio Dino e o prefeito Sidrack Feitosa recebem os agradecimentos da população

A comitiva do Governo do Estado cumpriu extensa agenda de entregas e anúncios na cidade de Morros nesta quarta-feira (30). Entre as ações levadas ao município em parceria com a prefeitura da cidade, a entrega de uma Escola Digna e o anúncio do início das obras de urbanização da orla do Rio Uma, ponto turístico importantíssimo para a região do Munim.

João Batista Figueiredo é dono de bar nas imediações do Rio Una e agradece a nova beira-rio

Com a presença do governador Flávio Dino, secretários de governo e municipais, presidentes de órgãos e gestores municipais, a população morroense era só alegria com nova beira-rio da cidade. São pessoas como João Batista Figueiredo, dono de bar nas imediações do Rio Una. “O turista tem que chegar aqui e achar uma coisa melhor, hoje aqui só tem essa piçarra. Com a vinda dos bloquetes e da organização que prometeram, vai ficar tudo melhor para gente”, conta o comerciante de 76 anos.

O governador Flávio Dino fez questão de destacar os investimentos realizados para melhorar a infraestrutura da região do Munim.

“Temos muitas ações nessa região, já entregamos viaturas, ambulâncias, ônibus escolares, o Mais Asfalto tem passado por aqui, entre outras coisas. Estamos hoje, aqui em Morros, iniciando obras e fazendo entregas muito importantes como uma Escola Digna e o início dessa grande obra de infraestrutura turística que é a urbanização do balneário do Rio Una”, destaca Flávio Dino.

São 138 alunos beneficiados com a nova escola em Boca do Campo

Luzivaldo dos Santos da Silva é caseiro e também acredita na melhoria que a urbanização vai levar para a movimentação turística na cidade. “Com a urbanização desse lugar, tudo melhora, inclusive a coleta de lixo. São essas coisas que ajudam a atrair mais turistas e ajudam tanto quem vem banhar no rio quanto quem precisa da movimentação de turistas para garantir seu sustento”, conta o morador.

No conjunto de benefícios está incluída a pavimentação da orla com blocos de concreto, instalação de quiosques e construção de lanchonetes ao longo da margem do rio, além de sinalização. O projeto contempla ainda a construção de passeio, piso cerâmico e cimentado, pintura interna e externa, além de elementos de acessibilidade.

Escola Digna

Escola Municipal São Félix ganhou novas salas

Complementando a agenda na cidade de Morros, o governador Flávio Dino entregou mais uma unidade do Programa Escola Digna. No povoado Boca do Campo, a antiga escola com prédio emprestado pela paroquia local foi trocada por uma nova unidade que passa a abrigar a Escola Municipal São Félix.

Entrega que, segundo o prefeito de Morros, Sidrack Feitosa, é um marco na história do município. “Sem dúvida nenhuma que essa data, a vinda, pela primeira vez, de um governador até um povoado de nossa cidade, é uma data que vai ficar na história de Morros”, destaca.

Além de uma Escola Digna, o povoado Boca do Campo ganhou sistema de abastecimento de água

“É um prédio completamente equipado e mobiliado com quatro salas e poço para melhorar a vida das pessoas. Essa é a intenção do Governo Flávio Dino e é o objetivo do Programa Escola Digna, que é levar dignidade e melhoria para todos”, afirma o secretário da Educação, Felipe Camarão.

Na unidade, o Governo do Estado empregou investimentos de mais de R$ 500 mil com a construção de quatro salas amplas, banheiros, cantina, secretaria e sistema de abastecimento de água. A nova escola também foi entregue com mobiliário completo, novos equipamentos e materiais, que beneficiam 138 alunos.

Alunos como Adrielle Cardoso dos Santos, de 13 anos, que sempre sonhou com uma escola de verdade. “Estou muito feliz com essa nova escola porque a gente tinha aula numa escolinha muito pequena. Agradeço muito por essa nova escola”, afirma a aluna.

Felicidade compartilhada também com os funcionários da escola como Maria Odete Araújo, zeladora e avó de dois alunos da unidade. “Nós esperamos muito por esse momento, que é muito especial e vai mudar a realidade dos alunos. Sou zeladora da escola e tenho dois netos que terão a oportunidade de continuar os estudos numa escola digna”, afirma dona Odete.

Novo Cidadão

Flávio Dino recebeu o Título de Cidadão Morroense

Em agradecimento às importantes ações desenvolvidas pelo Governo do Estado na cidade, a Câmara de Vereadores de Morros aproveitou a ida do governador Flávio Dino à cidade para conceder o Título de Cidadão Morroense ao gestor do Estado, que foi entregue pelo presidente da Câmara, o vereador Eraldo Lopes Araújo.

