Em audiência pública no TSE, governador Flávio Dino compara TV Mirante a repartições do DOPS e DOI CODI, órgãos de repressão da ditadura militar

Cunha Santos – Ao falar, durante audiência pública no Tribunal Superior Eleitoral sobre a influência das mídias nas eleições, nesta quinta-feira (9), em Brasília, sobre abusos e irregularidades cometidos por emissoras de TV e Rádio da família Sarney, o governador Flávio Dino mostrou “5 filminhos de terror” da campanha de 2014.

Um dos filmes mostra o apresentador de um debate agradecendo à mulher de Edinho Lobão, o candidato adversário, lançado pelo grupo Sarney e impedindo Flávio Dino de discorrer sobre um tema. Aqui, Flávio Dino pergunta qual o remédio jurídico para uma situação dessa, qual a reparação possível.

Em outro filme, o apresentador de um telejornal da Mirante passa a entrevista inteira perguntando sobre comunismos, deixando apenas 30 segundos para os demais temas. O governador ironizou: “Eu achava que era uma emissora de TV, mas descobri que era uma repartição do DOPS, do DOI CODI. Ao adversário foram feitas perguntas sobre saúde, segurança e educação. “Isso é liberdade de expressão”, indagou o governador na audiência pública.

Flávio Dino apresentou também um estudo chamado Manchetômetro que mostra que em 2014, durante o governo Roseana, a abordagem positiva dada ao Maranhão pelo jornal da família Sarney era de 66 %; em 2015 foi de 8 %, em 2016, 5 % e no primeiro semestre de 2017, 3 %; “Todas essas manchetes são reproduzidas numa imensa rede de rádio em todo o Estado, das cinco da manhã até a meia noite. E são veiculadas também na TV e nos portais da internet, ou seja, é multiplicada por milhões de ouvintes e leitores”, disse o governador.

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