População de Morros recebe o governador Flávio Dino

Por Fabiana Akira

Fotos: Handson Chagas

Fonte: Secap

Diretora de TV pública de Temer assina ação para tirar rádio pública do ar no Maranhão

John Cutrim – A ação judicial que visa tirar do ar a programação da Rádio Timbira AM, rádio pública do Maranhão, é marcada por várias controvérsias, isso porque quem assina uma das supostas “denúncias” é a advogada Anna Graziella Neiva Costa, ex-secretária-chefe da Casa Civil no governo Roseana Sarney (MDB).

Atualmente, Anna Graziella é superintendente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) no Nordeste. Ela é mais uma das indicações de Sarney para o governo Temer. Ou seja: de forma inusitada, a diretora de uma empresa pública de comunicação quer silenciar uma rádio pública no estado.

Anna Graziella foi apontada pelo jornal O Estado de São Paulo como “secretária particular” de Roseana, por ter ocupado diversos cargos durante a gestão da emedebista, entre eles, o de presidente da Fundação da Memória Republicana, que abrigava memorial em homenagem ao oligarca José Sarney.

“Temer tem que aceitar seu destino de ser Sarney”, diz filósofo à BBC Brasil

Em entrevista à BBC Brasil, o filósofo Marcos Nobre, professor livre-docente da Unicamp e autor de uma das mais importantes teses sobre o emedebismo, afirmou que Michel Temer tem que aceitar destino de ser Sarney para não correr risco de ser retirado da Presidência da República, antes de concluir mandato.

Página 2 – Em entrevista à BBC Brasil, o filósofo Marcos Nobre, professor livre-docente da Unicamp e autor de uma das mais importantes teses sobre o emedebismo, afirmou que Michel Temer tem que aceitar destino de ser Sarney para não correr risco de ser retirado da Presidência da República, antes de concluir mandato.

”Ele (Temer) tem que aceitar seu destino de ser Sarney, é a última chance que ele tem de se recolher à sua insignificância.”, disse.

Para Nobre, a única chance de Temer concluir o mandato é deixar de gerar crises. “Ou o Temer aceita que é Sarney, submerge e não atrapalha mais, ou o sistema político não vai segurar a onda e ele vai cair.”

Ao comentar a indicação de Henrique Meireles como pré-candidato do MDB, o filósofo diz que se Temer insistir no protagonismo, vai cair.

Segundo ele, da pacificação dessa situação do Temer depende a unificação da centro-direita.

Sobre o fim do governo, o filósofo afirmou que Temer vai precisar de gente que mantenha a gestão andando num nível mínimo, morno. “A equipe não pode ter atitude ousada, é a saída Maílson da Nóbrega (ministro da Fazenda do governo Sarney que assumiu prometendo fazer uma “política econômica arroz com feijão” em meio à crise). É tocar o dia a dia até o final do mandato e deixar a eleição acontecer”.

Na interpretação de Marcos Nobre, a greve dos caminhoneiros demonstrou que a sociedade brasileira adotou uma estratégia quase suicida para demonstrar que o descontentamento com o sistema político e a condução do país é ainda mais intenso do que nas manifestações de junho de 2013. “Na minha hipótese, isso vai até o limite do estrangulamento, mas não estrangula, porque senão o movimento perde o apoio social que tem.”, avalia.

Campanha publicitária divulga São João de Todos para turistas em todo o Brasil

Campanha nacional divulgando o São João de Todos. (Foto: Divulgação)

A chegada da época mais festiva do Maranhão também tem sido acompanhada de perto por pessoas de outros estados. Com campanha publicitária que inclui ações na internet e publicações em veículos nacionais de grande circulação, o Governo do Maranhão tem incentivado o turismo e a consolidação do São João de Todos como uma das festas mais importantes e tradicionais do país.

Além de revistas como a Caras, Carta Capital, Congresso em Foco e a local Cazumbá, a campanha de divulgação do São João de Todos 2018 tem sido vista nos portais da Folha de São Paulo, Estadão, DCM,  Le Monde Diplomatique e Brasil 247, entre outros.

Na internet, em sites e nas páginas oficiais do Governo do Estado no Facebook, Twitter e Instagram, mais de 25 milhões de pessoas já tiveram contato com a campanha. O vídeo da campanha é uma das ações com maior destaque, com mais de 3 milhões de visualizações.

De acordo com a superintendente de Promoção da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Sectur), Cristiane Muller, a ação complementa a manutenção de um calendário regular de eventos do Governo do Estado e outras ações como a participação em feiras e eventos do setor.

“O São João é uma festa singular, de extrema riqueza cultural, e investimos em ações que possam dar visibilidade a esse evento, pois acreditamos no potencial turístico dele, para posicioná-lo como um produto turístico no mercado nacional”, explicou.

Fonte: Secap

Datafolha: 55% são contra a privatização da Petrobras

Pesquisa aponta ainda que venda para estrangeiros é descartada por 74% dos entrevistados

Jornal do Brasil

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (30) aponta que 55% dos brasileiros são contra a privatização da Petrobras. Ainda segundo a consulta, 74% afirmam que a estatal não deveria ser vendida para grupos estrangeiros em hipótese alguma.

O Datafolha aponta ainda que 30% apoiam a privatização, e só 17% admitem que ela seja vendida a estrangeiros. Outros 13% não souberam opinar sobre a privatização, e 8% sobre o controle estrangeiro. São indiferentes, respectivamente nesses itens, 2% e 1%.

Ainda segundo a pesquisa, os tucanos se dividem: 49% são contra, mas 48% a favor de vender a petroleira. Já os petistas mantém sua posição estatista: 64% não aceitam a privatização, contra 28% que sim.

Foram entrevistados 1.500 adultos na terça (29), em todas as regiões do país. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos

Se depender do TSE, Lula não será candidato

Temer na posse do novo presidente do TSE, Luiz Fux (Beto Barata/PR)

Por Roberta Limongi

Não nos enganemos.

A recusa ontem pelo TSE de não analisar se um réu pode se tornar candidato ou não em nada beneficia o ex-presidente Lula.

Ao contrário.

O que se adota é a mesma estratégia aplicada durante a decisão que negou o habeas corpus do ex-presidente e que culminou em sua prisão em Curitiba.

Decisão esta que englobou também a recusa do STF em julgar as ADCs sobre a possibilidade de prisão após julgamento em segunda instância.

Explico.

Quando o STF negou-se a julgar as ADCs, e optou por julgar somente o caso de Lula em HC, criou-se a oportunidade de que o judiciário escolhesse individualmente quem pode ou não ser preso após condenação de um colegiado.

Ou seja, ao invés de uma regra aplicável a todos tem-se uma regra válida apenas para Lula.

Recentemente, em decisão que soltou um réu preso nessa circunstância, o ministro Marco Aurélio Mello falou que, como o tribunal não decidiu de maneira vinculante sobre a prisão após segunda instância, cada ministro deveria seguir sua consciência (ou seria conveniência?).

O mesmo acontecerá agora.

Se o TSE tivesse optado por dar seguimento a análise do mérito e decidisse se um réu pode concorrer a cargo eletivo ou não teríamos justiça, uma regra que se aplicaria a todos.

Com a negativa em analisar o mérito, abrem-se novamente as portas da seletividade.

É provável e quase certo que o TSE se recuse a aceitar a candidatura de Lula e talvez, enfatizo, talvez, barrar a candidatura de Bolsonaro.

Significa também que o TSE está disposto a barrar apenas Lula ou potenciais substitutos e talvez outros candidatos inconvenientes ao golpe.

Decidir caso a caso significa seletividade e não justiça. O judiciário não pode descumprir a Constituição.

Deveria guardá-la e segui-la para o bem do povo. Entretanto, tem feito reiteradamente o contrário.

O que esperar dos representantes de um poder da República que não respeitam o povo e a Constituição?

O que esperar de Luiz Fux,  Rosa Weber e Roberto Barroso?

Até o momento essas perguntas permanecem sem respostas.

Combustíveis: apesar da perfumaria, o bode está na sala

Ed Wilson Araújo – Usando as forças armadas, a mídia e um acordo com entidades sem representatividade na base, o governo Michel Temer (PMDB) somente postergou uma crise que deve pipocar novamente.

A redução do valor do diesel, principal item do pacote de medidas urgentes para suspender a paralisação dos caminhoneiros, não resolve a política de preços dos combustíveis.

Apesar da perfumaria, o bode está na sala. Se por um lado construiu um atenuante para os caminhoneiros, por outro o governo carrega o desgaste da alta na gasolina e do gás de cozinha, dois itens indispensáveis no cotidiano dos brasileiros.

Deste episódio, cabe observar dois movimentos sobrepostos: o locaute das empresas que controlam o transporte de combustíveis e a greve os caminhoneiros sem vínculo orgânico com as corporações dominantes neste setor.

Nenhuma categoria de trabalhadores sozinha, sem uma organização sistemática, consegue parar um país. Portanto, as digitais das empresas de transporte são visíveis no locaute.

A greve saiu por tabela, construída na adesão dos caminhoneiros expropriados pelas regras nocivas do preço do frete, da jornada de trabalho e dos riscos nas estradas.

Visando emparedar os caminhoneiros, o governo e a cobertura jornalística da mídia golpista agiram com todas as armas, jogando o movimento dos trabalhadores contra a população.

Porém, a tentativa de construir uma imagem negativa da paralisação, em massivas coberturas pejorativas, não funcionou.

O efeito foi contrário. Em que pese o desabastecimento gerado pela paralisação, os caminhoneiros obtiveram adesão e apoio de outras categorias de trabalhadores, a exemplo dos motoboys, motoristas de aplicativos e do transporte escolar.

A maioria da população, silenciosa, não hostilizou os caminhoneiros e até bateu panelas durante o pronunciamento de Michel Temer na televisão, quando anunciou as medidas para contemplar as reivindicações dos manifestantes.

O governo impopular, fragilizado e sem representatividade sentiu o peso da paralisação e só não cedeu em um item, reivindicado pela oposição em meio ao caos – a demissão do presidente da Petrobras Pedro Parente.

A manutenção dele no cargo só reforça a tese do locaute. Parente, avalista dos esquemas que drenam a Petrobras, reza na cartilha da corporação que organizou a paralisação. Afinal, como dito anteriormente, apenas os caminhoneiros avulsos, sem uma retaguarda estruturada, não seriam capazes de parar o país durante oito dias.

Sem mais nenhum argumento diante do desgaste junto à população, o governo lançou a última cartada – construção do discurso sobre a participação de “infiltrados” na paralisação, que estariam politizando as ações. Esse recurso midiático também não funcionou.

Todas essas narrativas, fartamente espalhadas na mídia golpista, tentavam convergir para esconder o principal – 70% de rejeição ao governo Michel Temer.

A saída para conter o “fora Temer” seria julgar e condenar os caminhoneiros, mas não funcionou.

Assim, o governo contemplou o mínimo da pauta dos caminhoneiros, mas não foi capaz de apresentar qualquer proposta para conter a alta no preço da gasolina, do gás de cozinha e dos outros derivados do petróleo que impactam no orçamento familiar da maioria da população.

Eis o ponto principal. A paralisação foi desmobilizada, mas o bode está na sala, sentado na mesa de jantar com a política temerária de Pedro Parente na Petrobras e o plano de privatizar esta empresa fundamental para o desenvolvimento do país.

Neste aspecto, a única narrativa que pode ganhar corpo a favor do governo golpista daqui por diante é a privatização da Petrobras, inclusive com o apoio da população, caso seja “convencida” de que a estatal é inviável.

A tese da privatização será reforçada já na greve dos petroleiros. Basta observar que a justiça trabalhista agiu em tempo recorde e já decretou a ilegalidade do movimento paredista. Essa greve será ainda mais atacada que a paralisação dos caminhoneiros, principalmente porque é convocada por sindicatos vinculados à CUT.

Todos os demônios da cobertura jornalística serão soltos contra a CUT e os grevistas da Petrobras, voltando à carga em defesa da privatização.

Neste momento, cabe ao movimento sindical e aos partidos da arena progressista disputar a narrativa em defesa da Petrobras, nem que seja ressuscitando o velho jargão de Getúlio Vargas – “o petróleo é nosso.”

Seria o caso de construir um pacto entre as candidaturas do campo democrático e deflagrar campanha unificada em defesa da Petrobras.

Por fim, cabe considerar que a mobilização de alguns segmentos dos caminhoneiros em prol da intervenção militar não ganhou corpo. Afinal, o país já vive uma ditadura, fruto do golpe jurídico-midiático-parlamentar que derrubou a presidente Dilma Roussef (PT).

Nem precisa mais intervenção militar. Mas, em último caso, as forças armadas entram em campo para enterrar de vez a democracia.

Madeira ameaça Zé Reinaldo

Raimundo Garrone – A briga interna no PSDB ganhou contornos ainda mais dramáticos no final do dia de ontem. Em entrevista ao programa Ponto e Vírgula, da Rádio Difusora, o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, ameaçou a pré-candidatura de Zé Reinaldo ao Senado.

De acordo com ele, no PSDB “é para apoiar quem é candidato” ao governo do Estado, no caso o senador Roberto Rocha, e não Eduardo Braide, como teima em fazer Zé Reinaldo.

E Madeira foi no ponto ao ameaçar Zé Reinaldo: o dinheiro. “Um candidato ao Senado está recebendo de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões do partido. Aí você imagina receber isso para apoiar outro projeto? Tem condição? Não tem”, disparou o ex-prefeito.

Ele ainda deixou bem claro quais são as cartas na mesa. “Eu tenho o maior carinho pelo Zé Reinaldo, vou me empenhar pela eleição dele, desde que ele esteja remando conosco. Se não tiver, aí eu não vou me empenhar porque nem candidato ele será”, ameaçou Madeira.

As penas seguem voando no ninho tucano e a briga vai expondo, cada vez mais, quais são os interesses de cada um nesse jogo.

Na mira dos Sarney, blogueiros e ativistas digitais defendem a Rádio Timbira

FELIPE BIANCHI

Barão de Itareré– Patrimônio do povo maranhense e símbolo dos esforços por uma comunicação mais democrática no estado, a Rádio Timbira recebeu a solidariedade de comunicadores e ativistas digitais de 17 estados do país, reunidos no 6º Encontro de [email protected] e Ativistas Digitais. Durante o evento,que ocorreu nos dias 25 e 26 de maio, em São Paulo, foi aprovada uma moção de repúdio aos ataques que a emissora vem recebendo por parte da oligarquia Sarney.

Nós (…) repudiamos as recentes ameaças contra a liberdade de expressão e pluralidade de vozes que representaram os recentes anúncios de ações judiciais contra a emissora pública do Maranhão, a Rádio Timbira, e contra blogues independentes no estado.

De caráter público, a Rádio Timbira AM foi recuperada durante o governo de Flávio Dino (PCdoB-MA) e encontra-se na mira de fogo da família Sarney, acostumada a dominar e monopolizar a mídia maranhense e responsável pelo sucateamento da emissora. Através do deputado Eduardo Braide (PMN-MA), o clã e seu grupo político representaram contra a Rádio Timbira na Procuradoria Regional Eleitoral.

Diretor-Geral da emissora, Robson Paz criticou duramente a tentativa de censura. Em publicação no seu perfi no Facebook, Paz relembra que a censura é uma prática do sarneysmo que vem desde a época da ditadura, assim como o uso de seu império midiático para manter o povo alienado. Leia na íntegra:

Dono de um império midiático, Sarney ameaça em seu jornal retirar a Rádio Timbira do ar apenas por esta ousar informar a população maranhense. Não admite ver a emissora, extinta por Roseana Sarney, reestruturada e fazendo comunicação plural, ética, democrática e cidadã.

A censura é prática do sarneysmo desde a época da ditadura. Não satisfeitos em sucatear e extinguir a Rádio Timbira, governo Roseana Sarney proibiu a participação de ouvintes, em 2014. Por isso, usam laranjas para tentar calar a voz do povo do Maranhão. Absurdo!

Incômodo de Sarney e áulicos é porque a Rádio Timbira leva ao conhecimento da população informações de interesse público, que o império midiático de Sarney censura diariamente para tentar manter o povo alienado.

Exonerado ilegalmente da direção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) por Michel Temer, o jornalista Ricardo Melo também falou sobre o caso. Atualmente na Rádio Trianon, de São Paulo, Melo afirmou, no ar, que a Rádio Timbira está sendo ameaçada de ser fechada pela oligarquia Sarney em dobradinha com a Rede Globo, no Maranhão. “A Rádio Timbira está para o Maranhão como a Rádio Cultura está para São Paulo. É ligada ao governo do estado, mas presta imenso serviço à população não apenas na questão de entretenimento e serviços públicos, mas também no que diz respeito ao jornalismo. Não é à toa que foi sucateada durante o governo de Roseana Sarney”.

Assista na íntegra:

Carta de São Paulo

Além de aprovar moção em defesa da Rádio Timbira, o 6º Encontro de [email protected] e Ativistas Digitais reafirmou, no documento final do evento, a exigência pela liberdade de Lula, o esclarecimento do assassinato de Marielle Franco, a demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras e a realização de eleição livre e democrática em outubro de 2018.

O evento reuniu mais de 175 comunicadores, promovendo debates e rodas de conversa sobre a luta pela democratização da comunicação e a resistência ao golpe em curso no país, amplamente sustentado pelos grandes meios de comunicação.

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